sexta-feira, 29 de julho de 2016

O FABULOSO PODER DAMEDITAÇÃO

mulher-fogo-kundalini-movimentoO poder da meditação




Posted by Thoth3126 on 25/07/2016



O poder da nova meditação

No momento em que cada vez mais pessoas vivem sob pressão e estresse constantes, ganha força no Brasil o Mindfulness, técnica criada nas universidades, que pode ser praticada em casa e até no trabalho e auxilia em tratamentos de saúde

V

ocê já lavou a louça prestando atenção somente no movimento das mãos? Ou tomou banho experimentando a sensação do sabonete ao tocar sua pele? Caminhou sentindo os pés pisarem no solo? A grande maioria das pessoas certamente responderia não a essas questões –proto e provavelmente as achariam tolas. Em um mundo cada vez mais acelerado, que exige respostas instantâneas, e onde ninguém tem tempo para nada, práticas cotidianas como as citadas acima são feitas no “piloto automático”. 

Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

O poder da nova meditação

Fabíola Perez e Camila Brandalise – Fonte: http://www.istoe.com.br/

Em contrapartida, médicos e psicólogos confirmam que nunca houve tanta gente sofrendo de estresse, ansiedade e depressão. Número que cresce de forma assustadora, à medida que o mundo acelera, as demandas aumentam e o dia continua com as mesmas e insuficientes 24 horas. Com isso, estar atento ao momento presente se tornou quase impossível.

A meditação pauta a vida da apresentadora Fernanda Lima: ”Minha prioridade é olhar o céu, o sol, pisar na areia, ficar com meus filhos. Depois vem todo o resto”

Em busca de aliviar o estresse opressivo ou até não entrar em colapso, cada vez mais pessoas têm lançado mão da meditação. Mas de um novo tipo, diferente daquela associada a denominações religiosas, praticada em ambientes imaculados e tranquilos. Nascido em prestigiosas universidades dos Estados Unidos e da Europa, o Mindfulness, chamado também de consciência ou atenção plena, está causando uma revolução no jeito de se meditar.

Por meio de exercícios de respiração e concentração, a técnica ajuda a combater os males da nossa época de uma forma simples e pode ser adotada em todas as ações do cotidiano. Além disso, pesquisadores confirmam seus efeitos positivos à saúde. Já famoso internacionalmente, o Mindfulness ganhou força no Brasil e começa a ser estudado e aplicado em universidades, consultórios e também no Sistema Único de Saúde (SUS)

HARMONIA


Ao contrário das meditações que exigem posições específicas, o Mindfulness tem como objetivo estimular o cérebro a perceber os movimentos do corpo e as sensações em qualquer situação. A apresentadora Fernanda Lima, 38 anos, medita há 16, desde que começou a praticar ioga. O dia a dia corrido não a impede de meditar. Ela conta que antes de dormir, tira o travesseiro da cama, fica com o corpo reto e faz os exercícios de respiração. Essa é uma das técnicas mais utilizadas pelo Mindfulness.

Trata-se do “escaneamento corporal”, quando uma pessoa fica na posição horizontal e é estimulada a sentir todas as partes do corpo por meio da mente e da respiração. Segundo ela, os brasileiros precisam desmistificar a meditação. “Tento explicar que o objetivo é entrar em contato com os pensamentos, manter a respiração e organizar pensamentos por prioridades.” 

Fernanda também adotou o hábito de meditar pela manhã, antes de começar suas atividades. “Comprei um banquinho e fico respirando por 10 minutos, depois disso me sinto renovada.” As pesquisas sobre Mindfulness começaram em 1979, na Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos. O médico Jon Kabat-Zinn desenvolveu um programa para reduzir o estresse baseado na prática. O método também foi estudado na Universidade de Oxford, na Inglaterra.


“Foi o avanço científico que permitiu o boom que estamos vendo hoje”, afirma o psicólogo clínico Marcelo Batista de Oliveira, do Centro Paulista de Mindfulness. Aos poucos, conforme os estudos avançavam, os especialistas percebiam que esse tipo de meditação, que surgiu no meio acadêmico e era desvinculado de qualquer religião, conseguia reduzir os níveis de estresse e ansiedade dos pacientes.

O segredo era colocar na rotina práticas diárias para exercitar o “estar presente”. Pioneira nos estudos dos benefícios do Mindfulness no cérebro, a neurocientista norte-americana Sara Lazar detectou, em 2005, que o córtex pré-frontal – a área do cérebro responsável pela concentração, memória e tomada de decisões – era mais estimulada no grupo de pessoas que faziam meditação. Em 2011, um segundo estudo revelou que as práticas meditativas provocam um aumento de volume em regiões da mente relacionadas à regulação emocional, à empatia e à cognição.

