sábado, 6 de janeiro de 2024

MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL: AMULHER DO VASO DE ALABASTRO (1) - A NOIVA PERDIDA

 Maria Madalena e o Santo Graal: A Mulher do Vaso de Alabastro (I) – A Noiva Perdida -  ou - O Machismo Cristão

Posted by  on 18/12/2023

O cristianismo institucional, que tem alimentado a civilização ocidental há mais de dois mil anos, pode ter sido construído sobre uma gigantesca falha em sua história: a Negação do feminino. Durante muitos anos convivi com uma vaga sensação de que algo estava radicalmente errado com o meu mundo. Sentia que, por um período longo demais, o feminino em nossa cultura vinha sendo desprezado e desvalorizado. Mas foi somente em 1985 que encontrei provas documentais de uma devastadora fratura na história cristã e nos ensinamentos da Igreja de Roma. Em abril daquele ano, sabendo do meu grande interesse pelas Escrituras judaico-cristãs e pela origem do cristianismo, uma amiga me indicou o livro The Holy Blood and the Holy Grail”(O Santo Graal e a Linhagem Sagrada).

Livro “Maria Madalena e o Santo Graal: A Mulher do Vaso de Alabastro”, de Margaret Starbird

CAPÍTULO I – A Noiva Perdida

Segundo uma lenda do século IV; preservada em francês antigo, Maria Madalena levou o Sangraal à costa sul da França. Histórias que surgiram depois contam que esse Sangraal era o Santo Graal – um cálice. Na verdade, versões posteriores afirmaram tratar-se do cálice usado por Jesus na Última Ceia, na noite de sua prisão. O Graal foi reverenciado como uma das relíquias mais sagradas da cristandade. Entretanto, de acordo com as lendas, ele foi perdido e permanece oculto até os dias atuais.

O rei está ferido e aleijado, diz a lenda, e o reino tornou-se terra infértil porque o Graal desapareceu. A história promete que, quando o recipiente sagrado – que uma vez guardou o sangue de Cristo – for encontrado, o rei será curado e tudo ficará bem. Existe algum cristão que nunca tenha ouvido falar na busca pelo Graal, alguém que não tenha lamentado seu desaparecimento? Algumas das últimas lendas européias dizem que, quando Jesus agonizava, José de Arimateia colheu seu sangue em um cálice e o levou de barco para a Europa Ocidental, enquanto os seguidores de Jesus eram perseguidos em Jerusalém (42 d.C.). Um dos relatos afirma que ele transportou duas galhetas contendo o sangue e o suor de Jesus para Glastonbury, no Sudeste da Inglaterra, com um bordão de pilriteiro que brotou e se desenvolveu quando foi plantado em solo inglês – o cajado florido.

Outras fontes relatam que Arimatéia levou o sagrado Sangraal à costa mediterrânea da França. Essas variadas lendas geraram numerosas criações poéticas com o passar dos séculos, muitas delas ligando o Graal ao rei Artur e sua Távola Redonda de cavaleiros, que procuraram o cálice sagrado por toda a Europa. O ponto central de todas as poesias é que o cálice é sagrado, que vale a pena procurá-lo, que ele está perdido ou escondido e que, se for localizado, fornecerá a cura para a terra infértil. Há um consenso de que o Graal seria uma relíquia cristã sagrada, porque foi tocado pelas mãos de Jesus. Na verdade, ele é o mais sagrado e impalpável artefato de toda a civilização ocidental.

Por mais estranho que pareça, porém, a Igreja Católica Romana sempre demonstrou pouco entusiasmo pelo Graal e suas lendas. Foi sugerido por Arthur E. Waite e outros estudiosos do assunto que o mistério do Graal e de seus adeptos oferece uma alternativa à versão ortodoxa (católica) do cristianismo e que a competência dos sacerdotes desse “outro” cristianismo deriva diretamente de Jesus, dispensando a sanção da Igreja de Roma. Portanto, não é surpresa que essa instituição tenha sempre tentado suprimir o Santo Graal e suas lendas!

A Fé dos Nossos Pais

Qualquer versão do cristianismo que ofereça uma alternativa às doutrinas ortodoxas da Igreja é vista como um anátema. Essa é a definição de heresia. A controvérsia da heresia é que ela não depende da verdade, mas do fato de a doutrina estar ou não de acordo com as afirmações oficiais da fé. Os indivíduos educados na ortodoxia católica foram cuidadosamente ensinados a aceitar as doutrinas pela fé e sempre as admitiram como verdade única. No entanto, desde os primeiros tempos, houve numerosas versões paralelas do cristianismo, cada uma delas com suas próprias crenças e interpretações das mensagens dos Evangelhos (bem como escritos sobre a vida de Jesus, o Cristo, os “Evangelhos Apócrifos”, que por contar uma versão diferente da história de Jesus foram desconsiderados quando os livros que compõe a a atual Bíblia foram selecionados).

Com o passar dos séculos, a mensagem de Cristo institucionalizou-se. Pouco a pouco, foram sendo desenvolvidas doutrinas que nem sempre refletem a fé dos primeiros cristãos que habitavam a Palestina do primeiro século. A versão oficial do cristianismo, que evoluiu gradualmente e foi sistematizada por concílios da Igreja nos séculos III e IV d.C., baseou-se no consenso dos membros mais antigos presentes nessas assembleias, em geral pressionados pelo imperador romano reinante e por outras facções políticas. Tais concílios votaram pela articulação de doutrinas como a natureza da Trindade, a divindade de Jesus, a virgindade de Maria e a própria natureza da divindade. Eles selecionaram do cânon judaico as escrituras que seriam consideradas canônicas pelos cristãos, bem como os evangelhos e as epístolas da Igreja primitiva que deveriam ser incluídos na Bíblia. Foram esses “patriarcas” que decidiram quais eram os evangelhos que refletiam os verdadeiros ensinamentos e a biografia de Jesus e quais eram as cartas de Paulo e dos primeiros líderes da Igreja que fariam parte das Escrituras oficiais.

Um dos critérios de seleção para o cânon oficial das Escrituras era que os textos fossem trabalhos autênticos dos apóstolos de Jesus. Assim, os Evangelhos de Mateus e de João e o Livro da Revelação (denominado Apocalipse de João) foram considerados canônicos, embora estudiosos atuais sugiram que nenhum deles tenha sido realmente escrito por um apóstolo de Jesus. Na verdade, um grande número de pesquisadores considera altamente improvável que os autores dos quatro Evangelhos canônicos tenham até conhecido o histórico Jesus de Nazaré! Além disso, há evidências de que trechos desses textos foram apagados, adicionados, adulterados e talvez até censurados nos séculos que se passaram. É muito difícil, à luz desses fatos, considerar o cânon existente nas Escrituras a única interpretação possível da Palavra de Deus. A “versão oficial” do cristianismo que foi articulada pelos primeiros concílios da Igreja é a mesma que tem sido transmitida até hoje: a chamada “fé dos nossos pais”. Essa é a versão ortodoxa, mas não necessariamente a única versão da fé cristã. Nem obrigatoriamente a verdadeira.

A questão que precisa ser examinada é a seguinte: há outra história de Jesus que possa se aproximar mais da verdade do que aquela propagada pela Igreja durante a Idade Média, antes da Reforma Protestante? Existe uma versão alternativa da doutrina cristã? Poderia ter havido uma Igreja alternativa? Em caso afirmativo, quais teriam sido os dogmas (se dogmas houvessem) de sua fé? E qual teria sido a sua relação com a mensagem cristã primitiva e com o próprio Jesus?

