terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

O CÓDIGO CÓSMICO - 7 - SABEDORIA SECRETA, TEXTOS SAGRADOS

O Código Cósmico – 7 – Sabedoria Secreta, Textos Sagrados

Posted by  on 10/02/2021

A ciência – a compreensão do funcionamento dos céus e da Terra – era posse dos “deuses” (Elohim); assim as pessoas acreditavam, sem sombra de dúvida. Era um segredo dos “deuses” (Elohim) a ser escondido da Humanidade, ou revelado, de tempos em tempos e apenas parcialmente a indivíduos selecionados – iniciados nos segredos divinos. “Tudo o que sabemos nos foi ensinado pelos deuses”, afirmavam os sumérios em seus escritos; nisso estão os fundamentos, ao longo dos milênios e em nossos próprios tempos, da Ciência e Religião, do revelado e do oculto. Em primeiro lugar havia a Sabedoria Secreta; o que foi revelado quando a Humanidade recebeu o Entendimento tornou-se Sabedoria Sagrada, o alicerce das civilizações e dos avanços humanos. Quanto aos segredos que os “deuses” (Elohim) guardaram, no final provaram ser os mais devastadores para a espécie humana.

Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Livro O CÓDIGO CÓSMICO – A fantástica História dos Extraterrestres que Revelaram os Segredos Cósmicos à Humanidade (Zecharia Sitchin)

CAPÍTULO 7 – Sabedoria Secreta, Textos Sagrados

É preciso também considerar a busca infindável pelo que está oculto, algumas vezes sob a bandeira do misticismo, que não deriva do desejo de conseguir o divino, e sim de um medo da Sorte que os deuses – em seus conclaves secretos ou códigos ocultos – reservaram para a Humanidade. Uma parte dessa sabedoria foi ou pôde ser revelada aos homens quando a Sabedoria e o Entendimento foram recuperados pelo desafio de Deus a Jó em relação ao que ele não sabia (mas Deus sabia). “Diz se tiveres ciência”, disse o Senhor a Jó, que sofria:

“Quem mediu a Terra, que se saiba? Quem esticou uma corda sobre ela? Em que plataforma foi erguida? Quem lançou a pedra fundamental? De onde veio a Sabedoria? Qual o lugar da Inteligência? Escondida está aos olhos de todos os seres viventes. Deus entende os caminhos, Ele mesmo conhece o lugar. Porque vê as extremidades do mundo, vê tudo debaixo do céu”.

Com tais palavras, o “Senhor” da Bíblia desafia Jó (no capítulo 28) para que pare de questionar sobre sua Sorte ou sobre o propósito principal; pois o conhecimento do homem – Sabedoria e Entendimento – fica tão longe do divino que não serve a nenhum propósito questionar ou tentar adivinhar os desígnios de Deus. Esse tratamento antigo de Sabedoria e Inteligência (Entendimento) dos segredos do céu e da Terra – da ciência -, como domínio divino ao qual poucos humanos possuem acesso, encontrou expressão não apenas nos escritos canônicos, mas também no misticismo judeu, nos ensinamentos da Cabala. De acordo com eles, a Presença Divina, simbolizada pela Coroa de Deus, apóia-se nos dois penúltimos estágios, denominados Sabedoria (Hochma) e Entendimento (Binah). São os mesmos componentes da sabedoria científica em relação à qual Jó foi desafiado. As referências à Hochma (Sabedoria) no Velho Testamento revelam que foi considerada um presente divino, porque o Senhor do Universo era o dono da Sabedoria necessária para criar o céu e a Terra. “Como são grandes Teus feitos, ó Senhor; com sabedoria os atastes”, afirma o Salmo 104 enquanto descreve e louva, passo a passo, o trabalho do Criador.

Quando o Senhor garante a Sabedoria a alguns humanos, afirma a Bíblia, ele na verdade compartilha com eles sabedoria secreta em relação aos céus e à Terra, e a tudo o que está sobre a Terra. O Livro de Jó descreve tal sabedoria como “Segredos de Sabedoria” que não lhe tinham sido revelados. Revelação, a partilha de sabedoria secreta com a humanidade por intermédio de “iniciados” escolhidos, começou antes do Dilúvio. Adapa, o filho de Enki a quem Sabedoria e Entendimento (mas não Vida Eterna) foram garantidos, conheceu por intermédio de Anu a extensão do céu, não como mera viagem excitante. Referências pós-diluvianas a ele lhe atribuíam a autoria de um trabalho conhecido como Escritos Relativos ao Tempo, Divino Anu e Divino Enlil – um tratado que lida com a passagem do tempo e o calendário. A História de Adapa, por outro lado, menciona especificamente que ele aprendeu, em Eridu, as artes da medicina e da cura. Assim, foi um cientista equilibrado, entendido tanto em assuntos celestes quanto terrestres: foi também ungido como o Sacerdote de Eridu – talvez o primeiro a combinar Ciência e Religião.

Os antigos registros sumérios falam de outro Escolhido antediluviano, que foi iniciado nos segredos divinos ao ser levado à habitação divina dos anunnaki. Veio de Sippar (“Cidade dos Pássaros”), onde Utu/Shamash governava, e provavelmente era filho dele, um semideus. Conhecido nos textos como EN.ME.DUR.ANNA ou EN.MEDUR.AN.KI (“Mestre dos Divinos Tabletes que Falam do Céu” ou “Mestre dos Divinos Tabletes da Ligação Céu-Terra”), ele também foi receber sabedoria secreta fora da Terra. Seus patrocinadores e professores foram os deuses Utu/Shamash e Ishkur/ Adad. 