Logo, o método avançou para outros países e chegou ao Brasil em 2006. Um dos primeiros nomes a investigar os efeitos do Mindfulness aplicado à saúde foi a neurocientista Elisa Kozasa, pesquisadora do Hospital Israelita Albert Einstein. “Hoje existem diferentes estudos para redução de estresse, ansiedade, dor crônica e prevenção de recaídas para usuários de drogas”, diz ela.


Com isso, a nova meditação também ganhou força como técnica integrativa aos tratamentos de saúde convencionais. Desde setembro de 2015, as práticas de Mindfulness começaram a ser oferecidas pelo programa de extensão da Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o SUS, no Centro Brasileiro de Mindfulnes e Promoção da Saúde.

O coordenador do programa, Marcelo Demarzo explica que a principal aplicação da técnica é prevenir recaídas em casos de ansiedade, dor crônica e depressão.“As práticas diminuem em até 50% a chance de voltar a sentir esses males”, diz. “A pessoa se coloca como observador de si mesmo e faz uma espécie de desintoxicação do pensamento.” Funciona assim: as Unidades Básicas de Saúde enviam pacientes para fazer exercícios da prática.

Eles passam por uma análise inicial, na qual é avaliado o grau de ansiedade, o estilo de vida e o uso de medicamentos. Com isso, eles podem ou não começar o curso de oito sessões. A psicóloga Malu Favarato, 51 anos, conheceu o Mindfulness no ano passado. Ela trabalha como voluntária na triagem de pacientes para o curso.

“Para quebrar a rotina de estresse e sair do piloto automático faço algumas práticas por 20 minutos”, diz ela. “No começo era mais difícil, hoje me concentro na respiração com mais facilidade, levo a atenção para onde tenho dores.” A irmã e artista plástica, Milene, de 46 anos, tem transtorno bipolar e crises de depressão.


Com a ajuda de Malu, fez o curso em outubro. “Em 2014, fui diagnosticada com artrose cervical, tomava antidepressivo, estabilizador de ânimo e ansiolítico”, afirma. Hoje a medicação já foi reduzida pela metade. “Mudou meu estilo de vida”, diz. A pesquisadora da Unifesp, Isabel Weiss, explica que esse é o objetivo da técnica. “São exercícios de respiração para acalmar. Os pacientes conhecem suas necessidades por meio do próprio corpo.”

No Brasil, Isabel foi a primeira a estudar os efeitos do Mindfulness para a prevenção de recaídas em usuários de drogas e fumantes. Nesses casos, foram desenvolvidas práticas específicas como o exercício “surfando na fissura”, no qual o usuário é conduzido a uma situação de desconforto e aprende a lidar com a onda de emoções do momento até passar.

“Tendemos a reagir negativamente sempre”, diz. Atraída pelas práticas de atenção plena, a dermatologista Carolina Marçon fez o curso da Unifesp em novembro. “Nossas reações ocorrem baseadas na memória que temos de um fato e não no fato em si”, afirma. “Essas técnicas nos ancoram no momento presente.” 


Para ela, a meditação ajudou a tomar decisões sem uma carga emocional tão elevada, a ter mais discernimento e clareza. Hoje, recomenda o Mindfulness em seu consultório para ampliar os efeitos do tratamento convencional. “A pele está totalmente ligada às questões emocionais e ao sistema nervoso”, afirma. Nos EUA, existem casos de pacientes com psoríase que responderam melhor ao tratamento com a meditação. 

O Mindfulness também está sendo adotada no universo corporativo. “Para garantir a qualidade de vida, prevenir o burnout (ponto máximo de estresse) e desenvolver estratégias de liderança, a meditação é muito eficiente”, diz Demarzo, da Unifesp. Embora ainda precise ser mais difundido, o método praticado nas empresas, e mais disseminado entre profissionais da saúde, ajuda a desenvolver habilidades cognitivas importantes.

Com um dia corrido, que exige ir de uma academia à outra para dar aulas, a personal trainer e professora de fitness Lara Magnet Dias, 41 anos, conta que a rotina de trabalho sempre lhe gerou ansiedade. “Me cobrava muito”, diz. Ao conhecer o Mindfulness, a maneira de lidar com a rotina mudou. “O meu dia é tão agitado quanto antes, mas lido de maneira diferente, com menos cobrança”, afirma. Lara também conta que dá mais valor aos momentos em que está com a filha, Isabela, de 2 anos. Para o relações públicas Mateus Furlanetto, 37 anos, conhecer o método também ajudou no trabalho, mas ele aponta outro viés. “O que mais senti foi que consegui tirar de mim o sentimento de culpa por não estar fazendo e produzindo mil coisas”, diz. “Também acredito que hoje consigo dar uma dimensão real aos problemas, sem ampliá-los.” Para a empresária Fernanda Prando Godoy, 47 anos, meditar é tão essencial que ela tira um tempo no próprio escritório para a prática.