O Sangraal

Poetas medievais do século XII, época em que a lenda do Graal apareceu na literatura européia, mencionam uma “Família do Graal”, presumivelmente guardiões do cálice mais tarde considerados indignos desse privilégio. Alguns estudiosos do Graal estabelecem uma conexão entre o termo sangraal e a palavra gradales, que na língua provençal parece ter significado “taça”, “travessa” ou “bacia”. Mas já se sugeriu que, dividindo-se a palavra  sangraal depois do g, o resultado é sang raal, que em francês antigo significa “sangue real”. Essa segunda derivação do francês sangraal é extremamente instigante e talvez esclarecedora. De repente surge outra interpretação da conhecida lenda: em vez de taça ou cálice, a nova versão afirma que Maria Madalena levou o “sangue real” (a descendência de Jesus, o Cristo) à França mediterrânea.

Outras narrativas creditam a José de Arimateia o ato de ter “transportado” o sangue de Jesus àquela região em uma espécie de vaso. Talvez tenha sido Maria Madalena, sob a proteção de José de Arimateia, que de fato tenha conduzido a descendência da linhagem real do rei Davi à costa francesa do Mediterrâneo. Quem era essa Maria, conhecida dos primeiros cristãos como “a Madalena”? E como ela poderia ter levado o sangue real para a França? O sangue real poderia ter sido levado em um recipiente terreno, um “vaso de barro” (2 Coríntios 4:7)? E se esse “vaso” fosse (o próprio útero de) uma mulher?

Talvez essa Maria fosse, na verdade, a mulher de Jesus e tenha levado um filho dele (e/ou sua descendência) para a Provença! As duas genealogias de Jesus apresentadas no Novo Testamento sustentam que o carismático mestre descendia da casa do rei Davi, e as promessas messiânicas feitas a Israel estão todas especificamente ligadas ao sangue real de sua princesa judaica do “tronco de Jessé”, o pai do rei Davi. A esposa de Jesus, caso tivesse um filho dele, teria sido, literalmente, a portadora do Sangraal, a linhagem real de Israel. A procura do Santo Graal é um mistério de muitos séculos. Pistas que ligam Maria Madalena ao Sangraal das antigas lendas são abundantes na arte, na literatura e no folclore da Idade Média, assim como nos acontecimentos históricos subsequentes e nas próprias Escrituras.

Muitas dessas pistas serão discutidas nos capítulos seguintes, numa tentativa de demonstrar que a Noiva de Jesus foi, talvez por acidente(ou intencionalmente), excluída da história como resultado de tumultos de ordem política na província de Israel logo após a crucificação. Não tenho provas definitivas de que a “outra Maria” era a mulher de Jesus nem que ela tenha dado à luz um filho(s) de sua linhagem. Mas é possível provar que a crença nessa versão da história cristã foi divulgada na Europa durante a Idade Média e que, mais tarde, acabou obrigatoriamente sepultada pelas impiedosas torturas da Inquisição. Em nossa busca, procuraremos identificar e examinar as evidências da Igreja alternativa – a “Igreja do Santo Graal” – presentes em símbolos na arte e literatura européias e nos próprios Evangelhos do Novo Testamento.

Quem era Maria Madalena?

Nosso primeiro passo será estabelecer a identidade da “outra Maria”, encontrada nos quatro Evangelhos “oficiais”. Existem fortes indícios de que Maria Madalena pode ser identificada como Maria de Betânia, a irmã de Marta e Lázaro, mencionada nos Evangelhos de Lucas e João. Essa amável Maria sentava-se aos pés de Jesus, enquanto sua irmã, Marta, servia os convidados (Lucas 10:38-42); depois, ungiu Jesus com bálsamo de nardo (João 11:2, 12:3). Referências bíblicas a Maria Madalena incluem informações de que ela era uma das mulheres que acompanharam Jesus depois que ele a curou da possessão de sete demônios (Lucas 8:2, Marcos 16:9). Também é apontada como uma das mulheres aos pés da cruz (Marcos 15:40, Mateus 27:56, João 19:25) e a primeira que chegou à tumba às primeiras luzes da manhã da Páscoa (Marcos 16: 1, Mateus 28:1, Lucas 24:10, João 20:1-3). O Evangelho de João afirma que ela foi sozinha ao sepulcro e encontrou Jesus, acreditando, primeiramente, que ele era o jardineiro. Chegou a abrir os braços para abraçá-lo quando o reconheceu, chamando-o de rabboni, uma forma afetuosa da palavra “rabino”.

Obviamente, essa Maria chamada “a Madalena”, era uma amiga e companheira íntima de Jesus. A Igreja ocidental tem uma antiga e forte tradição que apoia a ideia de que só havia uma amiga querida de Jesus chamada Maria. A bíblica Canção de Salomão, interpretada com frequência na tradição judaico-cristã como uma alegoria do amor de Deus por seu povo, era muito popular entre os cristãos durante a Idade Média. São Bernardo de Claraval (1090-1153, criador da Regra da Ordem dos Cavaleiros Templários, que prestavam culto secretamente, ao Feminino Sagrado), em seus sermões sobre o Cântico dos Cânticos, comparou a noiva da canção, simbolicamente, com a Igreja e com a alma de cada um dos que creem. O protótipo que ele selecionou para ilustrar essa “Noiva” de Cristo era Maria, a irmã de Lázaro, que se sentou aos pés de Jesus, absorvendo seus ensinamentos (Lucas 10:39-42) e que, mais tarde, ungiu os pés dele com nardo e secou-os com o próprio cabelo (João 11:2, 12:3). Mas São Bernardo também disse repetidas vezes em seus sermões que era possível que essa Maria de Betânia fosse a mesma Maria Madalena.

Novecentos anos antes de São Bernardo, em Alexandria, um teólogo cristão chamado Orígenes (aproximadamente 185-254 d.C.) identificou Maria Madalena especificamente como a Noiva do Cântico dos Cânticos. Essa associação foi amplamente aceita e louvada na Idade Média. O Evangelho de João identifica com clareza a mulher que ungiu Jesus com o precioso bálsamo como a irmã de Lázaro (João 11:2), e a tradição francesa chama Madalena de “a irmã de Lázaro”. A Igreja Católica Romana nem sequer tem uma data dedicada a essa Maria de Betânia, embora os dias de Marta e de Lázaro sejam celebrados no calendário anglicano. Seriade esperar que a Igreja honrasse essa “irmã favorita”, dedicando-lhe uma festividade, como faz com os outros amigos de Jesus. Entretanto, existe um dia em que se homenageia Maria Madalena – 22 de julho -, exatamente uma semana antes do de Marta.

É mesmo natural e correto que o dia da mais importante das irmãs-santas seja celebrado em primeiro lugar. A passagem da Escritura litúrgica oficial da Igreja Católica Romana lida durante séculos na celebração do dia de Maria Madalena foi extraída do Cântico dos Cânticos, que, por associação, identificou Madalena como a noiva descrita no Cântico. No século VI, o Papa Gregório I estabeleceu que Maria Madalena e Maria de Betânia eram a mesma pessoa: ”Acreditamos que aquela a quem Lucas chama de ‘pecadora’ e aquela a quem João chama de ‘Maria’ são a mesma mulher de quem, segundo Marcos, sete demônios foram expulsos“.

