segunda-feira, 1 de agosto de 2016

HISTÓRIA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS - CONTINUAÇÃO

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Os Templários – História – (7)

Posted by Thoth3126 on 01/08/2016

OS TEMPLÁRIOS, ESSES GRANDES GUERREIROS DE MANTOS BRANCOS COM CRUZES VERMELHAS

Os seus costumes, os seus ritos, os seus segredos:


Digam o que disserem determinados historiadores encastelados em sua erudição acadêmica, a criação da Ordem dos Cavaleiros Templários continua envolta em inúmeros mistérios; e o mesmo acontece com a realidade profunda da sua missão, não a que se tornou pública, mas a missão oculta. Inúmeros locais ocupados e ou de propriedade dos cavaleiros Templários apresentam particularidades estranhas.

Atribuíram-se aos monges-soldados crenças heréticas, cultos curiosos e às suas construções, principalmente a Catedral de Chartres, significados e até poderes fantásticos. A seu respeito, fala-se de gigantescos tesouros escondidos (sendo o maior deles o CONHECIMENTO), de segredos ciosamente preservados e de muitas outras coisas.

Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

OS TEMPLÁRIOS, ESSES GRANDES SENHORES DE MANTOS BRANCOS – OS SEUS COSTUMES, OS SEUS RITOS, OS SEUS SEGREDOS.

Mais informações sobre os Templários: http://thoth3126.com.br/category/templarios/

TERCEIRA PARTE – OS MISTÉRIOS ESPIRITUAIS DA ORDEM – OS TEMPLÁRIOS HERÉTICOS

As acusações de heresia

Voltaremos mais tarde ao andamento do processo, mas precisamos de analisar, desde já, uma das acusações mais graves feitas contra a Ordem do Templo: a de heresia. Filipe IV, o Belo, rei da França, redigira ele próprio um requisitório que deveria, em seguida, ser lido em todas as igrejas do reino a fim de explicar aos fiéis as razões da detenção e extinção dos Templários. O rei (interessado no imenso tesouro da Ordem) representava o papel da indignação e escrevia:


“Uma coisa amarga, uma coisa deplorável, uma coisa verdadeiramente horrível de se pensar, terrível de ouvir, um crime detestável, um crime execrável, um ato abominável, uma infâmia horrível, uma coisa perfeitamente inumana, o que é mais, estranha a qualquer humanidade, soou, graças ao relato de várias pessoas dignas de fé, aos nossos ouvidos, não sem nos invadir de um grande estupor e nos fazer fremir com um violento horror; e, ao pesarmos a sua gravidade, uma dor imensa cresceu em nós tanto mais cruelmente quanto não existem dúvidas de que a enormidade do crime transvasa até se tornar uma ofensa à majestade divina, uma vergonha para a humanidade, um pernicioso exemplo do mal e um escândalo universal.”

Até parece um texto da Madame de Sévigné, embora com menos elegância. Filipe IV, o Belo, prosseguia, falando de bestialidade, de abandono de Deus, etc. E acrescentava:

“Recentemente, segundo o relato que nos foi feito por pessoas dignas de fé, foi-nos dito que os irmãos da ordem da milícia do Templo, escondendo o lobo sob a aparência do cordeiro e, sob o hábito da ordem, insultando miseravelmente a religião da nossa fé, crucificam nos nossos dias novamente Nosso Senhor Jesus Cristo, já crucificado para a redenção do gênero humano e enchem-no de injúrias mais graves do que aquelas que sofreu na cruz, quando, ao entrarem na Ordem e, quando fazem a sua profissão, lhes é apresentada a sua imagem e que, por uma infeliz, que digo? Uma miserável cegueira, o negam três vezes e, por meio de uma crueldade horrível, lhe escarram três vezes na face; findo o que, despojados das roupas que envergavam na sua vida secular, nus, postos em presença daquele que os recebe ou do seu substituto, são beijados por ele, de acordo com o rito odioso da sua ordem, primeiro na base da sua espinha dorsal, em segundo lugar no umbigo e finalmente na boca, para vergonha da dignidade humana. E depois de terem ofendido a lei divina por meio de feitos tão abomináveis e atos tão detestáveis, obrigam-se, pelo voto da sua profissão e sem temerem ofender a lei humana, a entregarem-se um ao outro, sem recusa, desde que tal lhes seja pedido, por efeito do vício de um horrível e pavoroso concubinato. E foi por isso que a cólera de Deus se abateu sobre estes filhos da infidelidade. Esta gente imunda abandonou a fonte de água viva, troca a sua glória pela estátua do Bezerro de Ouro e imola aos ídolos.”

Filipe IV (o Belo|) de França

Findo o que, o rei se defendia de antemão de ter dado fé a intriguistas e afirmava possuir elementos suficientes para proferir essas acusações e dava as suas ordens em relação à detenção. O essencial das queixas estava contido neste texto, apesar de o processo lhe ter acrescentado alguns floreados. Por agora, deixemos de fora a acusação de sodomia para retermos apenas o escarrar na cruz e a negação de Cristo. E, no entanto, os Templários não pareciam considerar-se heréticos.

Não negaram ter cometido pecados, considerando, aliás, que isso é inerente à condição humana. Mas heréticos, não! E sobretudo não uma heresia de toda a Ordem. Teria tudo sido inventado? Também não, por certo. De fato, as coisas não são assim tão simples e eles próprios reconheciam que algumas partes do seu ritual podiam prestar-se a essa interpretação, mas era apenas, segundo eles, porque já não se sabia muito bem a que correspondiam esses elementos e, de qualquer forma, os seus corações continuavam puros.

As confissões 
O que é certo é que o seu ritual continha pontos em relação aos quais é conveniente fazer algumas interrogações. Com efeito, as declarações dos próprios dignitários são surpreendentes. Interrogado a 24 de Outubro de 1307, o Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay, declarou que, quando da sua recepção, em Beaune, lhe foi apresentada uma cruz de bronze sobre a qual se encontrava uma imagem de Cristo e que lhe pediram que renegasse essa imagem e cuspisse na cruz. Assim o fez mas, afirmou, arranjou uma forma de cuspir para o lado.

Interrogado três dias antes, Geoffroy de Chamey, preceptor da Normandia, declarara: “[…] que depois de o terem recebido e de lhe terem colocado a capa ao pescoço, lhe trouxeram uma cruz na qual se encontrava a imagem de Jesus Cristo e o mesmo irmão que o recebeu lhe disse para não acreditar naquele cuja imagem ali estava representada, porque era um falso profeta e não era Deus. E então aquele que o recebeu mandou-o renegar Jesus Cristo três vezes, com a boca, não com o coração” segundo disse.

Hugues de Pairaud, visitador do rei de França, fez um depoimento análogo quanto à sua própria recepção e acrescentou que, quando acolhia irmãos novos na Ordem, mandava trazer uma cruz e lhes dizia: “[…] que tinham de, em virtude dos estatutos da referida Ordem, negar três vezes o Crucificado e a cruz e cuspir na cruz e na imagem de Jesus Cristo, dizendo que, apesar do que lhes ordenava, não o fazia do fundo do coração. Tendo-lhe sido pedido que declarasse se encontrara alguns que se recusassem fazê-lo, disse que sim, mas que acabavam por negar e cuspir.”

Em primeiro plano, a figura do último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, Jaques De Molay, queimado na fogueira em 18 de Março de 1314, em Paris.

Geoffroy de Gonneville, preceptor da Aquitânia e de Poitou, afirmou ter recusado vergar-se a este rito. Aquele que o recebia, Robert de Torteville, GrãoMestre de Inglaterra, disse-lhe então que, se jurasse sobre os Evangelhos dizer aos irmãos que pudessem perguntar-lhe que cuspira mesmo, lhe faria um grande favor. Geoffroy de Gonneville jurou e Robert de Torteville mandou-o cuspir, mesmo assim, interpondo a sua mão em frente à cruz. Segundo ele, esses costumes haviam sido introduzidos na Ordem por um Grão-Mestre que fora prisioneiro do Sultão. Esse Grão-Mestre seria Gérard de Ridefort, que foi prisioneiro do sultão. Alguns pretendiam que se tratava de uma das más e perversas introduções, nos estatutos da Ordem, de Mestre Roncelin ou então de Mestre Thomas Bérard.

Houve também cavaleiros templários presos que negaram totalmente estas práticas que talvez não figurassem na regra, em todo o lado. Alguns historiadores pensaram que as declarações que citamos eram obtidas sob tortura e não tinham qualquer valor: aliás, Jacques de Molay desdisse as suas confissões. É certo que inúmeros irmãos devem ter dito, fosse o que fosse, para que parassem de os torturar, mas que pensar das muitas confissões, nem todas foram obtidas sob coação? Não podemos deixar de referir que setenta e dois templários ouvidos pelo papa – tal como Jacques de Molay e os dignitários, tal como aqueles que foram interrogados na Alemanha e na Inglaterra – reconheceram que tinham negado Cristo e cuspido na cruz.

Segundo os locais, negava-se e cuspia-se ora uma vez, ora três, mas em todo o caso as confissões são idênticas, apesar de os templários dizerem ter feito isso «com a boca e não com o coração». Irmãos que não foram torturados e não tiveram razão para ter medo de o serem, confessaram. Foi esse o caso em Florença onde os comissários elaboraram o processo sem coação, diretamente em nome do papa, ou, para outros, na Inglaterra, na Sicília, em Pisa, em Ravena, onde não foi exercida qualquer violência. Ainda por cima, em todos esses locais, as confissões diferem todas umas das outras, apresentando toques pessoais. Se tivessem sido obtidas por artimanha ou coação, teriam correspondido a um modelo-padrão.

Ora, elas foram acompanhadas de observações, por vezes ingênuas e bastante «vívidas» que lhes outorgam um caráter de veracidade. Não existem aqueles exageros comuns aos métodos da Inquisição que não hesita em recorrer ao floreado diabólico para melhor convencer, depois, as multidões da justeza dos processos perante a abominação das confissões. Nestas condições, não é de todo possível duvidar: inúmeros templários foram mesmo obrigados a cuspir na cruz e a negar (Jesus) Cristo, quando da sua recepção na Ordem. Trata-se de uma verdadeira enormidade: como é que monges puderam renegar Cristo, em massa, e porquê? É manifesto que não se detecta qualquer compromisso herético profundo, nenhuma adesão a uma doutrina que negaria Cristo nos templários que, no entanto, confessam.


Se tivessem sido realmente heréticos, alguns deles teriam estado dispostos a sofrer o martírio pelas suas crenças, para defenderem a sua doutrina. Ora, nada disso, não há o menor militantismo. E, no entanto, esses elementos rituais são reais. Os irmãos da ordem parecem tê-los vivido como uma espécie de rito sem grande importância, um costume ao qual era preciso vergar-se, com passividade, e não terem sido afetados doutro modo por eles. Isso significa, muito provavelmente, que nos tempos derradeiros da Ordem, o sentido desses ritos já não era de todos conhecido, nem explicado e talvez até se encontrasse pervertido. Aquilo que poderiam ter contido de iniciático apenas dera lugar a uma prática sem algum significado real.