“Sou uma pessoa ansiosa, lido com prazos e com pressão. Tento meditar duas vezes por dia, por 30 minutos.” Mas a experiência, claro, teve reflexos além da área profissional. “Hoje presto mais atenção na comida, coisa que nunca tinha feito. Noto a cor, o cheiro.” O bom da técnica é que não são necessários cursos dispendiosos e demorados para aprendê-la. Há uma série de aplicativos bastante didáticos disponíveis (leia ao lado).

Por ter nascido em universidades e longe de um contexto religioso, o Mindfulness não impõem condições aos novos adeptos da prática. Não há contra-indicação e a experiência, dizem os especialistas e praticantes, é única e individual. Os benefícios surgem quando menos se espera. “Percebi o efeito da prática num dia que tive uma discussão com um cliente por telefone. Eu desliguei e o problema foi desligado junto. Em outros tempos, ficaria ruminando aquela situação por horas”, diz a empresária Fernanda Godoy.


Ainda que as práticas de meditação sejam inúmeras e existam há milhares de anos, entender os mecanismos de como elas funcionam, a partir do espectro neurocientífico, é o que tem feito a nova meditação prosperar. “A ciência do Mindfulness avançou de uma tradição misteriosa para uma prática secular, benéfica e tão simples quanto escovar os dentes pela manhã”, afirma a neurocientista Claudia Aguirre, do aplicativo Headspace.

Foto: Ale de Souza, João Castellano/Istoé; Airam Abel, Airam Abel; João Castellano/Istoé 

Saiba mais sobre SAÚDE em:

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

DAS CRÔNICAS DE LUIS FERNANDO VERISSIMO - O TRONCO














O TRONCO

O coronel tem um preto que tira ele da cama, bota na cadeira de rodas e empurra a cadeira. É fácil, porque o coronel é só um tronco com a cabeça e um braço, mas o preto geme.
– Oigale…
– Tá gemendo por que, negro?
– O senhor ta ficando gordo, coronel.
– Tu é que ta ficando fraco, negro.
O negro é mais velho do que o coronel, que tem 170 anos.
Ninguém sabe a idade do negro. Ele diz que tem duzentos, mas o coronel faz pouco.
– Só porque é número redondo.
– Se não é duzentos é trezentos.
– Te fecha, negro.
A cadeira é tosca, com rodas de madeira maciça.
– Oigate…
– Ô negro mole.
– Precisa de graxa nas rodas, coronel.
– Se tivesse graxa não precisava de ti, negro. Empurra, safado.
– A la putcha.
– Força que tu nasceu pra isso.
Como o coronel perdeu as pernas?
– Esta aqui, perdi na guerra de 35.
– Foi à outra – corrige o cavalo do coronel, o Toscano, filho do Tostado, neto
do Torrão. O cavalo dorme no mesmo quarto com o coronel.
– A perna é minha, mas ele é que sabe… Foi em 35!
– Foi em 23.
– Quer saber mais do que eu?
– Foi meu pai, o Tostado, que caiu em cima da tua perna, mal-agradecido.
– Cavalo era o torrão. Matava castelhano a dentada e pica-pau a coice. Não era
um monte de bosta como tu e teu pai. Nunca vi cavalo maricas.
– Maricas não!
E as pernas coronel?
– Esta perdi na guerra de 35, esta na de 23.
– E o braço?
– Foi num duelo. Lá pra banda de Não Sei Onde.
– Malmequer – corrige o cavalo.
– Te arranca, matungo fresco! O duelo foi por uma china, a Toleda. Uma que fazia
trança na virilha.
– E como terminou o duelo, coronel?
– Empate. Ele me cortou o braço e eu lhe cortei a cabeça.
O coronel conta que enterrou o braço com a mão fazendo figa. Antes já tinha enterrado as duas pernas com honras militares.
– Quando chegar no céu, vou encontrar minha mãe, a Santa, meu pai, o capitão
Glaucério, minhas irmãs, a Danica, que morreu de bucho, e a Maneca que morreu de corrimento, meus irmãos Glaucindo, que morreu dos nervos, e o Glaumancio, que morreu de catarro duro, minha primeira mulher, a falecida Begôncia, que morreu de bexiga solta e a minha segunda mulher, a falecida Meminha, que morreu de ruim. E o Torrão velho, e todos os meus camaradas, e a China Valmira, a única mulher que eu amei e matei com um tiro porque me enganava.
– Matou com um tiro porque lhe enganava, coronel?
– Era com um baiano, não tinha outro jeito. E no céu também vão estar o meu braço e as minhas duas pernas me esperando. Vai ser uma reunião de juntar gente.
Cosa mui linda.
– E os homens que o senhor matou, coronel?
– Desses nenhum vai estar lá. Quem não era castelhano era pica-pau e quem não era pica-pau era safado.
– Dizem que o senhor tem cento e dezessete balas no corpo, coronel.
– Eram cento e dezessete, mas já guspi dez e caguei quatro. Quantas sobram
negro?
– Cem.
– Esse aí sempre gostou de número redondo.
– E a história do pênis, coronel?
– Ri,ri,ri – faz o cachorro, o velho Tubino.
– Ta rindo do que, sarna pura?
– Nada, coronel.
– É verdade que o senhor perdeu o pênis em 93?
– Pois foi. Um ricochetaço.
– E enterrou o pênis também?
– O quê? Esse está mais vivo do que eu. Negro, traz a guasqueira.
O negro vai arrastando os pés e volta com uma caixa de madeira. O coronel abre a caixa e mostra.
– Olhe que beleza. Ta corado, o bicho. Negro, leva ele na Doca.
– Agora, coronel?
– Agora. Dizem que tem mulher nova.
– E lá vai o negro com a caixa embaixo do braço para a casa da Doca.
– Esse não morre – diz o coronel, apontando com o queixo não se sabe se pro negro ou pro pênis. – Eu morro esse fica.
– O senhor acha que vai morrer, coronel?
– Bueno, tenho escarrado verde barbaridade. Acho que más um inverno me liquida.
– Mas o senhor já passou por cento e setenta invernos.
– E cada um tirou uma lasca.
– Alguma tristeza, coronel? Saudade? Sentimento?
– Olhe. De vez em quando eu penso no velho Torrão e me dá uma coisa aqui. Cavalo
especial estava ali.
O coronel vê que o Toscano se prepara para dizer alguma coisa e grita na sua direção.
– E não era respondão!
– Mais alguma coisa, coronel? Remorso? Melancolia?
O coronel atira a cabeça para trás. O coronel tem um cheiro ruim.
Dizem que está apodrecendo, mas dizem isto há tanto tempo. O coronel fecha os olhos.
– Tem umas noites de lua cheia…
– Sim coronel?
– Um cheiro doce no ar, muito antigo. Um barulho de água correndo nas pedras…
– Muita vida, coronel.
– Demás. Até faz mal.
– E o que é isso na sua cabeça, coronel? Parece cabelo novo.
– Pôs acho que é macega, tchê.
– Vida demais, coronel.
– É. Vicia. A gente não sabe mais o que é e o que não é. Até as paredes começava falar com a gente.