A “Prostituta” (sacerdotisa)  Sagrada

Embora dois Evangelhos, o de Marcos e o de Lucas, sustentem que Maria Madalena foi curada por Jesus da possessão de sete demônios, não está escrito, em lugar nenhum, que ela era uma prostituta. Apesar disso, esse estigma a tem seguido por toda a cristandade. A história original da unção de Jesus em Betânia pela mulher do vaso de alabastro deve ter sido mal interpretada pelo autor do Evangelho de Lucas, que o escreveu quase cinqüenta anos depois do acontecimento. A unção realizada pela mulher em Betânia era similar a uma conhecida prática ritual das sacerdotisas sagradas, ou “prostitutas” do templo, nos cultos às deusas do Império Romano. E até o termo “prostituta” é uma denominação imprópria. Essa palavra, escolhida pelos tradutores modernos, é empregada para a palavra hierodulare, ou “mulheres sagradas” do templo da deusa, que desempenhavam um papel expressivo no dia-a-dia do mundo clássico.

Sua importância como sacerdotisas da deusa tem origem no período neolítico (7000-3500 a.C.), quando Deus era honrado e amado como PODER FEMININO (Matriarcado) nas terras hoje conhecidas como Oriente Médio e Europa. No mundo antigo, a sexualidade era considerada sagrada, uma dádiva especial da Deusa do Amor, e as sacerdotisas que oficiavam nos templos dessa deusa no Oriente Médio eram sagradas para os cidadãos dos Impérios Romano e Grego. Conhecidas como “mulheres consagradas”, eram pessoas de prestígio, as invocadoras do amor, do êxtase e da fertilidade da deusa. Em alguns períodos da história judaica, elas fizeram parte do ritual de adoração do Templo de Jerusalém, embora alguns profetas de Jeová deplorassem a influência da Grande Deusa, localmente chamada de Asserá.

A descoberta, resultante de escavações feitas em Israel, de milhares de estatuetas da Deusa do Amor suméria/cananéia (Inana, Astarté) segurando os seios convenceu os estudiosos de que a adoração da versão hebraica dessa divindade era comum na antiga Israel. As sacerdotisas da Deusa do Amor eram uma visão comum em todas as cidades do Império Romano, inclusive em Jerusalém. No contexto dos Evangelhos, a mulher que portava o vaso de alabastro contendo o bálsamo pode ter sido uma dessas sacerdotisas. Curiosamente, entretanto, Jesus não se mostrou nem um pouco ultrajado com a atitude dela quando o ungiu. Ele até disse aos amigos que se reuniam para um jantar na casa de Simão, em Betânia, que a mulher o ungira para seu enterro (Marcos 14:8, Mateus 26:12).

A importância de tal declaração não poderia ter sido mal compreendida pela comunidade cristã primitiva, que preservou essa história em sua tradição oral. A unção para o funeral era a representação de uma parte indispensável do ritual que cultuava o pôr-do-sol e o alvorecer, bem como os Deuses da Fertilidade de toda a região banhada pelo Mar Mediterrâneo. A unção realizada pela mulher do vaso de alabastro era algo familiar aos cidadãos do império por causa dos rituais de sua Deusa do Amor. Em tempos mais remotos, porém, a unção do rei sagrado era um privilégio exclusivo da noiva real. Por milênios, esse mesmo ato fez parte do rito de casamento das filhas da casa real, que, assim, conferiam majestade ao seu consorte.

Naqueles tempos antigos, até cerca do terceiro milênio a.C., a maioria das sociedades do Oriente Próximo e do Oriente Médio era matrilinear – posição e propriedades eram passadas de mãe para filha. Na verdade, entre as casas reais de grande parte da região, essa prática se manteve inclusive durante o período clássico. Tanto a rainha de Sabá quanto Cleópatra do Egito reinaram como herdeiras dinásticas. Na Palestina, quase contemporaneamente a Jesus, o rei edomita Herodes, o Grande (que reinou de 37 a 2 a.C.), reclamou o trono de Israel baseado em seu casamento com Mariana, uma descendente da casa dos Macabeus, os últimos reis legítimos na Palestina.

Cultos do Rei Sacrificado

Vestígios de práticas matrilineares ancestrais e de adoração da deusa ainda estavam presentes no primeiro século, na Palestina, uma província romana helenizada. Esses antigos mitos e costumes eram visíveis nos cultos das Deusas da Fertilidade da região. A unção feita pela mulher dos Evangelhos é remanescente da poesia romântica ligada aos ritos do Casamento Sagrado, celebrando a união de um deus local e uma deusa. É bem possível que o verdadeiro significado da unção em Betânia tivesse sido exatamente este: o Casamento Sagrado do rei sacrificado. Seu conteúdo mitológico teria sido entendido pela comunidade helenizada de cristãos que ouviram o Evangelho ser pregado nas cidades do Império Romano, onde os cultos das Deusas do Amor não haviam sido completamente abandonados, o que só aconteceu no final do século V d.C.!

E no Evangelho de João, a mulher – a Noiva – cujo nome é citado como aquela que fez a unção, é Maria de Betânia. Entretanto, é sempre a Maria chamada “a Madalena” que é representada na arte ocidental carregando o vaso de alabastro que contêm o precioso bálsamo. E é no seu dia que a Igreja Católica Romana cumpre a tradição de ler no Cântico dos Cânticos (3:2-4) a história da Noiva à procura do Noivo Amado, de quem fora separada. Nas pinturas medievais e renascentistas, invariavelmente, é Madalena que vemos, de cabelo solto, aos pés da cruz, com Maria, mãe de Jesus, e é também ela que beija os pés de Jesus em pinturas da Descida da Cruz (a retirada do corpo de Jesus da cruz).

Essas obras nos trazem à memória a mitologia pagã de vários deuses do Sol e da Fertilidade (Osíris, Dumuzi e Adônis), que foram mortos e ressuscitaram. Em cada caso, a viúva (Ísis, Inana e Afrodite) derramou seu luto e desolação sobre o corpo do amado, lamentando sua morte com infinita tristeza. A mitologia egípcia, por exemplo, relata que Ísis, a Noiva-Irmã de Osíris, orou sobre o corpo mutilado dele e concebeu o filho, Hórus, após a morte do pai. Em cada culto, é a Noiva que chora a morte do deus sacrificado. Na poesia usada nos cultos de adoração de Ísis, alguns versos são idênticos aos do Cântico dos Cânticos e outros são paráfrases bem próximas.

Mais recentemente, estudiosos observaram semelhanças entre as imagens eróticas do Cântico e a poesia romântica da Babilônia, da Suméria e de Canaã na Antiguidade. As evidências dessas similaridades foram descobertas em tábuas cuneiformes e em antigos templos e arquivos no século XX. A Noiva Perdida da tradição cristã aproxima-se muito desses mitos e histórias remotos. Existe uma tradição muito antiga que identifica Maria de Betânia como Maria Madalena na Igreja ocidental. Na arte medieval, essa mulher também era associada à Noiva-Irmã da mitologia antiga. O conceito da Noiva-Irmã desses mitos tem extrema importância em nossa história. A Noiva, Deusa da Lua ou da Terra na Antiguidade, era a esposa do Rei-Sol, mas era muito mais do que isso. Era amiga íntima e parceira do Noivo-Deus – a sua imagem refletida em um espelho, sua “outra metade”, um alter-ego feminino ou “alma gêmea”.

ÍSIS ressuscitando Osíris

Por esse motivo, o símbolo do espelho é mantido na iconografia da deusa. O Noivo arquetípico simplesmente não poderia ser completo sem ela! O relacionamento entre eles era muito maior do que uma união sexual – havia uma profunda intimidade espiritual e um “parentesco” resumidos na palavra “irmã”. O Casamento Sagrado do Noivo com sua Noiva-Irmã não se limitava à paixão física, era uma união de êxtase espiritual e emocional mais profunda também. Os cristãos da Igreja dos primeiros tempos associaram de imediato Maria Madalena à Noiva-Irmã “negra” do Cântico dos Cânticos. Em Vênus in Sackcloth (Vênus em hábito de penitência), Marjorie Malvern examina a metamorfose de Maria Madalena: de prostituta a contraparte/amiga de Jesus, por dois milênios na literatura e arte ocidentais. O livro mostra a mudança na arte do século XII, que começou a representar Maria Madalena como a companheira de Jesus, no estilo da mitologia de Vênus, Afrodite e de outras Deusas do Amor, cujos domínios eram a fertilidade e o casamento.