A recepção na Ordem 
O cerimonial de recepção na Ordem era, em princípio, fixo e não parecia dever permitir a crítica. Não se era cavaleiro do Templo sem mais aquelas. Era preciso aceitar todo um período de experiência antes de ser recebido. Para além de que a resposta não vinha de imediato e o postulante passava por um período probatório que podia durar vários meses, durante o qual lhe eram impostas tarefas duras e desagradáveis. Devia aprender assim que não entrava na Ordem por causa das honras, mas para servir. “Non nobis Domine, non nobis sed nomini tuo ad gloriam”, dizia a divisa da Ordem.


Quando a decisão de receber o postulante era tomada finalmente, reunia-se o Capítulo para o acolher. A cerimônia de recepção decorria de noite, como os mistérios antigos. O postulante aguardava do lado de fora, enquadrado por escudeiros que empunhavam tochas. Por vezes, tinha de esperar muito tempo assim. Durante esse tempo, o comendador perguntava aos irmãos se algum deles pensava dever opor-se à iniciação do novo recruta. Se ninguém dissesse nada, mandavam-no buscar e introduziam-no numa divisão perto do Capítulo. Perguntavam-lhe se queria realmente ser Cavaleiro Templário. Perante a sua resposta positiva, faziam-lhe notar quão rude iria ser a sua vida, como deveria obedecer, independentemente de quanto lhe custasse, quais as penas em que incorria se violasse os regulamentos extremamente estritos da Ordem. Se o impetrante persistia, as suas respostas eram comunicadas ao Capítulo.


O comendador perguntava então se todos estavam de acordo quanto a acolher o neófito e o Capítulo respondia: «Mandai-o vir, por Deus.» O novo irmão era conduzido perante a assembleia reunida e dizia: “Senhor, vim perante Deus, perante vós e perante os irmãos, e peço-vos, e suplico-vos por Deus e por Nossa Senhora, que me acolhais na vossa companhia e nas graças da Casa, como aquele que para todo o sempre quer ser servo e escravo da Casa.” O comendador mostrava-lhe então o que o seu pedido implicava de compromisso e renúncia:

“Belo irmão, pedis uma grande coisa porque da nossa religião só vedes a casca que está por fora. Porque a casca é tal que nos vês termos bons cavalos e belos hábitos e assim vos parece que estareis à vontade. Mas não conheceis os fortes mandamentos que estão por dentro: porque é uma grande coisa que vós, que sois senhor da vossa pessoa, vos torneis servo de outrem. Porque, com grande mágoa, nunca mais fareis o vosso desejo: se quereis estar na terra deste lado do mar, enviar-vos-emos para o outro lado: se desejais estar em Acra, enviar-vos-emos para a terra de Tripoli, ou de Antioquia, ou da Armênia: ou enviar-vos-emos à Puglia ou à Sicília, ou à Lombardia, ou a França, ou a Inglaterra, ou a várias outras terras onde temos as nossas casas e os nossos bens. E se quereis dormir, faremos velar; e se por vezes quiserdes velar, ordenar-vos-emos que vos deiteis na vossa cama… Quando estiverdes à mesa e quiserdes comer, mandar-vos-emos ir onde nos aprouver e nunca sabereis onde. Muitas vezes devereis ouvir reprimendas. Ora, olhai, belo irmão, se podereis suportar todas estas durezas.”

Perante a aquiescência do postulante, acrescentava-se:

“Belo irmão, não deveis pedir a companhia da Casa para ter senhorias nem riquezas, nem gozo do vosso corpo, nem honra. Mas deveis pedir para três coisas: uma para evitar e deixar o pecado deste mundo; a outra para fazer o serviço de nosso Senhor; e a terceira para ser pobre e fazer penitência neste século a fim de salvar a vossa alma; e essa deve ser a intenção para a qual deveis pedi-la.”


Novamente, era perguntado várias vezes ao postulante se persistia em querer entrar para a Ordem. Depois, mandavam-no sair e o Capítulo era consultado uma vez mais para dar, pela última vez, a sua opinião sobre o candidato. Em seguida, mandavam entrar aquele que iria tornar-se o novo irmão do Templo. Toda a assistência se levantava e rezava, enquanto o capelão recitava a oração do Espírito Santo. O comendador fazia então seis perguntas ao candidato. Em primeiro lugar, era casado ou noivo? Na verdade, acontecia receber-se um homem casado. Deveria então comprometer-se a que os seus bens revertessem para a Ordem, após a sua morte, e a mulher devia prestar o seu consentimento. Refiramos também, embora tenha sido raro, que houve casos de mulheres que entraram para a Ordem.

É claro que essas monjas templárias não eram guerreiras e viviam separadas dos irmãos. Isso só foi organizado para receber dádivas e o perigo de uma tal situação não escapou a ninguém; a experiência foi interrompida e estatuiu-se: Damas como irmãs, doravante, não serão recebidas. Citemos, para que conste, o mosteiro de mulheres templárias que existia em La Combe-aux-Nonnains, na Borgonha, e que dependia da comenda de Épailly. Citemos também a adesão da madre Agnès, abadessa das Camaldulas de Saint Michel de l’Ermo, e de toda a sua comunidade, à Ordem dos Templários. Refiramos ainda casos semelhantes em Lyon, Arville, Thor, Metz, etc.

Mas voltemos ao nosso postulante. Perguntava-se-lhe também se tinha dívidas que não pudesse saldar, se não pertencia a outra ordem, se era são de corpo, se não subornara alguém para entrar na Ordem, se era nobre (para ser cavaleiro) ou pelo menos homem livre (para ser sargento), se era padre, diácono ou subdiácono, e se não estava sujeito a excomunhão (embora isso não tenha sido uma desvantagem durante muito tempo). Depois, lembravam-lhe mais uma vez a perda do seu livre arbítrio:

“Ora, belo irmão, ouvi bem o que vos dizemos: prometeis a Deus e a Nossa Senhora que, durante todos os dias da vossa vida, sereis obediente ao Mestre do Templo e a qualquer comendador sob cuja autoridade estiverdes colocado.”

Então, os juramentos encadeavam-se, todos feitos perante «A Senhora Santa Maria» e todos destinados a fixar no espírito do postulante que já não era dono de si mesmo. Emitia votos de obediência, de castidade, de pobreza, de fidelidade à regra. Obrigavam-no a jurar reconquistar a Terra Santa pelas armas, não sair do Templo para entrar noutra ordem, não escutar a maledicência nem a calúnia. Haveria medo de que ele ouvisse com atenção o que por vezes se murmurava sobre as práticas da Ordem? Depois, o comendador «recebia» o novo irmão e prometia-lhe «pão, água e sofrimento e trabalho suficientes». Colocava-lhe sobre os ombros o manto da Ordem e fechava-lhe as agulhetas. O capelão lia um salmo que dizia: «como é bom, como é agradável vivermos todos juntos como irmãos» e continuava com a oração do Espírito Santo. O comendador dava o beijo da paz ao novo Templário, beijando-o na boca, o que era o costume da época. A cerimônia terminara.

Um segredo bem protegido 
Encontravam-se nesta recepção todos os elementos para sensibilizar o postulante quanto à importância do seu compromisso e para o tornar solene. Mas teremos dificuldade em encontrar nela elementos iniciáticos e, ainda menos, heréticos. Seja como for, nada que se relacione com as confissões de que falamos. Isto significa, evidentemente, que esta cerimônia «oficial» deveria comportar adições que o eram menos. Sabemos, de acordo com os testemunhos, que a recepção se realizava de noite. Por quê? Por que razão devia desenrolar-se com todas as portas fechadas e guardadas, com as sentinelas a rondarem os edifícios? Por que razão se exigia uma discrição absoluta quanto ao desenrolar dessas reuniões? Por que razão haviam sido punidos, e até lançados em masmorras, irmãos que se tinham insurgido contra o desenrolar das recepções? Existiriam realmente elementos de ritual diferentes dos descritos oficialmente e, em caso afirmativo, a partir de que época?

Quando do processo instituído contra a Ordem dos Cavaleiros Templários, o advogado Raoul de Presles afirmou ter ouvido do Templário Gervais de Beauvais uma revelação importante, segundo a qual: “[…] havia na Ordem um regulamento tão extraordinário e sobre o qual deveria ser guardado um tal segredo, que qualquer um teria preferido que lhe cortassem a cabeça a revelá-lo.” Acrescentava: “No capítulo geral, há uma prática de tal modo secreta que, calculai que, infelizmente, um estrangeiro a tivesse testemunhado, nem que fosse o rei de França em pessoa, muito bem, os mestres do Capítulo, sem temerem qualquer castigo, matariam essa testemunha e não teriam o menor respeito pela sua qualidade.”

Secretamente a Ordem dos Cavaleiros Templários rendia culto e prestava homenagens ao principio FEMININO da divindade, o “Santo Graal” ….

Raoul de Presles afirmava também que Gervais de Beauvais possuía um exemplar dos estatutos secretos da Ordem e não o mostraria a ninguém, nem por todo o dinheiro do mundo. Seria esta a regra cujos exemplares Jacques de Molay mandara destruir, pouco tempo antes da sua prisão? Templários ingleses, sem serem torturados, referiram a existência de duas recepções na Ordem, sendo a segunda secreta e «repreensível». Eles próprios não tinham assistido a ela, mas, segundo diziam, existia uma hierarquia paralela. E é sem dúvida aquí que reside a chave do mistério.

A existência de uma regra secreta 
A existência de uma regra secreta é quase certa. Corresponde a vários testemunhos de Templários e acabamos de ver que alguns referiam vários tipos de recepção. Alguns pensam que eram em número de três: uma primeira, «oficial», sem rito condenável, depois, mais tarde e apenas para alguns irmãos, a segunda com a negação de Cristo e, por fim, a terceira, ainda mais secreta, reservada apenas aos membros do Capítulo Geral. Com o correr dos tempos, a incompreensão de determinados ritos teria feito confundir um pouco tudo e os postulantes, quando da sua entrada na Ordem, teriam seguido ritos que não lhes eram destinados. É isso que embaralha as pistas, mas lembremo-nos da frase do templário Gaucerand de Montpezat: “Temos três artigos que nunca ninguém conhecerá, excetuando Deus, o diabo e os mestres.”

Gilette Ziegler escreve: “Teremos, portanto, de admitir a existência de uma regra secreta, conhecida por alguns chefes, e que teria sido destruída. Alguns fatos parecem prová-lo: em Inglaterra, Guillaume de La More, Grão-Mestre, dera um manuscrito, para dele ser feita uma cópia, a um cavaleiro, Guillaume de Pokelington, e como um capelão, que entrara para o Templo havia apenas seis meses, pretendesse consultar esse texto, o Grão-Mestre arrancou o papel das mãos do copista e levou-o consigo. Por outro lado, o irmão Gaspard de Cauche explicava: «No ultramar, vi uma ou duas vezes o Grão-Mestre Thibaud Gaudin pedir aos irmãos que detinham os livros relacionados com as regras da Ordem que lhes entregassem. Ouvi dizer e penso que mandava queimar alguns, entregava outros aos mais antigos da Ordem e guardava os restantes para si.