“Shamash e Adad o (vestiram? Ungiram?), Shamash e Adad o colocaram num grande trono de ouro. Mostraram a ele como observar óleo e água, um segredo de Anu, Enlil e Ea. Deram-lhe um tablete divino, o Kibbu, um segredo do Céu e da Terra. Colocaram em sua mão um instrumento de cedro, favorito entre os grandes deuses. Ensinaram-no a fazer cálculos com números”.

Embora a História de Adapa não diga explicitamente, parece que lhe permitiram, senão exigiram, que partilhasse um pouco sua sabedoria secreta com seus companheiros humanos; por que outro motivo ele escreveria o renomado livro? No caso de Enmeduranki, a transmissão dos segredos aprendidos também foi ordenada porém com a restrição que se limitasse à linhagem dos sacerdotes, de pai para filho, começando com Enmeduranki:

“O sábio que aprendeu e guarda os segredos dos grandes deuses comprometerá seu próprio filho com um juramento perante Shamash e Adad. Pelo Tablete Divino, com um estilete, irá instruí-lo nos segredos dos deuses”.

O tablete no qual esse texto foi inscrito (atualmente guardado no Museu Britânico) possui um pós-escrito:

“Assim foi criada a linhagem de sacerdotes, aqueles que podem aproximar-se de Shamash e Adad”.

A Bíblia também guardou a ascensão do patriarca antediluviano Enoch – o sétimo dos dez listados, assim como Enmeduranki na lista de reis sumérios. Dessa extraordinária experiência, a Bíblia apenas aponta que, com a idade de 365 anos, Enoch foi levado para estar com Deus. Felizmente o apócrifo Livro de Enoch, passado ao longo dos milênios e sobrevivendo em duas versões, providenciou muito mais detalhes; quanto é originalmente antigo e quanto era especulação quando os livros foram compilados, no início da Era Cristã, não se pode dizer. Mas o conteúdo vale a pena ser sumariado, mesmo que não seja por outro motivo que a história de Enmeduranki, e por causa de uma narrativa breve em outro livro extrabíblico, o Livro dos Jubileus. Dessas fontes emerge o fato de que Enoch não fez uma, mas duas jornadas celestiais. Na primeira vez em que ele aprendeu os Segredos do Céu, foi instruído para transmitir a sabedoria aos seus filhos em seu retorno à Terra.

Ao ascender em direção à Habitação Divina, foi levado através de uma série de esferas celestiais. Do lugar no Sétimo Céu ele podia enxergar a forma dos planetas; no Oitavo Céu ele conseguia discernir as constelações. O Nono Céu era a “Casa dos Doze Signos do Zodíaco”, e o Décimo Céu era o Divino Trono de Deus. (Deve ser notado aqui que a habitação de Anu, segundo os textos sumérios, era em Nibiru, que já identificamos como planeta de nosso Sistema Solar. Na crença da Cabala, o caminho para a habitação de Deus passa através de dez sefirot, traduzidos como “brilhos”, porém na verdade representados como dez esferas concêntricas, sendo a central denominada Yessod (“Fundação”), a oitava e a nona, Binah e Hochma (“Entendimento e Sabedoria”), e a décima e mais elevada, Ketter, a Coroa do Altíssimo. Além disso estende-se Ein Soff (“o Infinito”).

Acompanhado de “dois anjos”, Enoch finalmente chegou a seu destino final, a Habitação de Deus. Suas vestes terrestres foram removidas; ele foi vestido com roupas divinas e ungido pelos anjos (como foi feito com Adapa). Por ordem do Senhor, o arcanjo Pravuel ditou os “livros do armazém divino” e deu a Enoch um estilete para que anotasse o que seria ditado. Por trinta dias e trinta noites Pravuel ditou e Enoch escreveu

“Os segredos dos trabalhos dos céus, da Terra e dos mares; e de todos os elementos, suas idas e vindas e o trovejar dos trovões; e [os segredos] do Sol e da Lua, e as mudanças dos planetas; as estações do ano e os anos, dias e horas… e todas as coisas dos homens, as línguas de cada canção humana… e todas as coisas que vale a pena aprender”.

Segundo o Livro de Enoch, toda essa vasta sabedoria, “segredos de Anjos e Deus”, foi anotada em 360 livros sagrados, quando Enoch os levou de volta à Terra. Enoch chamou seus filhos, mostrou-lhes os livros e explicou o conteúdo a eles. Ainda falava e ensinava quando sobreveio uma grande escuridão e o devolveu aos céus; eram precisamente o dia e hora de seu 365º. aniversário. A Bíblia (Gênesis 5:23-24) afirma simplesmente: “E todos os dias de Enoch foram 365; e Enoch caminhou com Deus (El), e cessou de ser, pois foi levado pelos Elohim (deuses)”.

Uma importante similaridade entre as três histórias (Adapa, Enmduranki e Enoch) é o envolvimento de dois seres divinos na experiência celestial. Adapa foi recepcionado no Portão de Anu, e acompanhado para entrar e para sair pelos dois jovens deuses Dumuzi e Gizida; os professores/patronos de Enmeduranki foram Shamash e Adad; Enoch foi levado por dois arcanjos. As histórias sem dúvida foram inspiração para uma representação assíria do portão celestial, guardado por dois homens-águia. O portão ostenta o símbolo de Nibiru; o disco alado e a localização celestial são indicados pelos símbolos celestiais da Terra (como sétimo planeta), a Lua e o Sistema Solar completo.