A autora sugere que essa transformação resultou do contato com a poesia romântica do mundo árabe no tempo das Cruzadas (e dos Cavaleiros Templários). Ela observou que essa intimidade foi suprimida no século XIII e que a mãe de Jesus adquiriu uma posição de destaque que não possuía nos próprios Evangelhos. Malvern também chama a atenção para o entusiasmo que havia na Idade Média pelas peças sobre a Paixão de Cristo e para a especial fascinação que as pessoas demonstravam pelas cenas da unção em Betânia e do encontro, no jardim, de Madalena com Jesus ressuscitado. Acredito que foi a propagação da heresia do Santo Graal o motivo dessa surpreendente transformação de Maria Madalena – que passou de prostituta a sagrada Noiva-Irmã – nas representações artísticas do século XII. A Maria retratada em muitas dessas pinturas medievais não era a “pecadora arrependida” nem a “prostituta regenerada”, nem apenas uma amiga de Jesus. Ela era a sua amada. Muitas pessoas podem sentir-se inclinadas a rejeitar a idéia de que Jesus era casado com Maria Madalena, a irmã de Lázaro. O motivo é muito simples: elas acreditam que, se ele tivesse se casado, os “Evangelhos nos teriam contado” esse fato. Porém, um exame mais cuidadoso das Escrituras revela várias evidências que corroboram esse matrimônio sagrado.

Talvez, então, seja melhor começarmos nossa busca com uma análise do Cântico dos Cânticos, cuja interpretação alegórica não esconde as imagens intensamente eróticas do poema de amor. Devemos, também, examinar o motivo condutor da Noiva e do Noivo nas Escrituras hebraicas e nos Evangelhos cristãos. Mais tarde, continuaremos com a busca do Santo Graal. Mas, primeiramente, vamos estudar o rito ancestral do Casamento Sagrado, celebrado nas terras do Oriente Médio e no Cântico da Noiva e do Noivo arquetípicos. Continua …


Link partes anteriores:


SEJA UM ASSINANTE DO BLOG: Para os leitores do Blog que ainda não são assinantes e desejam acessar as postagens em seus endereços de E-Mail, solicitamos, por favor, que façam a sua inscrição aqui neste LINK: https://linktr.ee/thoth3126

Convidamos também a conhecerem e seguirem nossas redes sociais:

Siga o canal “Blog Thoth3126” no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029VaF1s8E9Gv7YevnqRB3X

DIVISÃO DA LINHA DO TEMPO, DA REALIDADE E AS FORÇAS OCULTAS DA VIDA (1)

Divisão da Linha do Tempo, da Realidade, as Frequências e as Forças Ocultas da Vida (1)

Posted by  on 05/01/2024

O objetivo de longo prazo de introduzir constantemente “novos aplicativos divertidos” no mainstream é tornar as pessoas ainda mais zumbis, reativas, controladas, centradas no ego/intelecto e viciadas em tecnologia externa mais do que já estão… é um método eficiente de programação oculta de controle mental e comportamental, transformando as pessoas em robôs-zumbis por sua própria vontade (manipulados), preparando-as para aceitar (e se viciar) em mais “avanços” tecnológicos que influenciarão suas emoções, comportamentos, escolhas atitudes e ações à medida que se tornam cada vez mais semelhantes a máquinas: conformados bovinamente, programados, influenciáveis e previsíveis.

Divisão da Linha do Tempo-Realidade, Frequências e as Forças Ocultas da Vida

Fonte: VeilofReality.com – Por Bernhard Guenther (as sentenças entre colchetes [ ] são do tradutor)

Tópicos:

  • A Agenda do Reino Negativo
  • Mudança de cronogramas, fricção e vibração de frequência
  • Criação da Realidade e Vontade Divina
  • O que a incorporação realmente significa
  • Individualidade, Soberania e Ser
  • Forças Ocultas e Interferência Hiperdimensional
  • Sobrecarga de informações [inúteis] – ficar preso na toca do coelho
  • A armadilha de combater o mal
  • O futuro não está definido em pedra

Como muitos de nós podemos ver e sentir nestes tempos de turbulência crescente, o mundo que habitamos coletivamente está se tornando um caldeirão efervescente de loucura e demência que borbulha exageradamente.

Quando as pessoas têm acesso a um ciclo contínuo de 24 horas de propaganda baseada no medo (grandes meios de comunicação, as pre$$tituta$, e a mídia social- Big Techs) que produzem história após história que apresenta um mundo dominado por um caos cada vez maior e pior, estas fantasias escapistas tornam-se ainda mais apelativas – a combinação é uma brilhante “armadilha de conformidade” que serve muito bem aos poderes constituídos e aos seus senhores hiperdimensionais.

“As pessoas são máquinas. As máquinas têm de ser cegas e inconscientes, não podem ser de outra forma, e todas as suas ações têm de corresponder à sua natureza. Tudo acontece. Ninguém faz nada. “Progresso” e “civilização”, no verdadeiro significado destas palavras, só podem aparecer como resultado de esforços conscientes. Eles não podem aparecer como resultado de ações mecânicas [de zumbis] inconscientes.

E que esforço consciente pode haver nas máquinas? E se uma máquina está inconsciente, então cem  máquinas estão inconscientes, e também mil máquinas, ou cem mil, ou um milhão. E a atividade inconsciente de um milhão de máquinas deve necessariamente resultar em destruição e extermínio. É precisamente nas manifestações involuntárias inconscientes que reside todo o mal. Você ainda não entende e não consegue imaginar todos os resultados deste mal. Mas chegará o momento em que você entenderá.” – G. I. Gurdjieff, Em Busca do Milagroso

A Agenda do Reino Negativo

É surpreendente pensar que o que acabou de ser descrito acima é apenas a ponta visível de um enorme iceberg (em relação às agendas ocultas que estão acontecendo – aberta e secretamente – em nosso mundo agora) – todas essas eventos aparentemente não relacionados (de um nível de superfície 3D) estão, na verdade, todos interconectados e vinculados à engenharia social, ao controle da mente e à Matrix Hiperdimensional  : trancar a humanidade em uma prisão de baixa frequência, redirecionando o livre arbítrio das pessoas para o alinhamento de rebanho bovino com um jogo final cujo propósito a maioria das pessoas desconhece completamente.

É uma agenda baseada na criação e ancoragem da frequência do medo, da divisão, permissividade, corrupção generalizada e conquista, caos, confusão, pensamento de sobrevivência arrastado pela 3D, apatia, ignorância (também através de falsa luz/ensinamentos da Nova Era), desempoderamento, desincorporação e uma falta de orientação interior que resulta de um estilo de vida insensível, [“acordado”, “entorpecido”, transgênero] e centrado na cabeça, intelecto, ego.

Todos esses eventos projetados para criar o caos completo em todas as esferas criam a frequência certa para desencadear padrões de pensamento de ‘seguidor’ da mente coletiva, a “necessidade” de seguir uma “autoridade” (Síndrome de Estocolmo) e a busca ilusória por soluções externas, líderes [religiosos, políticos, influenciadores, et caterva], realização, felicidade através da desconexão ”do Eu”, de nossos corpos sutis (e essencialmente, de nosso [divino] sistema de orientação interno), desconexão total da natureza e do divino interior. É também a frequência perfeita para gerar a “soltura” energética emocional (através das reações programadas e mecânicas das pessoas a vários estímulos sensoriais), que é o que os “Senhores da Matrix” realmente procuram… pois é o seu “alimento”, o seu sustento, a energia humana desperdiçada e vampirizada por eles.