Nisso o coronel olha em volta e está sozinho.

domingo, 24 de julho de 2016

CRÔNICA DE LUIS FERNANDO VERISSIMO MUITO APROPRIADA PARA NOSSOS DIAS - LADRÃO DE GALINHAS

E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

"Os canas pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.
- Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pro xilindró ! Gritou o delegado.
- Mas não era para eu comer não não. Era para vender.
- Pior. Venda de produto roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha! repetiu a autoridade.
- Mas eu vendia mais caro, eu não concorria não.
- Mais caro? Como assim...
- Espalhei o boato que as galinhas de galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons, caipira legítimo.
- Mas eram as mesmas galinhas, safado.
- Os ovos das minhas eu pintava.
- Que grande pilantra... 171. Estelionatário refinado.
Nessa altura da conversa já havia um certo respeito no tom do delegado.
- Ainda bem que tu vais preso. Se o dono do galinheiro te pega...
- Já me pegou. Mas fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Aí convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou melhor, um ovigopólio.
- E o que você faz com o lucro do seu negócio?
- Especulo com dólar, na bolsa... Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros, juiz. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do Governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou vir um cafezinho para o preso e perguntou-lhe se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
- Milionário ? Não. Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
- E, com tudo isso, o Doutor continua roubando galinhas?
- Às vezes. Sabe como é...
- Não sei não, Excelência. Me explique melhor.
- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova !
- O que e isso, Excelência? O senhor não vai ser preso não.
- Mas fui preso em flagrante delito, pulando a cerca do galinheiro!
- Sim. Mas és primário, e com esses antecedentes... É a Lei Fleuri...


SERIA, DE FATO, O ESTADO ISLÂMICO UMA CRIAÇÃO NORTE-AMERICANA?

EI – Estado Islâmico é uma criação dos EUA (CIA) e Israel (Mossad)
Posted by Thoth3126 on 23/07/2016

O Iraque sabe: “É óbvio para todos que ISIS (EI-DAESH) é uma criação dos Estados Unidos (CIA) e de Israel (Mossad)“
Desde o incrivelmente rápido e fulminante surgimento do ISIS na cena global, tem havido especulação de que este subproduto derivado da Al-Qaeda (também criado pela CIA-EUA), todas organizações “terroristas” se não fossem criados pela CIA, para em seguida, mas com certeza serem financiados por Langley (CIA) por cortesia da Operation Cyclone na sua fase “combatente da liberdade”, teve o apoio implícito ou explícito, quer do serviço de inteligência dos Estados Unidos e/ou Israel (CIA e MOSSAD).
Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