Os antigos diziam que Guillaume de Beaujeu e Thomas Bérard haviam feito o mesmo.»” Muitos foram os que se puseram na pista dessa famosa regra secreta. Em 1877, foi publicada a tradução de um texto latino proveniente da Grande Loja maçônica de Hamburgo. Pensava-se que se tratava de uma cópia da regra dos Templários. Na primeira parte, encontrava-se efetivamente a regra oficial com os aditamentos redigidos, em 1205, por Mathieu de Tramlay. Ademais, pensava-se queuma segunda parte continha os «estatutos secretos dos irmãos eleitos» e o «batismo de fogo ou estatutos secretos dos irmãos consolados», devidos a um tal mestre Roncelin.

Houve efetivamente um Roncelin que fora admitido na Ordem, em 1281, e o seu nome fora citado no processo como sendo um mestre que teria «introduzido maus costumes», segundo o testemunho, nomeadamente, de Geoffroy de Gonneville. Este Roncelin teria sido um dos membros da família de Fos, perto de Marselha, que possuía também um castelo em Bormes-les-Mimosas. A data de 1281, corresponderia a uma introdução bem tardia das regras secretas e isso não se coaduna de modo algum com o fato de, no início do século XIV, os rituais já não serem cumpridos. As noções de «irmãos eleitos» e «irmãos consolados» fazem, inevitavelmente, pensar nos Cátaros e na sua cerimônia do «consolamentum». Voltaremos a este ponto.

Local onde Jaques De Molay foi queimado

Infelizmente, esses estatutos encontrados miraculosamente são falsos, destinados sem dúvida a provar a filiação da Ordem do Templo e da Franco-Maçonaria. Com efeito, podemos aperceber-nos de inúmeras incoerências nesta pretensa regra secreta. Os estatutos estão assinados pelo copista Robert de Samfort, recebedor da Ordem do Templo na Inglaterra, em 1240. Como poderiam ter sido inspirados por um Roncelin que se julgava ter entrado para a Ordem em 1281? Ainda por cima, o texto está recheado de contradições. Assim, está escrito que os estatutos nunca serão traduzidos em língua vulgar e que nunca serão postos nas mãos dos irmãos.

Ora, o documento pretensamente encontrado é em língua francesa. Alguns elementos parecem mesmo ter sido retirados de uma obra de 1818: o Mysterium Baphometis Revelatum de Hammer-Purgstall. Tudo isto não exclui de forma alguma a existência de uma verdadeira regra secreta. Só que não é aquela que foi revelada. Logo, é inútil aprofundar o conteúdo dos artigos sobre esta falsificação.

A proteção dos locais dos Templários: os segredos da épine e dos tanques 
Sem dúvida que existiram cerimônias secretas regidas por uma regra secreta e, para serem praticadas, convinha que se utilizassem locais adequados e protegidos. Louis Charpentier associa o seu segredo ao termo «épine» («espinho») e seus derivados. Para ele, os locais que apresentam essas características toponímicas correspondiam a lugares dissimulados próprios para essas cerimônias. Refere, assim, locais chamados I’Épinne, Épinay, Pinay, Épinac, etc. E precisa: “Hoje em dia, pode ser o nome de um campo, de uma casa, de um lugarejo, ou até de uma cidade como Épinay-sur-Orge, mas podemos ter a certeza de que as comendas não se encontram longe. As que Épinay-sur-Orge põe em evidência existiam em Ris e em Viry. Por vezes, o nome estendeu-se, sobretudo quando se trata de florestas, como a floresta de Courbéine, na floresta de Othe, perto do bailio de Coulours.” E Louis de Charpentier não está desprovido de razão; quando olhamos com atenção, a frequência das «épine» perto das comendas não parece dever muito apenas às leis das probabilidades.

Peguemos em alguns exemplos entre centenas: na região de Cognac, uma aldeia de I’Épine fica situada a meio caminho entre as comendas de Cherves e de Richemont. O mesmo acontece na Vienne, onde a capela da comenda de Béruges se encontrava no local chamado Épinay, perto da floresta de I’Épine. Em Deux-Sèvres, encontramos I’Épine perto de Saint-Maixent-I’École, onde havia uma comenda dos Templários. No Indre, havia uma comenda de Lespinaz ou de I’Épinat. E nunca mais acabaríamos de referir locais templários associados a «épines». Por que razão a escolha deste topônimo? Simbolicamente, o espinho sempre desempenhou um papel de protetor contra os intrusos, a forma de preservar um outro mundo mais secreto, mas também o papel iniciático da barreira que o valente deve saber transpor para chegar ao fim da sua demanda.

Não era o espinheiro alvar, antepassado da rosa, ou «cinto de espinhos» que impedia o acesso ao castelo da Bela Adormecida? Alguns Templários disseram, a respeito do seu Baphomet, que fazia florir as árvores e germinar a terra. Ora, no Livro bíblico dos Juízes, pode ler-se: “Então, todas as árvores disseram à moita de espinhos: vem e reina sobre nós.” E a moita respondeu: «Se é de boa fé que pretendeis ungir-me como vosso rei, refugiai-vos sob a minha sombra. Se não, um fogo sairá da moita de espinhos e devorará os cedros do Líbano.» O espinho aparece, assim, como o rei das árvores e foi ela que serviu de coroa ao filho de Deus, quando da Paixão. Neste momento, não teremos de pensar na figura feminina da VIRGEM, tão amada pelos Templários, e que era chamada Lilium inter spinas, lírio no meio dos espinhos. O espinho apareceria então como a indicação do local a transpor, da barreira simbólica para além da qual se encontra o segredo procurado.

A luz estaria para além do espinho e, nesse sentido, este topônimo poderia indicar a entrada de passagens secretas que permitiriam entrar nas comendas através de subterrâneos. Talvez seja conveniente também pensarmos na tradição que afirma que a Arca da Aliança fora feita com madeira de espinheiro, precisamente do spina-christi, variedade resinosa que não se parece com o espinheiro que existe entre nós. Outro elemento frequente perto das comendas: a existência de tanques (o elemento ÁGUA). Serviam para a piscicultura, dado que os peixes eram necessários para as refeições dos monges nos dias em que era obrigatória a abstinência. Mas esses tanques podiam servir também como redes de proteção tornando mais difícil o acesso a determinados locais, por parte daqueles que não os conhecessem bem.

Assim, a comenda de Blizon, no Brenne, perto de Loches, encontrava-se situada junto a uma rede que compreendia duas dezenas de tanques. Entre estes, havia edifícios pertencentes à comenda, nos locais chamados Le Temple e Lépinière. Esconderiam o acesso a criptas misteriosas e inundáveis, em caso de perigo? Não podemos esquecer-nos de lembrar, a este respeito, a Floresta d’Orient, no Aube, um dos lugares mais fascinantes para quem se interessa pela Ordem do Templo. Também aí as casas da Ordem se encontravam protegidas por uma verdadeira rede de tanques e de regatos.

Floresta d’Orient, no Aube

A esse respeito, Louis Charpentier fala de esconderijos sob esses tanques e não se trata de uma observação gratuita. Quinze anos antes dele, Léon Mizelles já pusera a nu esse sistema ao descobrir um esconderijo no viveiro da comenda de Coulours, inundável, caso fosse preciso. No caso da Floresta d’Orient, as pesquisas ficaram impossibilitadas porque a maior parte dos locais que pertenceram aos Templários ficou submersa sob um lago artificial cujas águas servem hoje para o arrefecimento de uma central nuclear. Falar de locais protegidos e de acessos secretos significa que havia algo a proteger, mas o quê? Sem dúvida locais subterrâneos mais próprios do que outros para o desenrolar de determinadas cerimônias. Mas, neste caso, também não falamos com leviandade.

Para ficarmos convencidos, basta atermo-nos em La Bove des Chevaliers que Michel-Vital Le Bossé nos descreve numa pequena obra muito interessante. O lugar encontra-se no Ome, no vale do Touque. Mais precisamente, fica situado no bosque de La Jaunière, perto de um local chamado La Chevalerie (a Cavalaria). A toponímia que o rodeia é interessante, desde La Prévotière (a Prebosteira) a Babylone (Babilônia), passando por Porte-Lancière (Porta-Lanceira), La Croix-Rouge (a Cruz Vermelha), Les Rouges-Terres (as Terras Vermelhas), Le Nouveau-Monde (o Novo Mundo), Le Pont-Percé (a Ponte Transposta) e Le Pont de Vie (a Ponte da Vida).

A «bove» em questão não é mais do que um dos inúmeros subterrâneos devidos à Ordem do Templo nessa região, mas a sua planta é, no mínimo, curiosa, parecendo lembrar a possibilidade de cerimônias secretas com a sua sala em forma de cruz céltica, a sua pequena sala redonda com sete cavidades, as suas passagens doretângulo ao quadrado e ao círculo. Deveremos ver nela um protótipo dos locais secretos dos Templários? É difícil dizê-lo, mas o que é certo é que esses locais não eram construídos assim gratuitamente.

Gnósticos e essênios 
Se houve realmente cerimônias secretas no seio da Ordem do Templo, resta-nos perguntar de qual doutrina ela seria. Na maior parte das vezes, é às crenças gnósticas que se recorre para esse fim. Isto seria bastante lógico, na medida em que a GNOSE, sob uma ou outra das suas formas, inspirou quase todas as heresias da Idade Média. Ainda por cima, o contato com o Mediterrâneo oriental só podia favorecer o contágio gnóstico. Os gnósticos tinham forjado as suas doutrinas a partir de um fundo comum bebido nos mitos gregos, egípcios e até babilônicos. A «gnose» era, com efeito, uma tentativa de conhecimento integral do mundo e dos princípios que o regem. Para os seus adeptos, é pela compreensão que o homem tem uma hipótese, por mais ínfima que seja, de aceder à divindade ou, pelo menos, de se aproximar dela.

Essa procura do conhecimento deveria conduzir à SOPHIA, a sabedoria. Em geral, os gnósticos pensavam que eram necessárias várias vias para atingir esse estágio e acreditavam na transmigração das almas e na reencarnação e principalmente, no PRINCÍPIO FEMININO da divindade. O corpo era, para eles, a prisão da alma, mas, pelas provas sofridas e ultrapassadas quando das vidas sucessivas, cada ser poderia esperar se reintegrar a um estado primordial. 
Se o gnóstico foi sobretudo grego, implantou-se também na Palestina. Os manuscritos descobertos em Qumran e atualmente chamados «manuscritos do mar Morto» informam-nos sobre as crenças dos essênios. Os textos encontrados contam-nos, entre outras, a história do Mestre da Justiça supliciado «sobre um madeiro» pelos judeus.