Outro aspecto que chama a atenção – embora não explicitamente no caso de Enoch – é a tradição de que a cessão da Sabedoria e do Entendimento tornava o indivíduo escolhido não apenas um cientista, mas também um sacerdote, e, além disso, progenitor de uma linhagem sacerdotal. Encontramos esse princípio representado no deserto do Sinai durante o Êxodo, quando Yahweh, o Deus bíblico, escolhe Aarão (irmão de Moisés) e seus filhos para serem sacerdotes (Êxodo 28:1). Já diferenciados por pertencer à tribo de Levi, tanto por parte de pai como de mãe (Êxodo 2:1), Moisés e Aarão foram iniciados em poderes mágicos que os capacitaram a realizar milagres, assim como a deflagrar as calamidades destinadas a convencer o faraó de que o povo israelita devia partir do Egito. Aarão e seus filhos foram então santificados – “elevados”, segundo nosso vocabulário atual – e se tornaram sacerdotes dotados de um lastro respeitável de Sabedoria e Entendimento.

O Levítico lança uma luz em uma parte da sabedoria que foi transmitida para Aarão e seus filhos. Incluía segredos do calendário (bastante complexo, já que era um calendário lunar-solar), de doenças e curas, tanto de humanos como de animais. Uma quantidade considerável de informações anatômicas é incluída nos capítulos relevantes do Levítico, e a possibilidade de que os sacerdotes hebreus recebessem aulas “à parte” não pode ser deixada de lado em vista de que modelos de partes anatômicas feitos em cerâmica, com instruções médicas gravadas, eram comuns na Babilônia mesmo antes da época do Êxodo. {A Bíblia descreve o rei Salomão como o mais “sábio dos homens”, que podia falar sobre a biodiversidade de todas as plantas, “desde os cedros do Líbano até o hissopo que cresce numa parede, de animais, pássaros, coisas rastejantes e peixes”. Podia fazer isso porque além de Sabedoria e Entendimento, dados por Deus, ele adquirira Da’ath – o equilíbrio (no USO) do conhecimento aprendido.}

A linhagem sacerdotal se iniciou com Aarão, que se sujeitou a várias leis impondo restrições matrimoniais e de procriação. Com quem eles podiam ter relações conjugais e, sobretudo, com quem poderiam casar para que “a semente sacerdotal não fosse profanada”; e se a semente de alguém fosse imperfeita – “tivesse uma imperfeição”, uma mutação, um defeito genético -, então aquele homem estava proibido, por todas as gerações, de realizar deveres sacerdotais, “pois eu, Yahweh, santifiquei a linhagem sacerdotal” de Aarão. Tais restrições intrigaram centenas de estudiosos da Bíblia; porém o verdadeiro significado tornou-se evidente com o advento das pesquisas sobre DNA. Foi apenas em janeiro de 1997, na revista Nature, que um grupo internacional de cientistas anunciou a existência de um “Gene Sacerdotal” entre os judeus, cuja linhagem podia ser seguida até Aarão. A tradição judaica requer até hoje que no Sabat e nos Dias Santos os serviços devam ser realizados por um Cohen.

Este termo, que significa “sacerdote”, foi usado pela primeira vez na Bíblia para descrever Aarão e seus filhos. Desde então, a designação tem passado de pais para filhos ao longo das gerações, e a única forma de ser um Cohen é nascer de um pai Cohen. Esse status privilegiado tem sido confundido pelo uso de Cohen como sobrenome (alterado também para Kahn, Kahane, Kuhn) ou como adjetivo acrescentado ao nome, ou como título: Ha-Cohen, “O sacerdote”. Foi esse aspecto da natureza patriarcal da tradição Cohen dos judeus que intrigou um grupo de pesquisadores de Israel, da Inglaterra, do Canadá e dos Estados Unidos. Focalizando-se no cromossomo Y, passado de pai para filho, testaram centenas de “Cohens” em vários países e descobriram a existência óbvia de dois marcadores únicos no cromossomo. Isso provou ser verdadeiro tanto para os asquenazes (Khazares – do Leste europeu) quanto para os sefarditas (Oriente Médio/ África), judeus que se espalharam depois da destruição do Templo pelos romanos em 70 d.C. indicando a antiguidade dos marcadores genéticos. “A explicação mais simples e direta é que esses homens possuem o cromossomo Y de Aarão”, afirma o Dr. Karl Skorecki, do Instituto Israelita de Tecnologia, em Haifa [Israel].

As histórias daqueles que foram iniciados na sabedoria secreta testemunham que a informação foi escrita em “livros”. Estes, na certa, não eram o que atualmente chamamos de “livros” – páginas escritas e presas juntas. Os muitos textos descobertos nas cavernas próximas ao mar Morto, em Israel, são chamados de Manuscritos do Mar Morto, pois eram textos inscritos em folhas de pergaminho (em sua maior parte elaborados em couro de cabra) costurados juntos para formar rolos, na forma em que os Rolos da Lei (os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica) são feitos e enrolados até hoje. Os profetas bíblicos (especialmente Ezequiel) mencionavam rolos como parte das mensagens divinas recebidas. Os antigos textos egípcios eram elaborados em papiros – folhas feitas de plantas aquáticas que crescem à beira do Nilo; e os textos mais antigos que se conhecem foram inscritos em tabletes de argila; usando um estilete de junco ou bambu, o escriba fazia marcas numa argila ainda molhada, que, depois de seca, tornava o tablete um documento.

Em que forma teriam sido os “livros” escritos por Adapa, Enmeduranki e Enoch (este último com 360 deles!)? Levando em conta que teriam sido elaborados antes do Dilúvio – milhares de anos antes da civilização suméria -, provavelmente em nenhuma das formas pós-diluvianas – embora o rei assírio Assurbanipal se jactasse de poder ler “escrita de antes da Enchente”. Desde que a cada instância o que se escreveu foi ditado pelo Senhor divino, seria lógico imaginar que a escrita teria sido no que alguns textos sumérios e acadianos chamam de Kitab Ilani – “escrita dos deuses”. Referências a tais escritos feitos pelos anunnaki podem ser encontradas, por exemplo, em inscrições que lidam com a reconstrução de templos caídos, nas quais é afirmado que a reconstrução fora baseada em desenhos dos tempos antigos e na escrita do “Céu Superior”. Os sumérios mencionavam uma deusa, Nisaba (algumas vezes chamada Nidaba), como protetora dos escribas e dos que mantinham os registros para os deuses; seu símbolo era o Estilete Sagrado.