O Iraque sabe: “É óbvio para todos que ISIS é uma criação dos Estados Unidos (CIA) e de Israel (Mossad)“
Enviado por Tyler Durden – Fonte: http://www.zerohedge.com/
Em nenhum lugar do planeta essa especulação é mais comentada do que no país que sofreu os maiores ataques do ISIS: O Iraque, ou melhor, o que restou do país, agora que ele esta dividido em sul do Iraque, o Estado Islâmico, e uma região curda que silenciosamente vende petróleo para compradores desconhecidos a preços especiais.
Para os moradores do Iraque não há mistério: “É óbvio para todos que o Estado islâmico é uma criação dos Estados Unidos e de Israel “, diz Omar al-Jabouri, 31, um muçulmano sunita de um bairro predominantemente xiita de Bagdá. Sua visão ecoa o que um grande número de seus compatriotas pensam:
De NYT: “Sabemos QUEM criou a DAESH”(Estado Islâmico), disse Bahaa al-Araji, um vice-primeiro ministro, usando uma abreviação árabe para o Estado Islâmico no sábado em uma manifestação convocada pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr para alertar contra o eventual envio de tropas terrestres norte americanas combater o EI. Al-Sadr culpou publicamente a CIA pela criação do Estado Islâmico, em um discurso na semana passada, e as entrevistas sugerem que a maioria dos poucos milhares de pessoas na manifestação, incluindo dezenas de membros do Parlamento, subscreveram a mesma teoria. (Al-Sadr é considerado próximo ao IRÃ, e essa teoria é popular por lá também.)
Quando um jornalista americano perguntou ao Sr. Bahaa al-Araji para esclarecer se ele culpava a CIA pela criação do EI-Estado Islâmico, ele recuou: “Eu não sei. Eu sou uma das pessoas mais pobres “, disse ele, falando fluentemente Inglês e rapidamente recuando em direção à porta aberta de um carro SUV com motorista. “Mas tememos muito. Obrigado! “
Indivíduo esperto: poderia haver um aeronave drone Predator voando acima carregado e armado, pronto para atirar.
{n.t.– O termo árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante é DAESH, um acrônimo de: al- D awla um l-Islamiya al-Iraq Al- Sh am. Daesh é um acrônimo livre para se referir ao grupo, mas, além disso, o grupo terrorista odeia o nome.
Ele é considerado um insulto, porque soa como o árabe “Daes”, que significa“aquele que esmaga algo sob os pés”, bem como “Dahes”, que significa“aquele que semeia discórdia”. Desta forma é como os civis árabes e os inimigos dos mercenários se referem ao grupo terrorista e o grupo não gosta desse nome.”}
Mas por que os iraquianos são dominados por essa “teoria da conspiração”, pelo menos até que isso seja um fato comprovado? De acordo com o NYT, a prevalência da teoria nas ruas ressaltam as profundas suspeitas do retorno dos militares norte americanos ao Iraque mais de uma década após a sua invasão, em 2003. A aprovação ocasional por um alto funcionário do pais, porém, foi também um lembrete que aponta que o novo governo iraquiano pode ser um parceiro difícil para uma nova campanha militar no Iraque liderada pelos EUA para expulsar os (pretensos) extremistas do EI.