Os fiéis essênios aos quais dera os seus ensinamentos pensavam ser os únicos eleitos por Deus. A sua doutrina baseava-se em livros que remontavam a Moisés (o que nos levaria à Arca da Aliança). Diziam-se serem «filhos da Luz» e julgavam levar a cabo a luta contra as trevas. Ensinavam o desapego em relação a si próprios e o desprezo pelo ego. A alma deveria ser arrancada ao corpo e às suas contingências e era necessário iniciar esse processo sem demora. O corpo é mau, pensavam eles, não foi Deus quem o criou, mas sim o Demiurgo, divindade secundária criadora, mas também o deus que reinava sobre as forças do mal. Pela criação, o Demiurgo aprisionou as almas na matéria.


Plínio dizia dos essênios: Formavam uma nação sem mulheres, sem amor, sem dinheiro. Este último ponto não teria, por certo, sido conveniente para os Templários. As bases principais dos essênios encontravam-se em Khirbet Qumran, nas margens do mar Morto, onde foram encontrados os manuscritos, e no Egito, perto do lago Maoris. A sua influência na Palestina era considerável. São João Baptista foi um deles, esse santo tão amado pelos Templários que lhe consagraram inúmeras capelas. Alguns pretendem mesmo que Cristo era essênio e que era ele que se encontrava designado sob o nome de «Mestre da Justiça». Em todo o caso, as crenças essênias continuaram a ser veiculadas muito após a época de Cristo, ao mesmo tempo que sofriam diversas influências, como a do hermetismo alexandrino. Os Templários podem perfeitamente ter encontrado restos dessas crenças na Palestina, reforçadas pelas sobrevivências gnósticas especialmente vivas na Grécia, em Constantinopla e em Alexandria.

Os Templários e a gnose: o abraxas 
No início do século XIX, o arqueólogo austríaco Hammer-Purgstall falou de quatro estátuas que tinham sido conservadas no museu imperial de Viena. Teriam sido encontradas numas velhas casas da cidade que tinham pertencido aos Templários. Ora, tratava-se de ídolos gnósticos do período decadente. Uma lembrava mais ou menos a representação de um faraó com cornos e uma barba. Mas, na verdade, nada prova estritamente que essas estátuas tenham pertencido aos Templários. Ainda por cima, a investigação sobre as relações entre o Templo e a gnose é difícil de realizar. O termo «Gnose» abrange doutrinas por vezes tão diferentes umas das outras e que, ainda por cima, receberam múltiplas influências cruzadas. Não é fácil descobrir os pontos comuns que existem entre a gnose síria, a egípcia e a asiática. Infelizmente, isto deixa-nos uma vez mais ao nível das conjecturas.

Uma prova do gnosticismo da Ordem foi procurada nos cofres cujos desenhos haviamsido publicados por Hammer-Purgstall e noutros que se encontravam em poder do duque de Blacas. Foram amplamente comentados, de uma forma bastante sábia, um pouco por todo o lado. Infelizmente, uma vez mais, embora sejam incontestavelmente de inspiração gnóstica, ninguém pode dizer que fossem templários, apesar de um deles ter sido encontrado «apenas a poucos quilômetros de uma comenda», o que não é sequer uma prova. Muito mais interessante parece ser a utilização do abraxas pelos Templários. Entre os selos da Ordem, há um, com efeito, guardado nos Arquivos Nacionais, onde figura, nitidamente, um abraxas acompanhado pela menção Secretum Templi.

Lucien Camy diz-nos: O abraxas é um símbolo gnóstico e até o símbolo da gnose. É composto por uma personagem cujo corpo está coberto por uma armadura, o busto termina com um vestido curto, donde saem, em vez das duas pernas, duas serpentes, cada uma com duas cabeças. Em geral, a personagem tem na mão esquerda um escudo redondo ou oval, onde estão inscritas as três letras sagradas I A O ou A O I ou I A ÔMEGA, e, na outra mão, um chicote que é o do deus egípcio Amon-Ra, símbolo da firmeza, do governo, do poder, da lei, do império sobre os seres e as coisas, o cetro chicote de Amsu. Esta personagem tem uma cabeça de galo. Esta está voltada para o céu lembrando o canto matinal ao Sol.

Tal como o erguer da estrela da manhã, Lúcifer, o galo precede e parece provocar o levantar do Sol. Neste sentido, os Templários talvez tenham visto nele um símbolo que lembrava São João Baptista, precursor e arauto de Cristo. Este abraxas servia de selo secreto a determinados dignitários do Templo. A cruz da Ordem figurava nele, por cima do ser com cabeça de galo. A curiosa inscrição Secretum Templi poderia fazer-nos pensar que este selo era apanágio de um círculo interno da Ordem, aquele precisamente a que estariam reservadas determinadas cerimônias. Todavia, este selo figura num documento de 1214, assinado pelo irmão André de Coulours, recebedor das instalações do Templo em França.

Nesse documento, reconhecia que não podia vender sem autorização do rei a floresta que os Templários possuíam entre Senlis e Vemeuil. Não podemos dizer que se tratasse de um texto especialmente hermético. A expressão «selo secreto» pode designar pura e simplesmente um contra-selo, meio de verificação, de identificação. Isso não preclue que os Templários decerto não escolheram ornar o seu «selo secreto» com um abraxas sem uma intenção especial. Podemos pensar que estava realmente ligado a uma hierarquia paralela da Ordem. Aliás, outro selo encontrado nos Arquivos Nacionais por Lucien Camy milita nesse sentido. Trata-se do contra-selo do Priorado secreto da Ordem do Templo como diz a inscrição.

Abraxas

Infelizmente muito estragado, não permite reconhecer o que estava representado no centro. Apenas se julga poder distinguir um pássaro debruçado sobre qualquer coisa e mesmo isso está longe de ser uma certeza. De qualquer modo, isto prova a existência de um órgão interno e secreto e confirma os depoimentos de um determinado número de Templários. Esse priorado teria alguma coisa que ver com o misterioso priorado de Sion, ligado à ruptura do Templo em Gisors? É difícil sabê-lo. Mas esclarece-nos quanto à existência de um círculo interno que utilizava símbolos dos gnósticos. Entre estes últimos, o abraxas panteísta encontrava-se mais especialmente difundido no seio dos discípulos de Basilide, que operara uma fusão das correntes mitraicas, orientais e celtas da religião nascente.

Segundo São Jerônimo, abraxas correspondia ao número místico de Mitra: nos dois casos, o valor numérico das letras adicionadas dava 365, o que fazia dele uma representação cosmológica, interpretação reforçada pela presença de sete estrelas a seu lado. Ora, o culto heróico de Mitra, que se difundira largamente nas legiões romanas em virtude dos seus aspectos marciais, teria também sido muito conveniente para os monges-soldados do Templo. Apuleio dizia que abraxas e Mitra eram nomes temíveis que tinham o poder de fazer retroceder para a sua fonte as torrentes mais impetuosas, aplacar subitamente as ondas do mar agitado, acalmar de imediato as tempestades mais furiosas, apagar a luz do dia, cobrir com um véu o rosto do astro da noite, fazer cair os astros do firmamento, impedir o dia de nascer ou a noite de terminar, fazer desmoronar-se a abóbada celeste, amolecer a terra, petrificar as fontes, liquefazer as fontes, reanimar os cadáveres, precipitar os deuses nos infernos e transferir da morada dos vivos para a morada dos mortos a luz que ilumina o mundo.

Que poder! Convém também lembrar que a tradição dizia que Mitra nascera numa caverna ou numa gruta, onde foi adorado por pastores e recebeu inúmeros presentes. Nos ritos do culto que lhe era prestado, os fiéis comungavam e um texto mitraico dizia: “Aquele que não comer o meu corpo e não beber o meu sangue, de forma a unificar-se comigo, não será salvo.” Cria-se que o abraxas dava vigilância, poder e sabedoria. Era por isso que a personagem tinha cabeça de galo, símbolo do «despertado», daquele que anuncia a chegada da luz. Pitágoras dizia, nos seus Versos dourados: «Alimentem o galo e não o imolem!» É, aliás, o que faziam os Gauleses. A própria palavra «coq» (galo) vem do celta «kog», que quer dizer vermelho como a sua crista e as suas carúnculas, vermelho como a aurora que anuncia.

Os Cavaleiros Templários não desgostavam de representar este galináceo e encontramo-lo no teto da recebedoria de Metz, entre Renart e Ysengrin, o que é tanto mais normal quanto, segundo Paul de Saint Hilaire, fora um Templário: […] o irmão Nivard, o autor da primeiríssima versão do célebre Roman de Renart, o Ysengrinus, e que eles próprios se serviam dessa narrativa como código secreto que só deveria ser utilizado em casos extremos. O que fizeram o rei Ricardo Coração de Leão, prisioneiro do imperador quando viajava envergando o hábito de cavaleiro do Templo, e Philippe de Novara.

Este último, na sua Gesta dos Cipriotas, mostra-nos como se deveria utilizar. Cercado, em 1229, na torre dos hospitalários, em Chipre, redigiu, para prevenir o senhor de Beirute da sua triste situação e pedir a sua ajuda, um poema segundo o modelo do Roman de Renart em que cada uma das personagens desempenhava o seu próprio papel, representando-se a si próprio sob os traços de Chantecler. Dado que os trovadores estavam autorizados a circular livremente entre um campo e o outro, mandou um deles decorar o seu texto, encarregando-o de o ir cantar ao senhor de Beirute.

Este não teve a menor dificuldade em descodificar a mensagem e armou de imediato uma frota para ir libertar o seu amigo. Assim, o galo Chantecler, que é capaz de enganar Renart, aparece entre os heróis de um conto templário. Então, o galo do abraxas templário é uma prova da adesão dos monges soldados às doutrinas gnósticas? Sem dúvida que não porque o abraxas estava relativamente na moda nessa época e encontramo-lo também nos selos de Margarida da Flandres ou dos condes de Champagne. Serviu também a Routrou, que foi arcebispo de Rouen, cerca de 1175, ou a Marie, dama de La Ferté, ou ainda a Seffried, bispo de Chichester, e até ao rei Luís VII. É verdade que, neste último caso, a razão poderia ser idêntica à da Ordem do Templo.


Então, digamos que este elemento acrescenta uma presunção interessante. Paul de Saint-Hilaire, numa obra bastante interessante dedicada aos selos dos Templários, publicada pelas Éditions Pardés, refere também a existência da palavra abraxas gravada em cruzes templárias e lembra que mais de um décimo das impressões deixadas pela Ordem do Templo são entalhes gnósticos dos primeiros séculos, recuperados e montados em selos. Foram encontradas sete iniciais do abraxas bem como cinco «discos». Todos figuravam em selos postos em documentos com datas entre 1210 e 1290. Como poderemos acreditar que essa escolha tenha sido meramente fortuita?