Uma das referências aos escritos dos deuses na época primitiva é encontrada num texto hitita duplicado por estudiosos, chamado A Música de Ullikummis. Escrito em tabletes de cera descobertos na antiga capital hitita de Hattusa (perto da atual aldeia de Boghaskoy, na Turquia central), relata a história intrigante de um “vigoroso deus feito de minério de diorito” que um antigo deus, a quem os hititas chamavam de Kumarbis, inventara para desafiar outros deuses. Os deuses desafiados, incapazes de enfrentar ou suplantar o desafiante Ullikummis, apresentavam-se na habitação de Enki, no Mundo Inferior, para obter dele os “antigos tabletes com as palavras da sorte”. Porém quando o “antigo depósito” foi aberto, e depois foram removidos os “selos de antanho” com os quais os tabletes foram lacrados, descobriu-se que os escritos tinham sido redigidos na “escrita antiga”, sendo necessários os Velhos Deuses para interpretá-los. No Egito, era Thoth o venerado como o Escriba Divino. Foi ele quem, depois do Conselho dos Deuses, resolveu reconhecer Hórus como herdeiro legítimo, inscreveu num tablete de metal o Decreto dos Deuses, e o tablete então foi colocado na “Divina Câmara das Gravações”.

Além das gravações para uso divino, os egípcios também acreditavam que Thoth escrevia livros para instruir os mortais. O Livro dos Mortos, afirmavam eles, era uma composição escrita por Thoth “com os próprios dedos”. E nas Histórias dos Mágicos, ao qual já nos referimos anteriormente, era contado que o vivo mas inanimado rei e a rainha a quem Thoth punira guardavam, na câmara subterrânea, “o livro que o deus Thoth escrevera com a própria mão” e no qual revelava a sabedoria secreta referente ao Sistema Solar, à astronomia e ao calendário. Quando quem buscava tais conhecimentos penetrava na câmara subterrânea, via o livro “emitindo uma luz forte como se o Sol brilhasse ali no interior”. O que eram esses “livros divinos” e que tipo de escrita se podia encontrar neles?

O nome-epíteto de Enmeduranna, “Mestre dos Divinos Tabletes Concernentes ao Céu”, chama atenção para o termo ME no nome, traduzido aqui como “Tabletes Divinos”. Na verdade, ninguém sabia o que eram esses tabletes, se eram verdadeiros tabletes ou algo mais parecido com chips de memória de computador ou com disquetes. Eram objetos pequenos o suficiente para serem segurados com uma mão, pois foi dito que Inana/Ishtar, procurando elevar sua cidade Uruk até o status de capital, obteve de forma ardilosa de Enki trechos de ME que estavam codificados com segredos de Supremo Domínio, Realeza, Sacerdócio e outros aspectos de uma civilização avançada. E lembramos que o maldoso Zu roubou de Duranki os Tabletes dos Destinos e os ME que estavam codificados com as Fórmulas Divinas. Talvez possamos entender o que queriam se examinarmos a tecnologia alguns milênios à frente.

Colocando de lado a questão dos próprios escritos do deus e a conservação dos dados para propósitos próprios, a questão sobre que linguagem e que sistema de escrita estavam usando na ocasião em que a sabedoria secreta foi ditada aos habitantes da Terra se torna de grande significado quando chegamos à Bíblia – e sobretudo em relação aos eventos no monte Sinai. Em paralelo à história de Enoch, que permaneceu em sua habitação celestial “trinta dias e trinta noites” recebendo um ditado, foi o relato bíblico de Moisés, que, tendo subido em direção ao “Senhor” Deus no topo do monte Sinai, “ficou com Yahweh quarenta dias e quarenta noites – “pão não foi consumido e água não foi bebida”, enquanto escrevia nas tábuas as palavras do Pacto de Aliança e dos Dez Mandamentos que Deus ditava (Êxodo 34:28). Aqueles, na verdade, foram o segundo conjunto de tabletes, substituindo o primeiro que Moisés atirara, num acesso de ira, quando descera do monte Sinai numa ocasião anterior. A Bíblia fornece intrigantes detalhes com relação à primeira apresentação dos textos sagrados; naquela oportunidade, afirma a Bíblia explicitamente, Deus “em pessoa” fez as inscrições!

A história começa no capítulo 24 do livro do Êxodo, quando Moisés, Aarão e dois de seus filhos, além de setenta dos Anciãos de Israel, foram convidados para aproximar-se do pico do monte Sinai, onde o “Senhor” aterrissara em sua Kabod. Lá, os dignitários perceberam a presença divina como uma densa nuvem, cegante como um “fogo devorador”. Depois Moisés sozinho foi chamado ao topo para receber a Torá (“Os Ensinamentos”) e os Mandamentos que o Senhor Deus já escrevera:

“E Yahweh disse a Moisés: Sobe ao alto do monte onde estou e fica aí, e te darei umas tábuas de pedra – a Lei e os Mandamentos – que eu escrevi, para que instruas neles o povo”. Êxodo 24: 12 “E Moisés entrou no meio da nuvem e escalou o monte; ficou lá quarenta dias e quarenta noites.” Depois: Tendo Yahweh acabado de falar dessa forma no monte Sinai, deu a Moisés as duas Tábuas do Testemunho – feitas de pedra, e escritas pelo dedo dos Elohim (deuses). Êxodo 31:17

Informações surpreendentes em relação às Tábuas e à maneira como foram escritas aparecem em Êxodo 32:16-17, descrevendo os eventos que aconteceram enquanto Moisés descia do monte, depois de uma longa e (para o povo) inexplicável ausência:

“Regressou Moisés pois do topo do monte, trazendo em sua mão as duas Tábuas do Testemunho – inscritas em ambos os lados, inscritas de um dos lados e do outro lado. E as Tábuas eram obras de Deus, E as tábuas eram o trabalho de Elohim (deuses), como o era a escritura, assim como era a caligrafia de Elohim (deuses) que estava gravada nelas”. Êxodo 32:15

O “Bezerro de Ouro” hoje esta situado em Wall Street, sede financeira dos EUA, controlada pelos judeus Khazares …

Duas tábuas feitas de pedra, divinamente trabalhadas. Inscritas na frente e no verso na “escrita de Elohim” – o que deve significar tanto linguagem como escrita; e gravada na pedra pelo próprio Deus! E tudo numa linguagem e num contexto em que Moisés podia ler e entender, já que precisava ensinar a todos os hebreus… Como sabemos pelo restante do relato bíblico, Moisés arrebentou as duas tábuas quando, alcançando o acampamento, viu que em sua ausência o povo hebreu construíra um bezerro (ÍDOLO) de ouro para ser adorado segundo os costumes egípcios. Quando a crise terminou:  Depois disse Yahweh a Moisés: Corta duas tábuas de pedra, que sejam iguais às primeiras, e eu escreverei nelas as palavras que estavam nas tábuas que tu quebraste. Êxodo 34:1

E assim fez Moisés, e subiu ao monte outra vez. Lá, Yahweh veio na direção dele, e Moisés se curvou e repetiu os pedidos para que desculpasse o povo. Em resposta, o Senhor Deus ditou a ele mandamentos adicionais, dizendo:

“Escreve estas palavras, porque de acordo com elas fiz uma Aliança contigo e com o povo de Israel”. E Moisés ficou no monte quarenta dias e quarenta noites, gravando nas tábuas “as palavras da Aliança e os Dez Mandamentos” (Êxodo 35:27-28).

Dessa vez, Moisés estava escrevendo o que lhe era ditado. Não apenas as seções do Êxodo, Levítico e Deuteronômio gravavam os Ensinamentos e Mandamentos; mas todos os cinco primeiros livros da Torá (os já citados mais Gênesis e Números) tiveram a intenção, desde o início, de ser escritos sagrados. Reunidos sob o termo geral Torá, também são conhecidos como Os Cinco Livros de Moisés, por causa da tradição que o próprio Moisés escreveu ou foi autor dos cinco como revelações divinas a ele. Portanto os rolos da Torá que são retirados de suas arcas durante os Sabat e Dias Santos devem ser copiados (por escribas especiais) precisamente da forma que foram revelados ao longo das eras – livro a livro, capítulo a capítulo, versículo a versículo, palavra a palavra, letra a letra. Um erro de uma letra invalida o rolo inteiro. Embora essa precisão letra a letra tenha sido estudada pelos sábios judeus e estudiosos bíblicos ao longo do tempo (muito antes do recente interesse pelos “códigos secretos” da Torá), existe um aspecto desafiador do ditado longo e da precisão letra a letra que tem sido completamente ignorado: Tal método de escrita do monte Sinai não poderia ter sido a lenta escrita cuneiforme da Mesopotâmia, geralmente gravada com um estilete em argila molhada, nem o método hieroglífico pictórico para monumentos utilizado no Egito Antigo. O volume da escrita e a precisão letra a letra exigiam uma escrita alfabética! O problema é que na época do Êxodo, por volta de 1450 a.C. a escrita alfabética não existia em nenhum lugar no mundo antigo. 

O conceito de alfabeto é um trabalho de gênio; quem quer que tenha sido esse gênio, ele baseou-se em conhecimentos existentes. A escrita hieroglífica do Egito avançou de sinais pictográficos, que mostravam objetos, para sinais que representavam sílabas ou mesmo consoantes; porém permanecia um sistema complexo de inumeráveis sinais pictográficos. Os sumérios avançaram de seus primeiros sinais pictográficos para cuneiformes, e esses sinais adquiriram um som silábico; mas, para formar com eles um vocabulário, eram necessárias centenas de sinais diferentes. O gênio que combinou a facilidade cuneiforme com os avanços egípcios para consoantes conseguiu fazer isso com apenas 22 sinais! Começando com aquilo, o engenhoso inventor perguntou a si mesmo, bem como a seu discípulo: qual a palavra para o que você vê? A resposta, na linguagem dos israelitas semíticos, foi Aluf. Muito bem, disse o inventor, vamos chamar esse símbolo de Aleph e pronunciar simplesmente “A”. Em seguida, desenhou o pictograma para casa. Como chama a este? Perguntou ele, e o discípulo respondeu: Bayit. Muito bem, respondeu o inventor, daqui para a frente vamos chamar esse sinal de “Beth” e pronunciar simplesmente como “B”.

Não podemos jurar que uma conversa assim tenha realmente acontecido, mas estamos certos de que foi esse o processo de criação e invenção do alfabeto. A terceira letra, Gimel (pronunciado “G”), era a imagem de um camelo (Gamal em hebraico); a seguinte, Daleth, que é o “D”, representando Deleth, “porta” (em seus gonzos), e assim por diante por meio das 22 letras do alfabeto semítico, todas servindo de consoantes e três delas que podiam dobrar funções como vogais. Quem foi esse gênio inovador? Se formos aceitar a opinião corrente, terá sido algum trabalhador braçal, um escravo em alguma mina egípcia de turquesas no Sinai ocidental, próxima do mar Vermelho, porque foi ali que sir Flinders Petrie encontrou, em 1905, sinais desenhados nas paredes, que uma década mais tarde sir Alan Gardiner decifrou como “acrofônicas” (Relativas à acrofonia, sistema gráfico antigo, evolução da escrita hieroglífica, que consistia em atribuir ao desenho ou ao ideograma de um objeto o valor fonético da letra ou da sílaba inicial do nome desse objeto) – soletrando L-B-A-L-T; significava dedicado “à Senhora” (presumivelmente a deusa Hátor) – porém em semítico, não em egípcio!