Em suma, os EUA tem zero credibilidade no exterior, sempre com um governo fantoche dos Estados Unidos sendo colocado no poder (n.t. pela elite que controla de fato o pais) para substituir o governo dos Estados Unidos-fantoche precedente:
Obama se comprometeu a não enviar tropas de combate, mas ele parece ter convencido poucos iraquianos. “Nós não confiamos nele”, disse Raad Hatem, um iraquiano na casa dos 40 anos, Haidar al-Assadi, também 40 anos, concordou. “O Estado Islâmico é uma clara criação dos Estados Unidos, e os Estados Unidos estão tentando intervir novamente usando a desculpa (n.t. novamente “TERRORISTAS”) do Estado Islâmico “, disse ele.
Milícias xiitas e voluntários, segundo ele, já estavam respondendo ao chamado de líderes religiosos para defender o Iraque da invasão do Estado Islâmico sem a ajuda norte americana. “Esta é a forma como o fazemos”, disse ele, acrescentando que estas mesmas forças irão manter as tropas norte americanas fora do Iraque. ” A principal razão pela qual Obama está dizendo que não vai invadir de novo o Iraque é porque ele sabe que a resistência islâmica “das milícias xiitas” existe e ele não quer perder um único soldado.”
Para ter certeza, não é só os EUA, que esta sendo acusado: um pouco da culpa é reservada para o governo do ex-presidente do pais, Maliki, que, como um lembrete, era um fantoche (da CIA) inicialmente colocado em seu posto por ninguém menos do que os EUA.
Muitos iraquianos presentes no comício em Bagdá disseram que acolheu os ataques aéreos dos EUA contra o Estado Islâmico de Baghdadi, mas não as forças terrestres norte americanas, a posição que o Sr. Sadr tomou. Muitos dos 30 parlamentares apoiados pela Al-Sadr – de um Parlamento de 328 assentos – compareceram ao comício.
Os apoiadores de Al-Sadr fazem oposição a al-Maliki, o ex-primeiro-ministro, e muitos no comício foram rápidos em criticar o governo anterior para evitar erros do governo como deixar de construir um exército mais confiável para o pais. “Tivemos um bom exército, então onde está esse exército agora?”, Perguntou Waleed al-Hasnawi, 35 “Maliki deu-lhes tudo, mas eles simplesmente abandonaram o campo de batalha.”
Mas poucos culpavam Maliki por alienar os sunitas, como as autoridades norte americanas afirmam, ao permitir abusos sectários sob as forças de segurança xiita.
Omar al-Jabouri, 31, um muçulmano sunita de um bairro predominantemente xiita de Bagdá, que participou da reunião e disse que ele era um voluntário junto a uma brigada xiita, argumentou que Maliki tinha alienado a maioria dos iraquianos, independentemente de sua seita religiosa. “Ele não apenas excluiu e marginalizou os sunitas; ele ignorou as pessoas xiitas, também”, disse Jabouri. “Maliki deu sim uma ajuda especial para a sua família, os seus amigos, para pessoas próximas a ele. Ele realmente não ajudou as pessoas xiitas, como muitas pessoas pensam.”
O ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), Edward Snowden, revelou que a inteligência britânica (MI6), norte americana (CIA) e o Mossad israelense trabalharam em conjunto para criar o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS). Snowden disse que os serviços de inteligência dos três países criaram uma organização terrorista que é capaz de atrair todos os extremistas do mundo para um lugar, usando uma estratégia chamada de “ninho de vespas”. Documentos da NSA se referem a recente implementação do “ninho de vespas” para proteger a entidade (Israel) sionista através da criação de slogans religiosos e islâmicos radicais. De acordo com documentos divulgados por Snowden, “A única solução para a proteção do Estado judeu é criar um inimigo perto de suas fronteiras“. Vazamentos revelou que o líder do ISIS, Abu Bakr Al Baghdadi teve treinamento militar intensivo durante um ano inteiro nas mãos do Mossad, em Israel, além de cursos de teologia e da arte de expressão. FONTE.
E enquanto o sentimento de apreensão é misturado para os políticos locais, existe unanimidade e não há debate quando se trata do maior “flagelo terrorista” desde Osama bin Laden:
… O EI-Estado islâmico é uma história diferente, disse Jabouri. “É óbvio para todos que o Estado islâmico é uma criação dos Estados Unidos e de Israel.”
Talvez isso seja uma certeza para todos no Iraque hoje …Postado Setembro 2014.
(n.t. esta ficando cada vez mais difícil para os manipuladores a continuidade e a implantação de novos projetos, as pessoas em todo o planeta estão fartas de tanta hipocrisia, controle e manipulação e estão começando a perceber a “realidade”.)
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CHINA FAZ GIGANTESCO ESFORÇO PARA TORNAR-SE A MAIOR POTÊNCIA DO MUNDO

China: Quatro áreas inesperadas em que país investe para ser nº 1 do mundo
Posted by Thoth3126 on 24/07/2016

Quatro áreas inesperadas em que a China investe para ser número 1 do mundo
Após mais de duas décadas de crescimento acelerado e com US$ 3,3 trilhões em reservas, a China tem dinheiro de sobra para investir no que quiser – e quando resolve investir, não costuma economizar. Seu orçamento militar aumenta a cada ano, suas ambições espaciais crescem enquanto outros países fazem cortes em programas dessa área e seu investimento em fontes de energia é cada vez maior para sustentar seu crescimento.
Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

China: Quatro áreas inesperadas em que país investe para ser nº 1 do mundo

Da BBC Mundo – Fonte: http://www.bbc.com/
Mas a China também surpreende com seus investimentos. Ao mesmo tempo em que o gigante asiático é reconhecido como principal poluidor do planeta e potência “dependente” de combustíveis fósseis – como petróleo e carvão -, Pequim também gasta bilhões de dólares em energia verde.
E quando investe em esporte, o país não se contenta em sediar e brilhar nos Jogos Olímpicos, mas mostra que busca se reinventar como novo polo do futebol mundial – como era de se esperar, não está economizando para conseguir isso. Oferecendo salários astronômicos, a China tem atraído grandes jogadores do Brasil e da Europa para fortalecer sua liga. Veja abaixo quatro áreas inesperadas em que a China está investindo pesado para ser a “número 1 do mundo”.
China, pais com maior população do mundo e integrante dos países denominados como BRICS