Mais informações sobre os Templários:

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HISTÓRIA SECRETA DAS PIRÂMIDES DO EGITO


Pirâmides no Egito, a história perdida e secreta dos subterrâneos em Gizé-parte 1

Posted by Thoth3126 on 01/08/2016

A história perdida e secreta das PIRÂMIDES do Egito.



Cidade subterrânea e construções muito antigas e esquecidas sob as areias do Planalto de Gizé.

“O Planalto de Gizé – e a antiga cidade do Cairo são atravessados por passagens subterrâneas, eixos, cavernas, lagos naturais, câmaras e até uma cidade dentro de uma imensa caverna natural que contêm artefatos surpreendentes, mas as autoridades egípcias ainda não estão prontas para revelar estes antigos segredos para o público em geral”
Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

A história perdida e secreta das PIRÂMIDES do Egito. Cidade e construções muito antigas e esquecidas sob as areias do Planalto de Gizé.

Por Tony Bushby, extraído do capítulo 8 de “O Segredo da Bíblia” de Nexus Magazine abril-maio de 2004 – TheBaseOfRuneØverbyFonte: http://www.bibliotecapleyades.net


Para compreender totalmente algumas das informações secretas na Bíblia, é importante se conhecer e compreender a extensão do sistema de túneis subterrâneos em associação com as instalações de inúmeras câmaras subterrâneas existentes abaixo da superfície das areias do Planalto de Gizé, no Cairo, Egito, pois foi lá que os elementos principais dos ensinamentos da Escola de Mistérios Ocultos foram desenvolvidos. 

O que aconteceu sob as areias nos milhares de anos atrás não está refletido nos livros de hoje, na história escrita por “grandes (e ignorantes) eruditos”, assim como as descobertas feitas nas últimas oito décadas e mantidas em segredo.

Localização do antigo distrito do Oásis de Fayum, um local repleto de vestígios arqueológicos do antigo Egito.

O antigo distrito do Oásis de Fayum, a poucos quilômetros fora do limite da antigaMemphis, apresenta um local de interesse incomum. Foi nesse antigo e vale exuberante e outrora fértil que faraós que se autodenominavam como os “mestres da caça real” pescavam e caçavam com o bumerangue (1), no Lago Moeris que uma vez delimitava o Oasis Fayum e em cujas margens existia o famoso Labirinto, descrito pelo antigo historiador grego, Heródoto, que lá esteve, e o descreveu como “uma maravilha sem fim” para ele.

O Labirinto continha cerca de 1.500 dependências e um número igual de câmaras subterrâneas que o historiador grego não foi autorizado a fiscalizar, de acordo com os sacerdotes do Labirinto”, as passagens eram desconcertantes e muito complexas”, foi projetado para fornecer segurança para os pergaminhos e numerosos documentos que os antigos sacerdotes do local disseram (a Heródoto) que estavam escondidos em salas no subterrâneo.

Acima: Colosso de Ramsés II. A antiga Cidade de Mênfis foi a antiga capital do Egipto, suas ruínas estão localizadas ao sul do delta do Nilo, a cerca de 25km do Cairo. Acredita-se que a cidade tenha sido fundada com o nome de Anbu-hedj (“muros brancos”). Mênfis tornou-se importante centro político e religioso, com um complexo arquitetônico em que se destacavam o palácio real e o grande templo do deus local, Ptah. Lá está a Grande Estátua de Ramsés II, com 13 metros de comprimento e um peso de 120 toneladas, assim como uma Esfinge em alabastro datadas da 19ª Dinastia.

Esse enorme complexo particularmente impressionou muito ao historiador Heródoto e ele falou com reverência e até certo temor da estrutura gigantesca:


“Lá eu vi 12 palácios regularmente dispostos, que tinham comunicação uns com os outros, intercalados com terraços e dispostos em torno de 12 salas. É difícil acreditar que eles são o trabalho do homem, as paredes são cobertas com figuras esculpidas em relevo, e cada tribuna é primorosamente construída em mármore branco polido e rodeado por uma colunata. Perto da esquina onde o labirinto termina, há uma pirâmide, com 240 pés de altura (72 metros), com grandes figuras esculpidas de animais sobre ela e uma passagem subterrânea pela qual podem ser inseridos pessoas. Disseram-me de modo muito convincente que câmaras e passagens subterrâneas conectavam esta pirâmide com as três pirâmides de Memphis, na distante planície de Gize.”

Passagens subterrâneas que interconectam as pirâmides

As pirâmides de Memphis são as pirâmides de Gizé, pois Giza foi originalmente chamada de Memphis (ver referência “, Giza anteriormente Memphis” no mapa Nordan de Viagens no Egito e na Núbia, de 1757, sobre a página 152 do capítulo anterior). 

Muitos escritores antigos apoiavam os registros de Heródoto sobre a existência de passagens subterrâneas que ligavam as pirâmides principais, e suas evidências lançam dúvidas sobre a confiabilidade sobre a (manipulada) história egípcia tradicionalmente apresentada pelos “eruditos”. 

Crantor (300 aC) afirmava que havia certos pilares subterrâneos no Egito que continham um registro escrito de pedra dos tempos pré-históricos (antediluvianos), e eles alinhavam vias de acesso que ligavam as pirâmides umas com as outras.


Em seu estudo célebre, sobre os mistérios, particularmente aqueles sobre os egípcios e caldeus assírios, Jâmblico, um representante sírio do século IV da Escola Alexandrina de estudos místicos e filosóficos, registrou esta informação sobre uma entrada secreta através do corpo da Esfinge na Grande Pirâmide de Gizé(2) :


Essa entrada, obstruída em nossos dias por areia e entulho, ainda pode ser traçada entre as patas dianteiras do colosso com corpo de leão e cabeça humana deitado sobre as areias. Antigamente, a entrada era operada apenas pelos Magos (da Grande Fraternidade Branca). Foi guardado por respeito público, e uma espécie de medo religioso manteve sua inviolabilidade melhor do que qualquer proteção armada teria feito. Na barriga da Esfinge foram cortadas galerias que levam para a parte subterrânea da Grande Pirâmide.

Estas galerias eram tão totalmente preenchidas com arte decorativa ao longo de seu curso para a pirâmide que, se deslocando pela passagem sem um guia ao longo desta rede, fácil e, inevitavelmente, se voltava ao ponto de partida.

Foi gravado em antigos selos cilíndricos sumérios que a morada dos segredos dos Anunnaki de Nibiru era,


“Um lugar subterrâneo … entrava-se por um túnel, a entrada era escondida pela areia e pelo que chamavam de Huwana … seus dentes, como os dentes de um dragão, seu rosto o rosto de um leão“

Esse texto de antiguidade notável, infelizmente esta fragmentada, acrescenta que “Ele [ Huwana ] é incapaz de se mover para a frente, nem é capaz de se mover para trás “, mas se subir em cima dele por trás e então o caminho para “a morada secreta dos Anunnaki ” já não estaria mais bloqueado.


O registro sumério forneceu uma descrição provável sobre a Esfinge com cabeça de leão em Giza, e se essa grande criatura foi construída para guardar ou eliminar antigas escadas e passagens inferiores levando a áreas subterrâneas abaixo e em torno dela, então o seu simbolismo era muito mais adequado. No local, durante o século XIX o folclore árabe sustentava que existia sob a Esfinge câmaras secretas escondendo tesouros e/ou objetos mágicos.

Essa crença foi reforçada pelos escritos do historiador romano Plínio do primeiro século, que escreveu que nas profundezas abaixo da Esfinge está escondido o “túmulo de um governante chamado Harmakhisque e que contém um grande tesouro”, e, curiosamente, a Esfinge em si já foi chamado também de “a grande esfinge Harmakhis que vela deitada desde o tempo dos Seguidores de Hórus“.

O historiador romano Amiano Marcelino do século IV fez divulgações adicionais sobre a existência de cofres subterrâneos que pareciam levar para o interior da Grande Pirâmide (3) :


Inscrições que os antigos afirmavam foram gravados nas paredes de algumas galerias subterrâneas e passagens foram construídas no fundo do interior escuro para preservar a sabedoria antiga de ser perdido na grande enchente (Dilúvio).

Um manuscrito compilado por um escritor árabe chamado Altelemsani é mantido e preservado no Museu Britânico, e registra a existência de uma longa passagem, subterrânea entre a Grande Pirâmide e o Rio Nilo com uma “coisa estranha” bloqueando a entrada do Nilo.

Ele relatou o seguinte episódio:


Nos dias de Ahmed Ben Touloun, um grupo entrou na grande pirâmide através do túnel e encontraram em um lado da câmara, uma taça de vidro de textura e cor rara. Quando estavam saindo, eles perderam um indivíduo do grupo e, ao voltar para buscá-lo, ele veio até eles nu e rindo disse: “Não me sigam ou procurem mais por mim”, e então correu de volta para o interior da pirâmide. Seus amigos perceberam que ele estava como que encantado.

Ao saber sobre estranhos acontecimentos sob a pirâmide, Ahmed Ben Touloun expressou o desejo de ver a taça de vidro. Durante o exame, foi preenchida com água e pesada e, em seguida esvaziada e novamente pesada. O historiador escreveu que “a taça foi considerada com o mesmo peso, quando vazia, assim como quando estava cheia de água”.

Se a crônica é precisa, que a falta de peso adicional fornecia as evidências indiretas da existência de uma ciência extraordinária em Gizé. De acordo com Masoudi no século X, estátuas mecânicas com incríveis capacidades eram guardadas em galerias subterrâneas sob a Grande Pirâmide. Escrito mil anos atrás, a sua descrição é comparável aos robôs computadorizados mostradas hoje em filmes espaciais. Masoudi disse que os autômatos foram programados para serem intolerantes, para que eles destruíssem tudo “, exceto aqueles que pelo seu comportamento eram dignos de admissão ao recinto por eles guardado nos subterrâneos”.


“Relatos escritos da Sabedoria e Conhecimentos Ocultos em diferentes artes e ciências foram lá escondidos, para que pudessem permanecer como registros para o benefício daqueles que mais tarde (em nossos tempos atuais e finais) pudessem compreendê-los”.


Essa é uma informação fenomenal, pois é possível que, desde os tempos de Masoudi, pessoas consideradas “dignas” (talvez grandes iniciados nas artes ocultas) viram e penetraram as misteriosas câmaras subterrâneas. Masoudi confessou que,


“Eu vi coisas que não se descrevem, com medo de fazer as pessoas duvidarem da minha inteligência (e sanidade mental)… mas ainda assim eu as vi”.

No mesmo século, outro escritor, Muterdi , deu conta de um incidente bizarro em uma passagem estreita em Giza, onde um grupo de pessoas ficaram horrorizados ao ver um de seu grupo esmagado até a morte por uma porta de pedra que, por si só, de repente deslizou para fora da face da passagem e fechou o corredor em frente a eles.