Escritos posteriores descobertos na área não deixaram dúvidas de que o alfabeto se originou lá; de lá, espalhou-se por Canaã e depois para a Fenícia (onde uma tentativa de expressar a engenhosa idéia com sinais cuneiformes não durou muito). Executada com maestria, a “escrita do Sinai” serviu como escrita do Templo de Jerusalém e como escrita real dos reis judeus, até ser substituída, durante a época do Segundo Templo, por uma escrita quadrada emprestada dos aramaicos (a escrita usada nos Manuscritos do Mar Morto até os tempos modernos). Ninguém ficou confortável com a atribuição da revolucionária inovação, no final da Idade do Bronze, a um escravo em minas de turquesa. Seria necessário um conhecimento extraordinário de fala, escrita e lingüística, sem mencionar a Sabedoria e o Entendimento, que dificilmente poderiam ser reunidas num simples escravo. E qual seria o propósito de inventar uma nova escrita quando, nas mesmas áreas de mineração, monumentos e paredes estavam repletos de inscrições hieroglíficas egípcias? Como podia uma inovação obscura numa área restrita a Canaã e pouco além substituir um método de escrita que vinha servindo bem havia dois milênios? Simplesmente não fazia sentido; porém na ausência de outra solução, essa teoria ainda resiste. Mas, se imaginamos direito a conversa que conduziu a esse alfabeto, então teria sido Moisés a receber a primeira lição. Ele se encontrava no Sinai; estava lá na época certa; empenhou-se em escrever longamente; e teve o professor supremo – o próprio Deus.

Pouca atenção recebeu nas narrativas bíblicas o fato de que Moisés foi instruído por Yahweh a escrever as coisas mesmo antes de subir ao monte Sinai para receber as Tábuas. A primeira vez foi antes da guerra com os amalecitas, uma tribo que, em vez de agir como aliada, traiu os hebreus e os atacou. Aquela traição, afirmou Deus, devia ser lembrada por todas as gerações futuras: “E Yahweh disse a Moisés: Escreve isso num livro para servir de lembrança” (Êxodo 17:14). A segunda menção de um livro para lembrar-se ocorre em Êxodo 24:4 e 24:7, em que se afirma que o Senhor Deus, falando numa voz retumbante do alto do monte, enumerou as condições para uma Aliança eterna entre Ele e os Filhos de Israel: “Escreveu Moisés todas as palavras de Yahweh, e erigiu um altar no sopé do monte e doze pilares de pedra, conforme era o número das tribos de Israel”. E, então, “ele pegou o livro no qual estava registrada a aliança e leu-o para o povo ouvir”. O ditado e as anotações, portanto, iniciaram-se antes que Moisés subisse ao alto da montanha para obter as tábuas escritas por duas vezes.

É preciso examinar os primeiros capítulos do Êxodo para descobrir quando (e como foram as primeiras inovações alfabéticas) – a linguagem e os escritos empregados na comunicação entre o Senhor e Moisés – podiam ter ocorrido. Lá, ficamos sabendo que Moisés, adotado como filho pela filha do faraó, fugiu para salvar sua vida quando matou um oficial egípcio. Seu destino foi a península do Sinai, onde terminou se relacionando com o sumo sacerdote midianita (e casando com sua filha). E um dia, pastoreando, penetrou no deserto onde ficava o “monte dos Elohim” (deuses) e lá ele foi  chamado por Deus, de uma sarça ardente, e recebeu a tarefa de liderar seu povo, os Filhos de Israel, para fora do Egito. Moisés retornou ao Egito apenas depois da morte do faraó que o havia sentenciado (Tutmés III, pelos nossos cálculos), em 1450 a.C. e lutou com o faraó seguinte (Amenófis II, em nossa opinião) por sete anos até que o Êxodo fosse permitido.

Tendo começado a ouvir sobre o Senhor Deus ainda no deserto, depois durante os sete anos, teve bastante tempo para inovar e dominar uma nova forma de escrita, uma que fosse mais simples e muito mais rápida do que a dos grandes impérios daquela época mesopotâmico, egípcio e hitita. A Bíblia relata extensivas comunicações entre Yahweh, Moisés e Aarão desde o momento em que Moisés foi chamado para o arbusto flamejante. Se as mensagens divinas, às vezes envolvendo informações detalhadas, foram escritas ou não escritas, a Bíblia não afirma; parece significativo, porém, que os mágicos da corte do faraó acreditavam ser instruções escritas:

“Então disseram os mágicos ao faraó: o dedo de Deus é o que obra aqui” (Êxodo 8:19).

Lembramos que “O dedo de Deus era o termo usado no Egito para referir-se ao deus Thoth, para indicar uma escrita pelo próprio Deus”. Se tudo isso leva à sugestão de que a escrita alfabética começou na península do Sinai – não deveria ser surpreendente que os arqueólogos tenham chegado à mesma conclusão, porém sem ter como explicar tal inovação tremenda e ingênua surgindo no meio do deserto. Será que a conversa que imaginamos realmente se realizou, ou Moisés inventou o alfabeto por si mesmo? Afinal de contas, ele estava na península do Sinai naquela época, possuía a educação primorosa da corte do Egito (onde a correspondência com a Mesopotâmia e os hititas continuava) e sem dúvida aprendera a linguagem semita dos midianitas (se já não a conhecia por parte dos israelitas no Egito). Será que ele, nas perambulações pela península do Sinai, encontrou escravos semitas (israelitas escravizados pelos egípcios) esboçarem rudemente nas paredes das minas sua idéia de uma nova forma de escrita?