Vemos esse padrão em constante movimento em todos os lugares, mas especialmente nos EUA, Canadá, Europa, Japão, em suma o G-7/OTAN [o Hospício Ocidental “acordado”, satanista, transgênero, LGBTQ+, da “diversidade, Equidade”, “emissão zero carbono” e outras baboseiras… ] no momento, com muitas pessoas ainda sendo apanhadas – e comprando – o circo das eleições políticas, independentemente de quem elas torcem (ficando presas no “ falácia do menor dos dois males), como se os seus votos e protestos alguma vez tivessem (ou alguma vez terão) qualquer efeito na agenda geral. Todas as projeções emocionalmente carregadas contra Biden e Trump são simplesmente o “alimento” perfeito para os “Senhores da Matrix” hiperdimensional, assim como as projeções salvadoras (Sanders, Stein ou quem quer que seja) que representam a oposição controlada à narrativa predominante… todas elas são marionetes, controlados pela mesma mão (invisível).

“[…] olhando para o que aconteceu em 1914 – ou, aliás, para tudo o que está e tem acontecido na história humana – o olho do Yogin vê não apenas os eventos externos, as pessoas e as causas, mas as enormes forças [ocultas] que os precipitam em ação. Se os homens que lutaram eram instrumentos nas mãos de governantes e financistas, estes, por sua vez, eram meros fantoches nas garras dessas forças (ocultas hiperdimensionais). Quando alguém está habituado a ver as coisas que estão por trás das cortinas, já não está propenso a ser tocado pelos aspectos exteriores e superficiais – ou a esperar qualquer solução de mudanças políticas, institucionais ou sociais; a única saída é através da descida de uma consciência [corporificada) que não é uma marionete dessas forças, mas é maior do que elas.” – Sri Aurobindo, As Forças Ocultas da Vida

Como foi explorado em profundidade em um artigo anterior, a crença contínua nos políticos dos governos e em qualquer autoridade e/ou “especialista” é a configuração mais básica do Sistema de controle da Matrix. No momento em que você se identifica/apoia um partido/candidato (esquerda, direita, centro, democrata, republicano, verde, progressista, liberal, conservador, “acordado”, qualquer que seja…) e se envolve no jogo, a Matrix “aprisiona você”.

Estaremos muito longe de qualquer “mudança de consciência” significativa enquanto as pessoas continuarem a ceder o seu poder a qualquer líder externo, político, religioso ou não. E esse é apenas o ponto de partida no processo de emancipação. Existe a ilusão cruzada de identificação com uma nação/bandeira/legado “tribal” e, claro, toda a mente coletiva e o grupo pensam em falácias que são baseadas em inúmeras identificações ilusórias que surgem de uma vida inteira de condicionamento e programação social/cultural .

Todos estes fatores estabelecem o quadro em que as pessoas basicamente lutam entre si e discutem sobre como organizar melhor a cela de prisão em que se encontram, desconhecendo a sua escravidão atual e reforçando as suas algemas com o seu próprio consentimento.

Que enorme desperdício de energia criativa – embora tecnicamente essa energia nunca vai ser desperdiçada, “alguma coisa” a suga e se alimenta dela, e esse é o objetivo da configuração da Matrix de qualquer modo; a humanidade não está no topo da cadeia alimentar e a consciência [energia] também é “alimento” [para outras espécies].

“A tirania máxima numa sociedade não é o controle pela lei marcial. É o controle pela manipulação psicológica da consciência, através da qual a realidade é definida para que aqueles que nela existem nem percebam que estão na prisão. Eles nem sequer percebem que existe algo fora de onde eles existem. Vocês foram controlados como ovelhas num curral por aqueles que pensam que são seus donos – desde o governo até a Equipe de Gestão Mundial e aqueles que estão no espaço. Você foi privado de conhecimento pelo controle de frequência.” – Barbara Marciniak, Mensageiros do Amanhecer

Mas nada do que está sendo discutido aqui é novidade. Está apenas “revelando-se” agora a um ritmo acelerado, que é o verdadeiro significado do termo “apocalipse” [e já estamos no início do Armagedom]: as mesmas sombras na parede em diferentes disfarces; o mesmo velho jogo de controlar, dividir e conquistar (manipulação do policial mau vs. policial bom, esquerda, direita, etc) e da polarização dualista que vem acontecendo há milhares de anos, levando aos tempos em que estamos agora.

Todos esses eventos que se manifestam fisicamente (em nível global e político) também são projetados para nos distrair do que realmente está acontecendo do outro lado do véu da realidade e mantê-los ‘ocultos’ (“escondidos”). da visão dos verdadeiros arquitetos da matrix – além de sua manifestação 3D. É a batalha espiritual arquetípica entre servidores das Trevas e os servidores da luz, uma guerra pelo controle de nossas mentes, consciência e alma… um conflito que está agindo através de nós.

“[…]Temos que entender aqui que a verdadeira agenda do Reino Negativo é “comer a consciência”.  Então, isso na verdade torna desnecessário uma “aquisição” [uma guerra] aberta em termos físicos e literais. Se uma “invasão” [do planeta] fosse detectada, isso significaria que o véu seria levantado e todos veriam o “monstro por trás da cortina” e ficariam enojados e virariam as costas. Assim como no “Mágico de Oz”, esses chinelos de rubi devem ser obtidos com MUITO CUIDADO!

Reunir a essência é uma arte de muita sutileza! O “plano alienígena negativo” é, em seu sentido mais puro, PERSEGUIR e CONTROLAR.

O objetivo do Stalking é criar um ambiente artificial completamente controlado composto de comportamentos humanos totalmente previsíveis pois que incentivados – tornados previsíveis porque foram programados para responder a sinais de bovino condicionamento.[…]

O importante a lembrar é o seguinte: NÃO existe uma “atividade conspiratória unificada” acontecendo aqui na hierarquia do [dos controladores dos] governo. O efeito “dividir para conquistar” também se manifesta neste nível e adequa os propósitos alienígenas [hiperdimensionais] a um “T”. Tal atividade a TODOS os níveis é consistente com o seu programa de STALKING, no qual a confusão, caos e os objetivos contraditórios impedem uma percepção clara por parte dos seres humanos presos em sua Matrix de Controle.

No entanto, a algum nível profundo e OCULTO, pode haver uma interação conspiratória direta entre o “governo secreto” e os alienígenas negativos… mas é improvável que qualquer nome dos envolvidos seja reconhecido por alguém, não importa o quão “informado” esteja sobre o assunto. Esses “superiores secretos” são apenas isso: SECRETOS. Qualquer organização que você possa nomear, ou sobre a qual você tenha CONSCIÊNCIA, são apenas “círculos externos”.

Qual ​​é o objetivo deste STALKING? É duplo. Primeiro, o efeito de Stalking é como debandar um rebanho de gado. Pouco a pouco, eles se consolidam num “modo negativo” que consiste na ideia de “nós contra eles”. Mesmo que, superficialmente, possa parecer que este “modo” é positivo, (ou seja, salvar o mundo porque está “errado” ou defeituoso, ou marcado pelo pecado original ou o que quer que seja ) o próprio fato de ser formado no modo “dominador” de perceber a salvação “fora”, significa que pode mais facilmente ser “dominado” do corpo, da mente e da alma em um nível que é “invisível e indetectável”.  Em outras palavras: Satanás PODE e na maioria das vezes aparece como um Anjo de Luz!