Registros do Antigo Egito confirmados

Heródoto disse que os sacerdotes egípcios recitaram para ele a sua tradição de longa data de “formação de salas subterrâneas” pelos desenvolvedores (muito mais antigos, ainda do tempo de Atlântida) originais de Memphis. As inscrições mais antigas, portanto, sugerem que existia algum tipo de extenso sistema de câmaras abaixo da superfície das áreas circundantes a Esfinge e as três pirâmides em Gizé. Esses registros antigos foram confirmados quando a presença de uma grande cavidade foi descoberta em uma pesquisa sísmica realizada no local em 1993.

Que a descoberta foi reconhecida publicamente em um documentário chamado “O Mistério da Esfinge”, que foi exibido para um público de 30 milhões de assistentes na NBC TV mais tarde nesse mesmo ano. a existência de câmaras sob a Esfinge é bem conhecida. 

A ESTELA DE TUTMÉS: O indício mais antigo que se tem da existência de eventuais construções por baixo da esfinge está estampado na estela que Tutmés (ou Tutmósis) IV (c. 1401 a 1391 a.C.) mandou fixar na frente do monumento e que vemos acima numa foto do Canadian Museum of Civilization Corporation (CMCC). Ela conta que um dia, antes de subir ao trono, o futuro faraó, ao adormecer à sombra da esfinge depois de uma caçada, sonhou que a mesma lhe aparecia e pedia que ele removesse a areia que naquela época quase que a cobria inteiramente. O que nos interessa no momento não é essa história propriamente dita, mas os relevos feitos no granito. Neles o faraó aparece fazendo oferendas diante da esfinge que, por sua vez, se apresenta assentada sobre um complexo de construção embaixo dela. Tradicionalmente os arqueólogos têm dito que o palácio gravado na estela é representação do templo que existe até hoje diante da esfinge. A argumentação contra esse entendimento é o fato de que a forma do edifício representado na estela é totalmente diferente do templo da esfinge. Além disso, as regras de perspectivas usadas pelos artistas egípcios fariam com que eles colocassem o templo diante da esfinge, como realmente ele está situado, e não abaixo dela. Então, torna-se possível que a construção representada na estela por baixo, nos subterrâneos sob a esfinge realmente exista no sub-solo.

Autoridades egípcias confirmaram outra descoberta, em 1994, a sua exumação foi anunciado em uma reportagem de jornal que foi realizado sob o título, ” Mistério no Túnel da Esfinge “:


Trabalhadores em reparos da Esfinge descobriram uma antiga passagem que leva profundamente para dentro do corpo do antigo e misterioso monumento.

O chefe de Antiguidades de Gizé, o Sr. Zahi Hawass, disse que não houve disputa sobre o túnel ser muito antigo. No entanto, o que é intrigante é: afinal de contas quem construiu essa passagem?

Por quê? E para onde nos leva …? Hawass disse que não tinha planos para remover as pedras que bloqueiam a entrada. O túnel secreto se dirige para o lado norte da Esfinge, a meio caminho entre as patas estendidas da Esfinge e sua cauda (4).

A suposição popular de que a Esfinge é o verdadeiro portal da Grande Pirâmide tem sobrevivido com tenacidade surpreendente. Essa crença foi apoiada por cerca de 100 anos, pelos planos elaborados por iniciados da Maçonaria e da Ordem Rosacruz, mostrando a Esfinge como um ornamento deitada sobre um grande salão abaixo dela que se comunica com todas as pirâmides, irradiando passagens subterrâneas. 

Esses planos e desenhos foram compilados a partir de informações originalmente descobertas pelo suposto fundador da Ordem dos Rosacruzes, Christian Rosenkreutz, que supostamente penetrou uma “câmara secreta subterrânea sob as areias”, e lá encontrou uma biblioteca de livros cheios de conhecimento secreto.

Os desenhos esquemáticos foram produzidos pela informação possuída por arquivistas da escola de mistério antes que a limpeza da areia nos túneis e salas começasse em 1925, que revelou a existência ao longo dos subterrâneos de várias portas escondidas – salões de recepção esquecidos, pequenos templos e outros recintos. (Esses planos, desenhos e esquemas estão incluídos em “O Plano Diretor”, na secção no final do livro.)

O conhecimento das escolas de mistério foi reforçada por uma série de notáveis descobertas em 1935, que desde a prova da existência das passagens e câmaras adicionais se entrelaçando com a área abaixo das Pirâmides. O Complexo de Gizademostrou que a estrutura dos elementos principais terem sido propositadamente construídos, unindo-se com a Esfinge, com as três Grandes Pirâmides e o Templo do Homen Solar diretamente relacionados um ao outro, acima e abaixo do solo e das areias.

Um esquema com perspectiva aérea do enorme complexo do Planalto de Gizé, com as três pirâmides e a esfinge.

Câmaras subterrâneas detectadas pelo radar de penetração no solo

Camaras e passagens subterrâneas foram detectadas por sismógrafo sofisticado e equipamentos de radar (GPR) penetrante no solo nos últimos anos estabelecendo com precisão os planos das construções. O Egito também usou com sucesso satélites sofisticados para identificar locais enterrados sob a superfície de Gizé e outros locais adjacentes. O novo sistema de rastreamento foi lançado no início de 1998 e conseguiu a localização de 27 novos locais ainda inexplorados determinados em cinco áreas com precisão.

Nove desses novos locais estão na margem leste do rio Nilo em Luxor e os outros estão em Gizé, Abu Rawash, Saqqara e Dashur. As impressões da área de Giza mostrar uma quase incompreensível massa de rede como túneis e câmaras que cruzam a área, se cruzando e se entrelaçando uns aos outros como treliça que se estende sob as areias do planalto inteiro. Com o projeto de vigilância do espaço, os egiptólogos serão capazes de determinar a localização de um local principal, a sua entrada provável e o tamanho das câmaras antes de iniciarem as escavações.

Particular atenção está sendo focada secretamente em três locais:

Uma área no deserto algumas centenas de metros na direção oeste / sudoeste do local original da Pirâmide Negra, em torno do qual está sendo construído um imenso sistema de paredes de concreto com sete metros de altura que abrange oito quilômetros quadrados
A estrada antiga que ligava o templo de Karnak com o Templo de Luxor
O “Caminho de Hórus” sobre o norte da Península do Sinai

Headline News

Entre os místicos ou membros de escolas de mistérios egípcias, a tradição explica que a Grande Pirâmide é grande de muitas maneiras diferentes. Apesar do fato de que as pirâmides não foram abertas e pesquisadas até o ano 820, as escolas secretas do Egito da era pré-cristã insistem que o layout interno era bem conhecido por eles. Eles constantemente afirmavam que nenhuma pirâmide era algum túmulo, nem uma câmara funerária de qualquer tipo , exceto de que elas tinham uma câmara para o enterro simbólico como parte de um ritual de iniciação aos segredos da sabedoria oculta.

A pirâmide de Quefrem fotografada desde a grande pirâmide de Queóps, com o cemitério oeste à direita.

De acordo com as tradições místicas de tempos imemoriais, o acesso ao interior dos subterrâneos era feito de forma gradual e em vários estágios através de passagens subterrâneas. Diferentes câmaras teriam existido no final de cada fase de progresso, com o maior estágio de iniciação final representada pela agora chamada (de acordo com os “grande eruditos”) de a Câmara do Rei dentro da Grande Pirâmide de Gizé. 

Pouco a pouco, as tradições das antigas escolas de mistérios (n.t. Esse não é o caso da maçonaria) foram verificadas por descobertas arqueológicas, pois foi confirmado em 1935 que havia uma ligação subterrânea entre a Esfinge e a Grande Pirâmide de Gizé e que um túnel ligava a Esfinge ao antigo templo localizado no lado sul (hoje chamado de Templo da Esfinge ).

Conforme o projeto de limpeza da areia de Emile Baraize, já com 11 anos já estava praticamente concluído em 1935, histórias notáveis começaram a surgir sobre as descobertas feitas durante a execução desse projeto de limpeza. Um artigo da revista, escrito e publicado em 1935 por Hamilton M. Wright, lidou com uma descoberta extraordinária sob as areias de Gizé que é hoje totalmente negada. O artigo foi acompanhado por fotografias originais fornecidos pelo Dr.Selim Hassan , o líder da equipe de investigação científica da Universidade do Cairo, que fez a descoberta. Ele disse:


Nós descobrimos um caminho subterrâneo usado pelos antigos egípcios cerca de 5.000 anos atrás. Ele passa por baixo do viaduto que leva entre a segunda pirâmide e da Esfinge. Ele fornece um meio de se passar sob a calçada da Pirâmide de Quéops até a Pirâmide de Quéfren. A partir desta rota subterrânea, que desenterramos surgiu uma série de eixos que levam a mais de 125 pés (38 metros) para baixo, com muitas salas espaçosas e câmaras laterais.


Ao mesmo tempo, os meios de comunicação internacionais liberavam mais detalhes sobre a descoberta. O emaranhado e interconectado complexo subterrâneo foi construído originalmente entre a Grande Pirâmide e o Templo do Homem solar, na direção da Pirâmide de Quéfren havia uma estrutura mais tardia e superficial. O caminho subterrâneo e as suas salas e câmaras foram escavados na rocha sólida um feito verdadeiramente extraordinário, considerando que foi construído há milhares de anos. Há mais histórias de câmaras subterrâneas de Gizé, por reportagens descritas a exumação de um passagem subterrânea entre o Templo dos homens-Solar no planalto e do Templo da Esfinge no vale.

Essa passagem havia sido descoberta alguns anos antes do lançamento e publicação do artigo publicado nos jornais. As descobertas levaram o Dr. Selim Hassan e os outros pesquisadores a acreditarem e publicamente afirmar que, enquanto a idade da Esfinge sempre foi enigmática no passado, ela pode realmente fazer parte do grande plano arquitetônico que foi deliberadamente organizado, construído e realizado em associação com a construção da Grande Pirâmide. Postado em Abril 2014.

Continua…

Voce “realmente” quer saber como, quando, por que e por quem as pirâmides foram construídas, então acesse o conteúdo do link a seguir e não tenha PREGUIÇA, pois o tempo que resta para despertar é curtíssimo:

Saiba mais em:

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A GUERRA NORTE-AMERICANA AO TERRORISMO SERIA, DE FATO, UMA FARSA?

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Guerra ao Terrorismo dos EUA é uma FARSA …

Posted by Thoth3126 on 01/08/2016

É extraordinário que tantos cidadãos norte americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos e tampouco exército treinado e disciplinado.




Durante dez anos (a primeira década do século XXI), a população da “superpotência“ americana assistiu sentada, sendo apavorada pelas mentiras do seu governo. Enquanto os americanos vivem assustados com medo de “terroristas” não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. 