Seria bom atribuir a brilhante inovação a Moisés agindo sozinho; seria gratificante creditar ao líder bíblico do Êxodo, o único que conversara pessoalmente com Deus, segundo a Bíblia, a invenção do alfabeto e a revolução cultural deflagrada. Porém as repetidas referências à Escrita Divina, o próprio Deus escrevendo e Moisés apenas anotando, sugerem que a escrita alfabética e o sistema de linguagem falada e escrita eram um dos “segredos dos deuses”. Sem dúvida, era o mesmo Yahweh ao qual a Bíblia atribuía a invenção/inovação de outras linguagens e escritas numa ocasião anterior – logo depois do episódio da Torre de Babel.

De uma forma ou de outra, sentimos que Moisés era o iniciado por meio do qual a inovação foi revelada à Humanidade. Assim podemos chamar de Alfabeto Mosaico.  Existe mais ainda sobre o primeiro alfabeto do que um mero “segredo dos deuses”. Em nossa opinião, é baseado numa tecnologia mais sofisticada e importante – aquela do código genético.  Quando os gregos adotaram o alfabeto mosaico, mil anos depois (embora revertendo-o numa imagem espelhada), acharam necessário adicionar mais letras para cobrir todas as necessidades de pronúncia. Na verdade, dentro dos limites das 22 letras do alfabeto mosaico-semita, algumas letras são pronunciadas de forma “suave” (V, Kh, S, Th) ou “forte” (B, K, SH, T); e outras letras ainda dobram como vogais. Na verdade, se contemplarmos esse número 22 – nem mais nem menos -, não podemos evitar de nos lembrar da restrição aplicada ao número sagrado 12 (requerendo a adição ou abandono de divindades a fim de manter o “Círculo Olímpico” em precisamente doze).

Tal princípio oculto – divinamente inspirado – se aplica à redução do alfabeto original para 22 letras? O número devia ser familiar naquela época. É o mesmo número de cromossomos (vinte e dois) humanos quando O Adão foi criado, antes da segunda manipulação genética, que adicionou os cromos somos sexuais “Y” e “X” (quando Adão passou a ter condições de se reproduzir)! Teria o Todo-Poderoso revelado a Moisés o segredo do alfabeto, usando o código genético como código secreto do alfabeto?  A resposta parece ser afirmativa. Se essa conclusão se afigura estranha, vamos examinar a afirmação do Senhor em Isaías 45:11:

“Fui eu quem criou as letras… Eu é que fiz a Terra e quem sobre ela criei o Homem”, assim falou Yahweh, o Santo de Israel.

Quem quer que estivesse envolvido na criação do Homem estava envolvido na criação das letras que formavam o alfabeto. Os sistemas atuais de computadores (código binário) para construir palavras e números a partir de apenas duas “letras”, um sistema Sim-Não de zeros e uns combinando-se com um fluxo liga-desliga de elétrons (por isso chamado binário). Mas a atenção já se transferiu para o código genético de quatro letras e para a velocidade muito maior com a qual as mudanças se efetuam no interior da célula viva. Conceitualmente, a atual linguagem de computadores, expressa numa seqüência do tipo 0100110011110011000010100 etc. (e em incontáveis variações usando “O” e “I”), pode ser encarada como a linguagem genética de um fragmento de DNA, expressa como uma seqüência de nucleotídeos CGTAGAATTCTGCGAACCTT, e assim por diante numa corrente de ligações de letras do DNA (são sempre agrupadas em “palavras” de três letras) – A se liga com T, C liga-se com G.

O problema e o desafio é como criar e ler chips de computador recobertos não por “0” e “1”, mas por partículas de material genético. Avanços desde 1991 em várias instituições acadêmicas, assim como em empresas comerciais envolvidas em tratamento genético, tiveram sucesso em criar chips de silício recoberto com nucleotídeos. Ao avaliar a velocidade e as capacidades do computador de DNA, afirma uma pesquisa publicada em Science (outubro de 1997): “A capacidade de armazenamento de informação do DNA é enorme”. Na natureza, a informação genética codificada no DNA é decodificada, à velocidade da luz, por um mensageiro chamado RNA, que transcreve e combina as “letras” do DNA em “palavras” de três letras. Já foi estabelecido que esses agrupamentos de três letras encontram-se no cerne de toda a vida na Terra, porque soletram química e biologicamente os vinte e dois aminoácidos cujas cadeias formam as proteínas das quais toda a vida na Terra – e provavelmente em todos os outros lugares do cosmos – se forma.

O hebraico, uma linguagem rica e precisa, é baseado em “palavras-raízes”, das quais derivam verbos, substantivos, advérbios, adjetivos, pronomes, tempos verbais, conjugações e todas as formas gramaticais. Por motivos que ninguém sabe explicar, essas “palavras-raízes” são constituídas de três letras. Essa é uma diferenciação do acadiano, a língua-mãe de todas as línguas semitas, que são formadas por sílabas – algumas vezes apenas uma, e em outras, duas, três ou mais.  O motivo para as palavras-raízes de três letras no hebraico poderia ser a linguagem de três letras no DNA – a fonte, conforme concluímos, do próprio alfabeto? Se assim for, então as palavras raízes de três letras corroboram essa conclusão.

“A vida e a morte estão na linguagem”(no PODER do VERBO), afirma a Bíblia em Provérbios (18:21). Essa afirmação tem sido tratada alegoricamente. Talvez seja hora de encará-la literalmente: a linguagem da Bíblia Hebraica e do código genético do DNA da vida (e da morte) não seria senão dois lados da mesma moeda. Os mistérios codificados nesse interior são mais vastos do que se pode imaginar; incluem, entre outras descobertas maravilhosas, os segredos da cura.