É apenas nos níveis mais baixos da estrutura de poder que muitos ainda acreditam que estão desempenhando os papéis básicos de “antagonismo” e “autoproteção”. Eles acreditam que “enviar amor e luz” aos “necessitados” é apropriado, sem perceber que esta atividade se baseia em uma crença profunda de que há algo errado, em erro, em rebelião, e assim se torna novamente, “nós contra eles”. .”

Há evidências de que tecnologia extensiva de implantes pode ser usada para garantir obediência influenciada [e agora com nova tecnologia aberta e a I.A. operacional que as massas de zumbis abraçam e aceitam de bom grado sem questionar]; no entanto, um certo grau de liberdade deve ser conservado através da consciência devido ao fato essencial de que a mercadoria valorizada é a consciência. Uma psique totalmente drogada, cirurgicamente alterada e completamente programada só é boa para o serviço robótico de escravos (e isto também pode estar acontecendo, a propósito).

É nesse entendimento que encontramos a saída da armadilha. Não é fácil, mas é um caminho. O objetivo principal da perseguição negativa é persuadir, por meio de padrões de comportamento fortemente influenciados, mas não robóticos, a Livre Escolha da CONSCIÊNCIA alvo a se aceitar e se alinhar com a existência negativa de maior densidade. Porque, no Longo Prazo, o objeto é “comer” unidades funcionais de consciência pela hierarquia negativa, com o Livre Arbítrio intacto! Caso contrário, não é boa comida!” – Michael Topper, Os reinos positivos/negativos das densidades mais elevadas

A história de Gurdjieff sobre o “mágico do mal” ilustra (por meio de metáfora) o que Topper fala em relação à “perseguição negativa” e à criação de “ um ambiente artificial totalmente controlado, composto de comportamentos humanos totalmente previsíveis” para “persuadir por meio de influências fortemente influenciadas, mas não padrões robóticos de comportamento, a Livre Escolha da CONSCIÊNCIA alvo para se alinhar com a existência negativa de densidades mais elevadas“:

“Havia um mágico malvado. Ele vivia nas profundezas das montanhas e das florestas e tinha milhares de ovelhas. Mas o problema era que as ovelhas tinham medo do mágico porque todos os dias as ovelhas viam que uma delas estava sendo morta para o café da manhã e outra estava sendo morta para o almoço. Então elas fugiram do rancho do mago e foi difícil encontrá-las na vasta floresta. Sendo um mágico, ele usou magia.

Hipnotizou todas as ovelhas e sugeriu-lhes antes de tudo que eram imortais e que nenhum mal lhes estava sendo feito quando eram esfoladas, que, pelo contrário, lhes seria muito bom e até agradável; em segundo lugar, ele sugeriu que o mago era um bom mestre que amava tanto seu rebanho que estava pronto para fazer qualquer coisa no mundo por suas ovelhas; e em terceiro lugar, ele sugeriu-lhes que, se alguma coisa fosse acontecer com elas, não aconteceria naquele momento, pelo menos não naquele dia e, portanto, elas não tinham necessidade de pensar nisso.

Ele o Mago disse para diferentes ovelhas… para algumas: “Você é um homem, não precisa ter medo. Somente as ovelhas serão mortas e comidas, e não você. Você é um homem como eu. Foi dito a algumas outras ovelhas: “Você é um leão – só as ovelhas têm medo. Elas escapam, são covardes. Você é um leão; você preferiria morrer a fugir. Você não pertence a essas ovelhas. Então, quando elas são mortos, não é problema seu. Elas foram feitas para serem mortas, mas você é o mais querido dos meus amigos nesta floresta.” Dessa forma, ele contou histórias diferentes para cada ovelha e, a partir do segundo dia, as ovelhas pararam de fugir de casa.

Eles ainda viam outras ovelhas sendo mortas, massacradas, mas isso não era da conta deles. Alguém era um leão, alguém era um tigre, alguém era um homem, alguém era um mágico e assim por diante. Ninguém era uma ovelha, exceto aquele que estava sendo morto. Assim, o Mago sem ter empregados, administrou milhares de ovelhas. Eles iam para a floresta em busca de comida, de água, e voltavam para casa, acreditando sempre em uma coisa: “É uma ovelha que vai ser morta, não você. Você não pertence às ovelhas. Você é um leão – respeitado, honrado, amigo do grande mágico. Os problemas do mágico foram resolvidos e as ovelhas nunca mais fugiram.” – G.I. Gurdjieff

A Matrix de Controle está atualmente sendo colocada no modo acelerado – e as ações do controlador (o “mágico do mal”) estão se intensificando – para tentar neutralizar o “despertar” [das “ovelhas”} que mais e mais pessoas estão experimentando (até certo ponto).

As maquinações destes Predadores Hiper Dimensionais são projetadas para prender o maior número possível de [almas de seres] humanos em um “loop temporal” (e prisão de frequência) antes que a janela de oportunidade se feche durante este Tempo de Transição Planetária, pois há de fato um caminho “para cima” [o Trigo] e um caminho “para baixo”[ o Joio].

Esta fase de transição em que estamos agora não é um evento “da noite para o dia”. Abrange uma época inteira, mas veremos tremendas mudanças, colapsos e transformações durante a nossa vida atual (como já estamos vivenciando, pois não sobrará uma pedra no lugar) e aumentará ainda mais nos próximos anos.

É como se estivéssemos vivendo já no meio das dores do parto que nos conduzem a um novo nível de Ser – um processo que depende do nosso próprio trabalho interior, da utilização do potencial da nossa alma e daquilo com que nos alinhamos. Estes são tempos desafiadores para se estar vivo, mas também emocionantes, e muitos de nós viemos aqui para fazer parte desta evolução e transição planetária à medida que começamos a nos lembrar de nossa verdadeira identidade. Qualquer (re)nascimento é doloroso e bonito ao mesmo tempo.

“Quando você investiga as intermináveis ​​conspirações que estão sendo reveladas agora, quanto mais fundo você vai, mais perto você chega da traição central da Humanidade – a Matrix modificada que está causando a falha sistêmica dos biossistemas da Terra e está gerando esta realidade baseada no medo, estabelecendo uma raça escrava em um planeta prisão.

Para escravizar uma raça, você tira o seu passado, as suas memórias [CULTURA], a sua ancestralidade… a sua identidade… você degrada o seu modelo genético… você instiga um programa de manipulação da consciência psicossocial, química, eletromagnética, política e religiosa que torna essa raça patologica E BOVINAmente obediente.

Estamos presos em uma MatriX corrompida, gerada por nossos próprios programas genéticos mutantes e pelo feedback de frequência de nossas ondas cerebrais quimicamente alteradas.

A libertação da humanidade da escravidão não só exigirá que recuperemos a verdade das nossas origens e descubramos a identidade daqueles que estão manipulando a nossa realidade, mas também deverá incluir a ressurreição do modelo humano original antes da nossa modificação genética [efetuada pelos “deuses”].

Codificado nesse projeto está o modelo ressonante que iniciará nossa dissociação eletromagnética da Matrix sintética. Ressuscite todo o projeto humano, divino e imortal, e você perceberá o feedback visual e sonoro do verdadeiro continuum espaço/tempo – um paradigma transcendente.” – Julieta Carter

É importante ressaltar que o “pensamento positivo” e a falta de criatividade são o calcanhar de Aquiles do reino negativo STS (Serviço a Si Mesmo) de [in]Consciência da Matrix – essas falhas em sua abordagem para manipular a humanidade são refletidas nos atos desesperados que estão sendo vistos agora em todo o mundo, que se tornam cada vez mais aparentes e previsíveis…os mesmos padrões sob diferentes disfarces.