1) Exploração espacial
Há poucos dias, a China surpreendeu o mundo ao anunciar um deslocamento de quase 10 mil pessoas na província de Guizhou, no sudoeste do país, para instalar o maior radiotelescópio do mundo. O objetivo desse projeto gigantesco é buscar vida inteligente em outros lugares do universo. Mas a China não só observa o espaço, como também vai até ele.
O país asiático investiu relativamente tarde na corrida espacial e fez isso utilizando tecnologia estrangeira – mais precisamente, a russa. Quando a China lançou seu primeiro satélite, em 1970, os Estados Unidos já haviam colocado vários em órbita e seus astronautas já haviam até chegado à Lua.
O país asiático só levou seu primeiro homem ao espaço em 2003 – mas desde então, os chineses não pararam mais. Dez anos depois, o robô “Coelho de Jade” chegava à Lua. E enquanto outros programas espaciais começaram a reduzir seus orçamentos, o programa espacial chinês continua sendo sustentado “por sua ambição”, como disse à CNN o professor Louis Brennan, autor do livro O Negócio do Espaço.
“A China alcançou sucesso rapidamente e agora tem planos a longo prazo para futuras aventuras espaciais, incluindo Marte”, acrescentou Brennan. E ainda que o orçamento do programa espacial chinês siga sendo menor que o da Nasa (agência espacial americana), a China continua traçando planos ambiciosos para o futuro.
A China aumentou o investimento em seu programa espacial e quer enviar um homem à Lua até 2022.

Seus objetivos declarados são colocar um homem na Lua até 2022 e existe ainda um rumor sobre uma parceria com a Rússia para construir uma base lunar. Em terra, os cientistas chineses constroem sua própria estação espacial: Tiangong 2. A primeira peça poderia viajar ao espaço ainda neste ano e todo o projeto estaria terminado em 2022, época em que a atual Estação Espacial Internacional (EEI) poderia ficar fora de uso.
A EEI é um projeto conjunto de Estados Unidos, Europa, Rússia, Japão e Canadá; a China sempre foi deixada de lado nesta iniciativa devido à desconfiança americana sobre as intenções do programa espacial chinês, controlado em grande parte pelo Exército do país.

2) Energia verde
“As pessoas acham que a China continua sendo como era nas décadas passadas. Mas agora eles são o maior produtor de energia eólica no mundo. O país aumentou cerca de 25% sua produção de energias renováveis em 10 anos, começando (praticamente) do nada. São sinais muito importantes de que a China está caminhando na direção correta.”
Essa declaração de Maria van der Hoeven, titular da Agência Internacional de Energia, foi dada à BBC em 2015, em referência ao pouco crédito que se dava à aposta do gigante asiático por mudar sua matriz energética. Ainda assim, a fama da China como país contaminador não é infundada: o país continua sendo o principal emissor de gases do efeito estufa e planeja reduzir essas emissões somente no ano de 2030.
A poluição é um dos principais efeitos ‘colaterais’ do crescimento chinês.- AFP

Segundo a ONG The Climate Group, em 2020, a China será responsável por 32% das emissões globais desses gases, produzindo 70% mais dióxido de carbono do que os Estados Unidos. Mas sua sede insaciável por petróleo importado e os altos índices de poluição do ar em suas principais cidades, causada, entre outras razões, pelas minas de carvão que ainda funcionam no país, obrigaram-na a refazer sua estratégia alguns anos atrás.
Segundo dados da agência Bloomberg, o gigante asiático se tornou o maior mercado de energia renovável do mundo. Ao fim de 2014, as energias renováveis geravam ao país 433 gigawatts, mais que o dobro dos 182 gigawatts alcançados pelos EUA no mesmo período.
Ainda que mais de 60% do sistema de geração de energia da China dependa do carvão, o combustível fóssil que mais polui o ar, outras fontes de energia começam a surgir com força. As usinas hidrelétricas geram 21% da energia do país, seguidas pela eólicas.
Quase uma em cada três turbinas eólicas do mundo se encontra na China, assim como 17% da produção de energia solar. Outra aposta é a energia nuclear: dos 67 reatores que estão atualmente em construção no mundo, 23 se encontram na China.
E em 2017 entrará em vigência o mercado nacional de emissões de carbono, que obrigará as empresas chinesas que excederem os limites de emissões fixados pelo governo a pagarem multas – e permitindo que as empresas que gerarem abaixo do limite vendam cotas de emissão.
Energia eólica constitui 8% de toda a energia produzida no país.

3) Futebol
Já há alguns anos, o futebol chinês tem atraído jogadores do mundo todo pelos altos salários. Mas neste ano, esse “fenômeno” ganhou proporções inéditas, com a liga do país atraindo craques de seleções mundiais – como a brasileira.
Somente o Corinthians, atual campeão brasileiro, perdeu quatro titulares para o futebol chinês: o zagueiro Gil, o volante Ralf, e os meias Renato Augusto e Jadson. O país ainda está tentando levar mais jogadores no Brasil, como o atacante Ricardo Oliveira, do Santos, que teve uma oferta recusada pelo clube.
“Eu não escolhi a China, a China me escolheu. Minha ideia inicial não era essa, mas os jogadores têm 10 anos para ganhar dinheiro. Então, quando chega uma proposta dessa, que te permite pensar nos seus filhos e talvez até nos seus netos, é lógico que você balança”, disse Renato Augusto em sua entrevista de despedida do Corinthians.
Na Europa, outros brasileiros também deixaram suas equipes atraídos pelos altos salários da China – como o volante Ramires, que estava no Chelsea, e o também volante Paulinho, que era do Tottenham. Outros grandes nomes do futebol europeu também optaram pela China, como o argentino Ezequiel Lavezzi, que estava no PSG, o senegalês Demba Ba, que jogava pelo Besiktas, e o costa-marfinense Gervinho, que atuava pela Roma.
Brasileiro Ramires trocou o Chelsea, na Inglaterra, pelo Jiangsu Suning, da China.