Tradução,edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

A Guerra ao Terrorismo dos EUA é uma FARSA (apenas mais uma…)

Global Research, by Paul Craig Roberts – Fonte: http://www.globalresearch.ca

Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassínio desumano de outras pessoas em países que sequer são capazes de localizar nos mapas. Na década passada, Washington/EUA matou, mutilou, deslocou e tornou viúvas e órfãos milhões de muçulmanos em seis diferentes países, tudo em nome da “guerra ao terror”. 

Os ataques de Washington a outros países constituem agressão nua e crua e impactam primariamente populações civis e a infraestrutura dos países atacados – e, por isso, constituem crimes de guerra segundo a lei internacional. Nazistas foram executados por um tribunal internacional precisamente pelo que Washington está fazendo hoje. 

Além disso, as guerras e ataques militares “contra o terrorismo” custaram aos contribuintes americanos em prejuízos e custos pelo menos US$ 4 trilhões de dólares desde que se iniciou em 07 de outubro de 2001 com a invasão pelos EUA do Afeganistão com a desculpa (Mentira) de capturar Osama Bin Laden – um terço da dívida pública acumulada – o que resultou numa crise do déficit público dos EUA que ameaça a segurança social e interna, o valor do dólar e o seu papel como divisa de reserva internacional, enquanto enriquece para além de tudo o que já se viu na história o complexo militar-industrial e de segurança e os seus defensores.. 

Talvez o mais elevado custo da “guerra ao terror” de Washington tenha sido pago pela Constituição dos Estados Unidos e as suas liberdades civis. Qualquer cidadão dos EUA que Washington acuse de qualquer coisa hoje é privado de todos os seus direitos legais e constitucionais. Os regimes de Bush-Cheney-Obama arruinaram a maior conquista da humanidade – a responsabilidade do governo perante a lei/Constituição (e o seu próprio povo). 

Se olharmos à nossa volta para o terror da polícia do estado nos EUA e uma década de guerra que alegadamente nos protegeu, o terror é difícil de se descobrir à nossa volta. Exceto para o próprio “atentado” de 11 de Setembro de 2001, assumindo que aceitemos a improvável teoria conspirativa do governo, não houve ataques terroristas nos EUA.

Na verdade, como destacou o Russia Today em 23/Agosto/2011, um programa de investigação da Universidade da Califórnia descobriu que as “tramas de terror” interno publicadas nos meios de comunicação de massa foram preparadas por agentes do FBI. Ver em: http://rt.com/usa/news/fbi-terror-report-plot-365-899/ (Site RT-Rússia Today)


O número de agentes secretos do FBI agora ascende a cerca de 15 mil, dez vezes o número existente durante os protestos contra a guerra do Vietnam quando manifestantes eram acusados de simpatias comunistas. Como aparentemente não há conspirações reais de terror para esta enorme força de trabalho descobrir, o FBI justifica seu orçamento, alertas de terror e buscas invasivas aos cidadãos americanos criando “tramas de terror” e descobrindo alguns indivíduos dementes para capturar.

Exemplo: a trama da bomba no Metro de Washington DC, o plano do metro na cidade de Nova York, a trama para explodir a Sears Tower em Chicago foram todos estratagemas organizados e geridos pelos próprios agentes do FBI (mas a mando e em benefício de QUEM?).

O RT informa que apenas três destes planos podem ter sido independentes do FBI, mas como nenhuma das três funcionou elas obviamente não foram obra de uma organização profissional de terror como se pretende que seja a Al Qaeda. O carro bomba na Times Square não explodiu e aparentemente não poderia ter explodido.


O mais recente laço armado pelo FBI é um homem de Boston, Rezwan Ferdaus, o qual foi acusado de planejar atacar o Pentágono e o Capitólio dos EUA com aviões aeromodelos carregados com explosivos sintéticos C-4. O Promotor dos EUA, Carmen Ortiz, assegurou aos americanos que eles nunca estiveram em perigo porque os agentes encobertos do FBI estavam controlando toda a trama. Ver em: usatoday.com/news/washington/

A trama usando Ferdaus organizada pelo FBI para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões aeromodelos provocou acusações de que ele proporcionou “apoio material a uma organização terrorista” e conspirou para destruir edifícios federais – a acusação mais grave, a qual implica 20 anos de aprisionamento por cada edifício alvejado.

Qual é a organização terrorista para a qual Rezwan Ferdaus trabalha? Certamente não é a al Qaeda, a qual alegadamente passou a perna em todos os 16 serviços de inteligência, todos os serviços de inteligência dos EUA, NATO, israelenses, o NORAD, o National Security Council, Air Traffic Control, Dick Cheney e a segurança de aeroportos estado-unidenses quatro vezes em uma hora na mesma manhã. Uma organização de terror tão altamente capaz não estaria envolvida numa trama tão sem sentido como explodir o Pentágono com um avião aeromodelo carregado (???) de bombas.


Como um americano que esteve no serviço público durante anos e que sempre defendeu a Constituição, um dever patriótico, Eu devo esperar que a pergunta já tenha disparado nas cabeças dos leitores: por que esperam que acreditemos que um pequeno avião aeromodelo seja capaz de explodir o Pentágono quando um “avião 757” carregado com jet fuel foi incapaz de efetuar a mesma tarefa, fazendo meramente um buraco não suficientemente grande para um avião de carreira nas paredes do Pentágono no “ataque terrorista” de 11 de setembro.

Quando observo a credulidade dos meus concidadãos norte americanos para com as absurdas “tramas de terror” que o governo dos EUA fabrica, isso leva-me a perceber que o medo é a mais poderosa arma que tem qualquer governo para avançar uma agenda não declarada (n.t. Uma agenda oculta de um governo secreto/oculto paralelo ao (des)governo”oficial” dos EUA). Se Ferdaus for levado a julgamento, não há dúvida de que um júri o condenará por uma trama para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões aeromodelo. Mais provavelmente ele será torturado ou coagido a um acordo de cooperação (plea bargain). 

Aparentemente, os americanos, ou a maior parte deles, estão tão dominados pelo medo que não sofrem remorsos pelo fato de o “seu” governo assassinar e deslocar milhões de pessoas inocentes em países no exterior. Na mente americana, milhões de “cabeças de pano” (towel-heads, os muçulmanos) foram reduzidos a terroristas que merecem ser exterminados. Os EUA estão no caminho de um holocausto que tornam os terrores dos judeus face ao nacional-socialismo nazista um mero precursor.


Pense acerca disto: Não será admirável que após uma década (2,5 vezes a extensão da II Guerra Mundial) de matança de muçulmanos, de destruição de famílias e das suas perspectivas vidas em seis países não haja eventos terroristas reais acontecendo nos EUA?

Pense por um minuto quão fácil seria o terrorismo nos EUA se houvesse quaisquer terroristas. Será que um terrorista da Al Qaeda, a organização que alegadamenteconseguiu o 11/Set – a mais humilhante derrota (aparente) sofrida por uma potência ocidental, ainda mais para “a única superpotência do mundo” – mesmo face a toda a filtragem ainda estaria a tentar sequestrar ou explodir um avião?

Certamente não quando há tantos alvos fáceis. Se a América estivesse realmente infectada por uma “ameaça terrorista”, um terrorista simplesmente entraria nas maciças filas de espera da “segurança” de aeroportos e largaria ali a sua bomba. Isso mataria muito mais pessoas do que poderia ser alcançado explodindo um avião e tornaria completamente claro que “segurança de aeroporto” não significa que o mesmo seja seguro. 


Seria uma brincadeira de criança para terroristas explodir subestações elétricas pois ninguém está ali, nada exceto um cadeado na cerca de arame. Seria fácil para terroristas explodirem centros comerciais. Seria fácil para terroristas despejarem caixas de pregos em ruas congestionadas e auto-estradas durante horas de pico de tráfego, interrompendo o tráfego de artérias importantes durante dias.

Antes, caro leitor, de me acusar de dar ideias terroristas, pense realmente que elas já não teriam ocorrido a terroristas capazes de executar o 11/Setembro? Mas nada acontece. Então o FBI prende um rapaz por planejar explodir a América com aeromodelos de aviões. É realmente deprimente [verificar] quantos americanos acreditarão nisto. Considere também que neoconservadores (neocons) americanos, os quais orquestraram a “guerra ao terror”, não tem seja o que for de proteção e que a proteção do Serviço Secreto de Bush e Cheney e Obama é mínima. Se a América realmente enfrentasse uma ameaça terrorista, especialmente uma tão profissional como a que executou o 11/Set, todo neoconservador juntamente com Bush e Cheney podiam ser assassinados dentro de uma hora numa manhã ou numa noite.

O fato de neoconservadores tais como Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Condi Rice, Richard Perle, Douglas Feith, John Bolton, William Kristol, Libby, Addington, et. al., viverem desprotegidos e livres do medo é prova de que a América não enfrenta nenhuma ameaça terrorista (a não ser dos seus terroristas internos que estão no próprio governo). Pense agora acerca da trama do sapato-bomba, da trama do shampu engarrafado e da trama da bomba nas cuecas.

Peritos, outros que não as prostitutas contratadas pelo governo estado-unidense, dizem que tais tramas não têm sentido. O “sapato-bomba” e a “bomba nas cuecas” eram fogos de artifício coloridos incapazes de explodir uma lata de comida. A bomba líquida, alegadamente misturada na toilete de um avião, foi considerada pelos peritos como fantasia.


Qual a finalidade destas tramas falsas? E lembre-se que todas as informações confirmam que a “bomba nas cuecas” foi trazido para dentro do avião por um oficial, apesar do fato de o “bombista de cuecas” não ter passaporte. Nenhuma investigação foi efetuada pelo FBI, CIA, NSA ou quem quer que seja quanto à razão porque foi permitido um passageiro sem passaporte num voo internacional. A finalidade destas pretensas tramas é despertar e aumentar o nível de medo e criar oportunidade para o ex czar da Homeland Security, Michael Chertoff, ganhar uma fortuna a vender porno-scanners à Transportation Security Administration (TSA).

O resultado destas publicitadas “tramas terroristas” é que todo cidadão americano, mesmo com altas posições no governo e certificados de segurança, não podem embarcar num voo comercial sem tirar os sapatos, o casaco, o cinto, submeter-se a um exame do tipo porno-scanner ou ser sexualmente apalpado. Nada podia tornar as coisas mais simples do que uma “segurança de aeroporto” que não pode distinguir um terrorista muçulmano de um entusiástico patriota americano, de um senador, de um general da Marinha ou de um agente operacional da CIA.

Se um passageiro precisa por razões de saúde ou outras quantidades de líquidos e cremes para além dos limites impostos à pasta de dente, shampu, alimentos ou medicamentos, ele deve obter previamente autorização da TSA, a qual raramente funciona. Um dos mais admiráveis momentos da América é o caso, documentado no YouTube, de uma mulher moribunda numa cadeira de rodas, que exige alimentação especial, tendo o seu alimento jogado fora pela gestapo TSA apesar da aprovação escrita da Transportation Safety Administration, com a sua filha presa por protestar e a mulher moribunda abandonada sozinha no aeroporto. 