Muitos de nós que fizemos pesquisas ao longo dos anos – e trabalhamos através do condicionamento e programação em nosso próprio processo de despertar – podemos ligar os pontos e “ver o invisível”[o oculto], identificando o fio invisível que tece todos esses eventos, que parecem não têm relação  superficialmente, mas todos apontam para o mesmo objetivo: a escravização global da humanidade sob o disfarce de “liberdade”, “unidade” e “proteção”.

De uma perspectiva hiperdimensional, o objetivo final do jogo de sua agenda é assumir completamente, ‘arrebatar o corpo’ de nosso eu físico/emocional/mental, a fim de nos trancar em uma prisão de frequência – todos os seus vários níveis de tabuleiro de xadrez. Os “gatilhos” são projetados para preparar nossos corpos, de modo a facilitar a hospedagem de sua essência vibracional dentro de nosso “mainframe” humano.

Daí o impulso para a desincorporação em todas as suas várias formas: aumentando a divisão corpo-mente através do aumento da atividade mental/distração através da tecnologia/I.A., bem como envenenando o indivíduo através de OGM, radiação EMF 5G, vacinas mRNA, chemtrails, licenciosidade, promiscuidade, etc. todos eles são fatores ambientais comportamentais que conspiram com a série original de experiências de modificação genética conduzidas pelo “Predador de além das Estrelas”, a fim de nos desligar cada vez mais do nosso modelo original de ADN. Este é um programa de Hibridização que está preparando a transmutação da humanidade em recipientes para a sua posse hiperdimensional.

Enquanto um maior número de pessoas está experimentando desilusão – e ao mesmo tempo começando a questionar o que lhes foi dito e ensinado pelos guardiões culturais oficiais, iniciando assim a sua jornada individual em direção ao próprio despertar – muitos outros estão sendo manipulados para se alinharem. com a NAA (Agenda Alienígena Negativa). É hora de enfrentar a dura realidade de que não haverá um despertar coletivo em massa (numa escala verdadeiramente global) tão cedo. Como mencionei antes em “Política, Soberania e Incorporação“:

Existem mais de 8 bilhões de pessoas neste planeta, todas elas incorporando grandes diferenças em termos (e níveis) de consciência, discernimento e lições extremamente diferentes para serem levadas em consideração, algumas mesmo sem todo o “potencial da alma”.

Para alguns, o seu “propósito” é evoluir em direção ao “lado negro” da criação – um caminho puramente STS (de Serviço a Si Mesmo) ; para muitos outros, seu objetivo é evoluir em direção ao princípio criativo da STO (Serviço aos Outros) consciência [ponto-chave: não há julgamento sobre o que é melhor ou pior, pois ambos são expressões do “Um”], o que pode ser visto como o equivalente ao anarquismo/voluntarismo (de uma perspectiva espiritual) – uma harmónica que não pode ser forçada, mas que tem o seu próprio timing no grande esquema da evolução da Consciência Unificada. Para uma exploração e compreensão mais profundas da dinâmica STS/STO, leia “STO, STS e Densidades” de Tom Montalk.

CONTINUA . . .


“Precisamos do seu apoio para continuar nosso trabalho baseado em pesquisa independente e investigativa sobre as ameaças do Estado [Deep State] Profundo, et caterva, que a humanidade enfrenta. Sua contribuição, nos ajuda a nos mantermos à tona. Considere apoiar o nosso trabalho. Disponibilizamos o mecanismo Pay Pal, nossa conta na Caixa Econômica Federal   AGENCIA: 1803 – CONTA: 000780744759-2, Operação 1288, pelo PIX-CPF 211.365.990-53 (Caixa)”


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23

NOVO PRÉ-SAL? REGIÃO DA 'MARGEM EQUATORIAL' PODE TER AS MAIORES RESERVAS DE PETRÓLEO JÁ DESCOBERTAS NJO BRASIL

 
Novo Pré-Sal? Região da ‘Margem Equatorial’ pode ter as Maiores Reservas de Petróleo já descobertas no Brasil

Posted by  on 05/01/2024

Em 2006, a Petrobras anunciava a descoberta que entrou para a história brasileira: a região petrolífera do pré-sal, entre Santa Catarina e Espírito Santo. Mais de 15 anos depois, a região, promessa brasileira de autossuficiência em petróleo, já é responsável por 70% da produção nacional. Agora, uma nova região que se estende por mais de 2,2 mil quilômetros da costa brasileira, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, pode conter as maiores bacias de petróleo e gás já descobertas no Brasil: a Margem Equatorial que, segundo a Petrobras, possui características semelhantes às grandes reservas existentes no Suriname e Guiana, país que só no ano passado viu sua economia crescer quase 40%.

Novo Pré-Sal? Região da Margem Equatorial pode ter as Maiores Reservas de Petróleo já descobertas no Brasil

Fonte: Sputnik

Agora, uma nova área com potencial ainda maior começa a ser explorada no Norte e Nordeste.

Apesar das enormes potencialidades, há críticas de ambientalistas por conta da fragilidade do ecossistema da área e a  proximidade com a foz do rio Amazonas, que fica a mais de 500 quilômetros da primeira bacia.

Já a Petrobras, que chegou a ter uma licença ambiental rejeitada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2023 para perfuração de poços no Amapá, garante que os riscos são mínimos por conta da distância com a costa litorânea e expertise adquirida nas últimas décadas — a companhia brasileira é a petrolífera líder mundial na exploração em águas profundas e ultraprofundas. Já na região do Rio Grande do Norte, que tem estudos mais avançados, a empresa conseguiu sinal verde.

No fim de dezembro, foi iniciada a perfuração do poço de Pitu Oeste, a 53 quilômetros da costa, na bacia do RN. A expectativa é que os trabalhos que vão comprovar ou não a existência de petróleo sejam finalizados entre três e cinco meses. “Essa região [toda a Margem Equatorial] é uma extensão de bacias na costa da Guiana e do Suriname, na qual já atuam 24 empresas e onde ocorreram sessenta descobertas com volume estimado de 11 bilhões de barris de petróleo”, garante a Petrobras, que prevê investimentos de US$ 3,1 bilhões (R$ 15,2 bilhões) até 2028.

O professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e especialista em cadeia de suprimentos para o setor de petróleo e gás, Antonio Batista, explicou à Sputnik Brasil que os estudos geológicos iniciais já mostraram que a Margem Equatorial ainda possui semelhanças com outras regiões que são grandes produtoras de petróleo.

“São áreas onde têm se encontrado muito petróleo, em particular, na África e aqui próximo em países como as Guianas e o Suriname, sem falar na Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 200 bilhões de barris. Esses sinais apontam que a região concentra uma grande reserva de petróleo e, uma vez comprovado, isso pode gerar uma série de potenciais econômicos e sociais”, resume o especialista.

O que é o novo campo petrolífero da Margem Equatorial ?

Localizado em águas que ultrapassam 2,8 mil metros de profundidade, a Margem Equatorial atravessa o litoral dos estados do Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio de Grande do Norte. Segundo o professor Antonio Batista, as cinco bacias podem abrigar mais de 30 bilhões de barris de petróleo, com uma possibilidade de exploração para além de 2050.

Por isso, por esse enorme potencial, a região recebe o nome de novo pré-sal, em alusão à região que alcançou a marca de 1,2 bilhão de barris produzidos só em 2022 e é a grande responsável por levar o país a nono produtor de petróleo no mundo, novo membro da OPEP e maior representante do setor na América Latina.