Chamaram a atenção também a compra do atacante colombiano Jackson Martínez, que estava no Atlético de Madri, por US$ 45 milhões – e a do brasileiro Alex Teixeira, adquirido do Shaktar Donetsk por US$ 54,4 milhões – a contratação mais cara da história do futebol asiático e também a mais cara desta janela de transferências no mundo todo.
“Martínez não só se tornou a transferência mais cara do recém-finalizado período de contratações no mundo, superando inclusive as transferências da Premier League (inglesa), como também mostra a força que a China está tendo no mundo do futebol”, analisou Jose Miguel Pinochet, especialista de esportes da BBC Mundo.
O principal aliado do futebol chinês atualmente tem sido o presidente do país e chefe do Partido Comunista, Xi Jinping. Grande admirador do esporte, ele aprovou, no ano passado, um plano de reforma para o futebol no país. “Xi, que chegou a sugerir que a China deveria começar a treinar os bebês para conseguir sucesso, disse que seus três desejos são: voltar a classificar o país para uma Copa do Mundo, sediar o Mundial e conquistá-lo”, disse Pinochet.
Curiosamente, o crescimento do futebol chinês também permite uma comparação com os Estados Unidos, assim como ocorre com os orçamentos da Defesa e do programa espacial e com a geração de gases poluidores. Nos últimos 10 anos, a liga americana de futebol (MLS) vem aumentando a atratividade do seu torneio graças às contratações de David Beckham, Thierry Henry, David Villa, Andrea Pirlo, Frank Lampard e Kaká, entre outros.
Mas o investimento chinês na liga local pode até superar o da MLS na hora de seduzir as estrelas do futebol mundial, ao menos no quesito econômico. Isso porque atualmente os times americanos só estão autorizados a pagar salários acima do teto permitido a três de seus jogadores (no caso, por exemplo, do New York City FC, os três que ganham acima do teto são Villa, Lampard e Pirlo).
Na China, não existem regulamentações nesse sentido, então os times da liga podem pagar o que quiserem a quem quiserem.
A China comprou seu primeiro porta-aviões da Rússia por US$ 20 milhões.

4) Porta-aviões
O país asiático é o segundo com maior gasto militar do mundo – ainda que fique muito longe do primeiro da lista: os Estados Unidos. Enquanto o orçamento militar chinês chegou a US$ 130 bilhões em 2014, o solicitado para o ano fiscal de 2016 por Barack Obama foi de US$ 585 bilhões.
Mas em que a China gasta esse dinheiro, além de pagar os salários de sua estrutura militar onipresente? Grande parte do orçamento de defesa é investido para incrementar sua força naval e desenvolver armas para manter os navios rivais – especialmente os americanos – longe de sua costa.
A Marinha chinesa incorporou dezenas de navios de guerra e submarinos, mas o maior investimento foi mesmo na construção de seu próprio porta-aviões. Poucas máquinas de guerra podem fazer frente ao poder dos Estados Unidos nas águas do Sudeste Asiático como essas que a China tem agora.
Em 1996, quando Pequim reforçava sua pressão sobre Taiwan, a ilha que considera parte de seu território, Washington enviou dois porta-aviões à região e o governo comunista chinês deu um passo para trás. Seis anos depois, a China incorporava à sua frota o porta-aviões Liaoning, adquirido por US$ 20 milhões da Rússia.
Na véspera do Ano Novo de 2016, funcionários de defesa confirmaram que agora o gigante asiático está construindo seu próprio porta-aviões. Em um artigo na publicação Foreign Policy, o analista James Holmes afirmou que a pergunta que o mundo deve se fazer agora é: quantos porta-aviões a China construirá?
“Minha opinião é que o país asiático está em busca de uma frota de sete, com o objetivo de operar seis e utilizar o Liaoning como navio de treinamento. Isso é bastante, considerando que os próprios americanos só têm 10.”
Mas esse não é o único motivo de preocupação de Washington: o país asiático também desenvolveu um míssil chamado Dong Feng-21, que pode provocar danos catastróficos a porta-aviões inimigos. O DF-21 é particularmente efetivo devido ao seu alcance (entre 800 e 1000 milhas náuticas) e seu método de ataque: pode atingir seu alvo com velocidade hipersônica e é incrivelmente difícil de ser interceptado.

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