Isto é a América de hoje. Estes assaltos a cidadãos inocentes são justificados pela extrema-direita estúpida como “protegendo-nos contra o terrorismo”, uma “ameaça” que toda evidência mostra que não é existente. Nenhum americano hoje está seguro. Eu sou um antigo associado da equipe do subcomitê da House Defense Appropriations. Requeria altas autorizações (clearances) de segurança pois tenho acesso a informação concernente a todos os programas americanos de armas. Como economista chefe do House Budget Committee tenho informação a respeito dos orçamentos militares e de segurança dos EUA. Quando secretário assistente do Tesouro dos EUA, era-me fornecida toda manhã o relatório da CIA ao Presidente bem como infindável informação de segurança.

Quando deixei o Tesouro, o Presidente Reagan nomeou-me para um comitê super-secreto destinado a investigar a avaliação da CIA da capacidade soviética. Resumindo, eu era consultor do Pentágono. Tinha toda espécie de autorização de segurança. Apesar do meu registro das mais altas autorizações de segurança e da confiança do governo dos EUA em mim, incluindo confirmação pelo Senado numa nomeação presidencial, a polícia aérea não pode me distinguir/diferenciar de um terrorista.

A GUERRA AO TERROR É UMA FRAUDE GIGANTESCA.

Se eu brincasse com aeromodelismo de aviões ou comparecesse a manifestações anti-guerra, há pouca dúvida de que também seria preso. Após o meu serviço público no último quartel do século XX, experimentei durante a primeira década do século XXI todas as conquistas da América, apesar das suas falhas, serem apagadas. No seu lugar foi erigido um monstruoso desejo de hegemonia e de riqueza e poder altamente concentrada nas mãos de poucos. A maior parte dos meus amigos e concidadãos em geral são capazes de reconhecer a transformação da América num estado policial belicista que tem a pior distribuição de rendimento de qualquer país desenvolvido.

É extraordinário que tantos cidadãos norte americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos e tampouco exército treinado e disciplinado.

Na verdade, grandes percentagens destas “populações ameaçadoras”, especialmente entre os jovens, estão enamoradas da liberdade sexual que existe na América. Mesmo os iranianos tolos da “Revolução Verde” orquestrada pela própria CIAesqueceram a derrubada por Washington na década de 1950 do seu governo eleito. Apesar de uma década de ações militares abusivas contra povos muçulmanos, muitos muçulmanos ainda olham para a América como para a sua salvação.

Seus “líderes” são simplesmente subornados com grandes somas de dinheiro pelos EUA. Com a “ameaça terrorista” e a Al Qaeda esvaziada com o alegado assassínio pelo presidente Obama do seu líder, Osama bin Laden, o qual fora deixado desprotegido e desarmado pela sua “organização terrorista poderosa e de âmbito mundial”, Washington produziu um novo bicho-papão – os Haqqanis.


Segundo John Glaser e anônimo responsáveis da CIA, o presidente do US Joint Chiefs of Staff, Mike Mullen, “exagerou” o caso contra o grupo insurgente Haqqani quando afirmou, determinando uma invasão do Paquistão pelos EUA, que os Haqqanis eram um braço operacional do serviço secreto do governo do Paquistão, o ISI. O almirante Mullen está agora se afastando do seu “exagero”, um eufemismo para mais uma mentira. Seu ajudante, capitão John Kirby, disse que as acusações de Mullen foram destinadas a influenciar os paquistaneses a romper a Rede Haqqani”. Por outras palavras, os paquistaneses deveriam matar mais gente do seu próprio povo para salvar os americanos de perturbações.

Se voce não sabe o que é a Rede Haqqani, não fique surpreendido. Você e o resto do mundo nunca ouviu falar da Al Qaeda antes do 11/Set. O governo dos EUA cria não importa a que seja de novos bichos-papão e são necessários incidentes para prover a agenda neoconservadora de hegemonia mundial e de lucros mais altos para a indústria de armamentos, o já conhecido complexo industrial-militar.

Durante dez anos (a primeira década do século XXI), a população da “superpotência” americana assistiu sentada, sendo apavorada pelas mentiras do seu governo. Enquanto os americanos vivem assustados com medo de “terroristas” não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassínio desumano de outras pessoas em países que sequer são capazes de localizar nos mapas. Realmente, a Amerika é uma luz (apagada) para o mundo, um (péssimo) exemplo para todos. Paul C. Roberts


Saiba mais sobre FARSAS dos EUA sobre terrorismo em:



Paul Craig Roberts: Nascido em 03 de abril de 1939, é um economista norte americano e colunista do Sindicato de Criadores. Ele serviu e trabalhou como Secretário do Tesouro no governo Reagan ganhou fama como um co-fundador da política Reaganomics“. É um ex-editor e colunista do Wall Street Journal , Business Week , e Howard Scripps News Service . Roberts tem sido um crítico de ambos os governos democratas e republicanos. Ele já escreveu ou co-escreveu oito livros, contribuiu com capítulos para vários livros e publicou vários artigos em revistas de bolsa de estudos. Ele testemunhou perante comissões do Congresso, em 30 ocasiões em questões de política econômica. Seus escritos freqüentemente aparecem em OpEdNews ,Prisonplanet.com , Antiwar.com , VDARE. LewRockwell.com , CounterPunch , American Free Press e Global Research.

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

domingo, 31 de julho de 2016

LUTA PELA PROIBIÇÃO DOS ROBÔS ASSASSINOS

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Grupo de cientistas nos EUA quer proibição de ‘robôs assassinos’



Posted by Thoth3126 on 30/07/2016



Grupo de cientistas nos EUA quer proibição de ‘robôs assassinos’

Há mais de duas décadas, Mark Gubrud, pesquisador do Programa sobre Ciência e Segurança Global da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, luta pela criação de regras para o controle de armas robóticas autônomas.
Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Grupo de cientistas nos EUA quer proibição de ‘robôs assassinos‘
BBC Mundo -Natalio Cosoy – Fonte: http://www.bbc.co.uk/


Ele é membro do Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas (CICAR), um grupo de ativistas, acadêmicos e intelectuais do mundo todo que tenta conseguir a proibição do uso de robôs que podem matar sem a interferência humana. A última preocupação deste grupo é um lançamento de uma companhia de armamentos britânica, a BAE Systems: o avião de combate autônomo Taranis.

Nesta semana, a BAE Systems divulgou imagens dos primeiros voos do protótipo do Taranis, realizados em 2013. A aeronave não-tripulada é capaz de realizar missões intercontinentais, é difícil de detectar e pode atacar alvos no ar e em terra.

O drone também pode ser controlado a partir de qualquer lugar do planeta por um piloto em terra. No entanto, o Taranis também pode funcionar sozinho, sem intervenção humana. O Ministério da Defesa britânico, que financiou parte do projeto, disse que não vai usar o Taranis no modo autônomo.

Protótipo da aeronave Taranis (Foto: Ministério da Defesa da Grã-Bretanha)

No entanto, esta questão continua preocupando Gubrud, que vê o Taranis como um novo avanço no desenvolvimento de robôs e máquinas autônomas capazes de matar sem a intervenção de humanos. “Não está clara a razão de o Reino Unido precisar de um avião autônomo de combate furtivo no século 21. Para qual guerra ele é necessário? Que armas terá o inimigo?”, questiona.

Gubrud conta que faz campanha contra o uso de armamento autônomos há 25 anos e que vê uma oposição generalizada à produção do que chama de “robôs assassinos”. “Uma pesquisa de março do ano passado (da consultoria YouGov) mostra que o público americano é majoritariamente contra as armas autônomas e apoia os esforços para proibi-las. E o interessante é que esta é a opinião predominante entre membros, ex-membros e familiares de membros das Forças Armadas (dos Estados Unidos)”, disse Gubrud em entrevista à BBC Mundo.


Exterminador

Gubrud cita como exemplo de armamentos autônomos em uso as minas antipessoais, que seriam um tipo de “robô extremamente simples, que pode estar ativado, o que o faz explodir, ou esperando para ser ativado”. Como exemplos mais avançados, ele cita robôs sentinelas sul-coreanos, capazes de identificar intrusos humanos de forma autônoma dentro de uma área determinada, de “disparar também de forma autônoma, ou de ser instruídos de forma remota para abrir fogo”.

Gubrud também cita mísseis, já existentes, que procuram um alvo específico fora do campo visual, mísseis terra-ar ou ar-mar que, segundo ele, têm uma tecnologia que permite distinguir o alvo real de outros falsos, um tipo de navio de outro tipo de navio. Para Gubrud, não estamos muito distantes de um cenário em que um robô, como o da série de filmes Exterminador do Futuro, é acionado para realizar missões específicas em situações de conflito.

“O ‘Exterminador’ era um robô assassino. E veja o que está acontecendo hoje em dia: uma das mais importantes missões das aeronaves controladas de forma remota (drones) é matar”. O pesquisador acreditar que quanto maior for a automatização, maior será o risco de perda de controle. “Se você pensar em um sistema de confronto automático, no qual exércitos de robôs se enfrentam, pode imaginar como seria difícil para uma equipe de engenheiros desenvolver (a tecnologia necessária) e conseguir garantir sua estabilidade no longo prazo?”

Para o especialista, se tudo for automatizado, sem intervenção humana, não haverá controle

Controle humano

O pesquisador afirma que é preciso deter o desenvolvimento destes robôs autônomos o mais rapidamente possível – antes que o desenvolvimento deste tipo de armamento avance. O primeiro passo neste sentido seria divulgar sua existência. O próximo seria lutar pela criação de regras e protocolos que regulamentem o desenvolvimento da tecnologia.

“Acho que os princípios mais fortes para basear uma proibição de armas autônomas são os da humanidade: os humanos sempre devem ter o controle e a responsabilidade do uso de uma força letal”, disse.

“É uma ofensa à dignidade humana que existam pessoas submetidas à violência por decisão de uma máquina, ou que estejam sujeitos à ameaça do uso da força por parte de uma máquina, ou que um conflito entre humanos seja iniciado por uma máquina de forma involuntária. É um direito humano não ser morto por uma decisão de uma máquina. Este é um princípio moral muito forte, com uma atração universal. E esta deve ser a base para proibir as armas autônomas.” 

Os drones criados por empresa de Israel, já são utilizados em diferentes tipos de missões em quase todo o planeta.

Para ele, é preciso definir um regime de controle de armas “que implica que os estados aceitem estes princípios e que os ensinem nas academias militares e que não tenham armas autônomas”.

Mas, Gubrud também é realista e acredita que as principais potências mundiais resistirão a qualquer tentativa de proibir as armas autônomas. “Certamente os Estados Unidos são os mais importantes; têm uma política declarada a favor de seu desenvolvimento. A China vê uma oportunidade também e já têm sistemas que seriam preocupantes. O mesmo com a Rússia e o Reino Unido.” Postado em agosto 2015.

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