Extensão da promissora região da “Margem Equatorial”

“É importante destacar que o pré-sal é uma bacia única até o momento, principalmente, pela grande produtividade. Determinados poços produzem de forma extraordinária, algo em torno de 50 mil barris de petróleo por dia, número registrado em poucas localidades do mundo […] Na Margem Equatorial, a Petrobras começou agora pela Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, mas há uma campanha exploratória feita até anteriormente, que apontou reservas só nessa área algo em torno de quatro a seis bilhões de barris”, diz o engenheiro.

Mesmo sendo uma nova reserva de combustível fóssil, um dos principais responsáveis por acelerar a mudança climática, o especialista pontua que a Margem Equatorial será importante para garantir a segurança energética no país. “As energias [pseudo]sustentáveis ainda não conseguem atender toda a demanda e, por isso, a segurança energética traz o conceito de integração entre as diferentes fontes. Não dá para depender apenas do petróleo, que gera aumento das emissões, mas ainda não é possível abandona-lo totalmente pelos próximos 50 anos”, ele estima.

Como exemplo, o especialista cita a Alemanha, que chegou perto de um apagão de energia após abandonar o uso das sua usinas nucleares e o gás russo, que é menos poluente, por conta das sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN. Com isso, precisou recorrer ao carvão mineral, o mais poluente de todas as fontes, por não ter segurança energética em seu parque de produção.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy, apesar dos grandes desafios trazidos pela Margem Equatorial, o Brasil possui “liderança mundial tecnológica em exploração e produção” em regiões parecidas e desenvolveu toda uma cadeia produtiva de tecnologia nas últimas décadas. “O setor de petróleo brasileiro é capaz de realizar todas as atividades de perfuração, exploração e produção com as melhores tecnologias disponíveis, aliado à segurança e responsabilidade ambiental”, defende à Sputnik Brasil.

Brasil tem autossuficiência em petróleo?

Diante de uma necessidade de consumo de pelo menos um bilhão de barris de petróleo por ano, sem a descoberta do pré-sal, o Brasil estaria “quebrado” atualmente. É o que aponta o professor da UEPA, que lembrou que a Bacia de Campos, que é a outra fonte do combustível no país, produz menos de 30% da demanda do país. Isso tornaria insustentável as finanças do país, que perderia capacidade de investir em saúde e educação para comprar energia. O pré-sal complementa a demanda restante é o maior responsável pela autossuficiência em petróleo do país, apesar de ainda importar gasolina e diesel por falta de refinarias.

“Sabemos que as contas públicas não estão boas, o governo tenta zerar o déficit, que é algo super difícil, mas pelo menos há expectativas para o futuro”, diz. E com a proximidade das reservas do pré-sal se exaurirem, o possível papel da Margem Equatorial assume ainda mais importância para o país, acrescentou.

Internamente, os estudos e a exploração das cinco bacias (Amapá Águas Profundas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar) já tem sido motivo de divergências dentro do governo federal: enquanto o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem o empreendimento, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é mais resistente e vê possíveis impactos na transição energética do país para uma matriz limpa.

Por que a Petrobras aposta tanto na nova Margem Equatorial?

Para além da questão energética, o professor Antonio Batista classifica a Margem Equatorial como uma oportunidade inédita para a melhoria econômica e social no Norte e Nordeste, onde estão as maiores desigualdades do país.

Segundo ele, que atua há mais de 20 anos no setor, a indústria do petróleo e gás é responsável por criar toda uma cadeia de comércio e serviços nas localidades em que atua, além de alavancar os cofres públicos de estados e municípios com pagamentos de royalties e aumento expressivo na arrecadação de impostos.

“Para manter um navio plataforma em alto mar, é necessária toda uma cadeia ampla e diversificada de suprimentos, materiais e serviços onde a atividade acontece. Vai desde empresas especializadas em recuperação de máquinas até hotelaria, alimentação e mercado imobiliário […] Isso por si só mostra as oportunidades que a indústria de petróleo gera enquanto investimentos, geração de empregos e movimentação de negócios na cadeia de fornecedores, além da instalação de empresas multinacionais”, resume.

Como a dependência do petróleo contribui para as mudanças climáticas

Na contramão do que defende a Petrobras, ambientalistas reagem à possível exploração de petróleo na Margem Equatorial, cuja reserva seria responsável por emitir entre 4 bilhões e 13 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Os dados foram elaborados pelo Observatório do Clima e podem ser comparados a tudo o que Estados Unidos (5,3 bilhões) e China (12,3 bilhões) lançaram em 2020, os dois países mais poluidores do mundo.

Diante disso, os dados da entidade apontam que as emissões do combustível retirado da região seria equivalente a postergar o desmatamento da Amazônia em 30 anos. Outro ponto sensível ressaltado é com relação à falta de estudos ambientais sobre a bacia sedimentar na Margem Equatorial, principalmente na região mais próxima à Foz do Amazonas. A região é classificada como de “extremamente alta relevância biológica”.

Há poucos registros científicos sobre a área, cujos estudos maiores foram publicados apenas após 2016. E a exploração, apontam ambientalistas, poderia ainda colocar em risco todo um corredor ecológico de cerca de 56 mil quilômetros quadrados, área maior que o estado de Sergipe, com diversos corais, esponjas e algas.

O diretor técnico do Instituto Internacional Arayara e do Observatório do Petróleo e Gás, Juliano Bueno de Araújo, acrescenta à Sputnik Brasil que ainda há muitas áreas prioritárias ao longo dos cinco estados que compõem o território para conservação da biodiversidade. “Contam com a presença de habitats endêmicos à reprodução e rota migratória de diversas espécies sob risco ou severo risco de extinção, como tartarugas e peixes-boi marinhos. Além disso, os impactos das atividades poderão afetar a economia local e tradicional da pesca”, resume.

De acordo com o especialista, a bacia próxima ao Amapá também traz grandes desafios exploratórios por conta da forte correnteza da região, oriunda do rio Amazonas. No caso de um derramamento de óleo, que a Petrobras garante ter baixas possibilidade de acontecer, o fluxo marítimo levaria o material para águas internacionais em direção ao Caribe.

“Surgiriam conflitos internacionais para o controle e a retirada do óleo, além de medidas compensatórias. Até o momento o país já demonstrou estar despreparado para responder a esses acidentes, como ficou evidente no final do ano de 2011, com o derramamento pela plataforma da Chevron na Bacia de Campos, e durante o vazamento de 2020 que assolou todo litoral norte do país”, pontua.

Novo pré-sal: há risco aos corais amazônicos?

Já o professor titular de geologia marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF), Alberto Figueiredo, alegou à Sputnik Brasil que entidades internacionais tem associado a região da Margem Equatorial com imagens de recifes de corais existentes no Caribe entre 150 e 200 metros de profundidade, o que “desperta o interesse na preservação do meio ambiente, que é louvável”. Porém, como essa não é a realidade da área e a comparação, segundo o especialista, atrapalha o desenvolvimento da região, que na realidade conta com algas calcárias que não são formadoras de corais.

As bacias que são alvo dos estudos da Petrobras ficam em áreas sem a luminosidade e transparência da água necessárias para uma intensa vida marinha. Por fim, o professor de marinha lembra que os sedimentos lamosos vindos do rio Amazonas são “esporadicamente” depositados no fundo dessa região, o que impede o “desenvolvimento dos corais”.


“Precisamos do seu apoio para continuar nosso trabalho baseado em pesquisa independente e investigativa sobre as ameaças do Estado [Deep State] Profundo, et caterva, que a humanidade enfrenta. Sua contribuição, nos ajuda a nos mantermos à tona. Considere apoiar o nosso trabalho. Disponibilizamos o mecanismo Pay Pal, nossa conta na Caixa Econômica Federal   AGENCIA: 1803 – CONTA: 000780744759-2, Operação 1288, pelo PIX-CPF 211.365.990-53 (Caixa)”


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23