A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE):  “A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar. 

Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você  para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …” 


Para saber mais, leitura adicional: 


Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

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ISIS, A "VIRGEM" MÃE DO COSMOS

ÍSIS, a “Virgem” Mãe do Cosmos

Posted by  on 21/02/2021

Esta deusa egípcia sob muitos nomes aparece como o princípio feminino divino da fecundidade natural entre a interação das duas polaridades, o masculino e o feminino, em todas as religiões do mundo antigo.  Ela era conhecida como a deusa com dez mil denominações e foi muito mais tarde metamorfoseada pelo catolicismo da igreja de Roma na “Virgem Maria”, pois Ísis, embora tenha dado à luz a todos os seres vivos – o principal entre eles sendo o Sol (Ísis é a mãe de todos os sóis,inclusive do SOL CENTRAL…) – ainda permaneceu virgem, de acordo com as lendárias histórias.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

ÍSIS (em grego antigo: Ἶσις; original egípcio “Ast, Aset, Auset” ou “Iset”), a Virgem do Mundo

Fonte: http://www.sacred-texts.com/eso/sta/sta10.htm

É especialmente apropriado que um estudo do simbolismo hermético comece com uma discussão dos símbolos e atributos da Ísis de Sais. Esta é a Ísis de (da cidade de ) Sais, famosa pela inscrição escrita sobre ela que aparece na frente de seu templo naquela cidade:

“Eu, Ísis, sou tudo o que FOI, É e virá a SER, e a nenhum homem mortal jamais me revelei“.

Plutarco afirma que muitos autores antigos acreditavam (erroneamente) que essa deusa era filha de Hermes (Thoth); outros mantiveram a opinião de que ela era filha de Prometheus. Ambos os semideuses foram conhecidos por sua sabedoria divina. Não é improvável que seu parentesco com eles seja meramente alegórico. Plutarco traduz o nome Isis para significar sabedoria. Godfrey Higgins, em sua Anacalypsis, deriva o nome de Isis do hebraico ישע, Iso e do grego ζωω, para salvar (ou salvadora). 

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Algumas “autoridades”, no entanto, por exemplo, Richard Payne Knight (como afirmado em sua obra Symbolical Language of Ancient Art and Mythology – Linguagem Simbólica da Arte Antiga e Mitologia), acreditam que a palavra seja de extração do norte, possivelmente escandinava ou gótica. Nessas línguas, o nome é pronunciado Isa , que significa gelo, ou água em seu significado mais passivo, cristalizado,

Esta deidade egípcia sob muitos nomes aparece como o princípio da fecundidade natural entre quase todas as religiões do mundo antigo. Ela era conhecida como a deusa com dez mil denominações e foi muito mais tarde metamorfoseada pelo catolicismo da igreja de Roma na Virgem Maria, pois Ísis, embora tenha dado à luz a todos os seres vivos – o principal entre eles sendo o Sol (Ísis é a mãe de todos os sóis) – ainda permaneceu virgem, de acordo com as lendárias histórias. 

Apuleius no décimo primeiro livro de The Golden Ass atribui à deusa a seguinte declaração sobre seus poderes e atributos: “Eis que *, eu, movida por suas orações, estou presente com você, eu, que sou a natureza, a mãe de todas as coisas, a rainha de todos os elementos, a descendência primordial das eras, a suprema das divindades, a soberana dos espíritos dos mortos, a primeira dos celestiais e a semelhança uniforme dos deuses e das deusas. Eu, que governo pelo meu aceno de cabeça os cumes luminosos dos céus, as brisas salubres do mar e os silenciosos deploráveis dos reinos abaixo, e cuja divindade o orbe inteiro da Terra venera sob uma forma múltipla, por diferentes ritos e uma variedade de denominações. Phrygians primogeniais me chamam de Pessinuntica, a mãe dos deuses, os aborígenes da Attica, Cecropian Minerva; Cipriotas flutuantes, Vênus Papuense; Os Cretens da flecha, Diana Dictynna; Os sicilianos de três línguas, Styger Proserpine; E os eleusinos, a antiga Deusa Ceres. 

Alguns também me chamam de Juno, outros por Bellona, outros de Hecate e ainda outros Rhamnusia. E aqueles que são iluminados pelos raios incipientes dessa divindade, o Sol, em outras palavras, quando ele sobe. Os etíopes, os Arii e os egípcios habilidosos na aprendizagem antiga, me adorando por cerimônias perfeitamente apropriadas, me chamam pelo meu verdadeiro nome, a rainha Isis “. 

Le Plongeon acredita que o mito egípcio de Isis teve uma base histórica entre os Mayas da América Central, onde esta deusa (ou o PRINCÍPIO FEMININO por ela representado) era conhecida como Rainha Moo. Em Prince Coh, o mesmo autor encontra uma correspondência com Osiris, o marido-irmão de Isis. A teoria de Le Plongeon é que a civilização maia era muito mais antiga do que a do Egito. Após a morte do príncipe Coh, sua viúva, a rainha Moo, fugindo para escapar da ira de seus assassinos, buscou refúgio entre as colônias maia no Egito, onde foi aceita como sua rainha e recebeu o nome de Isis. Enquanto Le Plongeon pode estar certo, a possível rainha histórica afunda em insignificância quando comparada com a Virgem do mundo alegórica e simbólica; e o fato de que ela aparece entre tantas raças e povos diferentes desacredita a teoria de que ela tenha sido (em qualquer momento) uma pessoa histórica (mas podendo se manifestar através de uma mulher que buscasse unir-se a Ela em consciência).

De acordo com Sextus Empírico, a guerra de Tróia foi travada sobre uma estátua da deusa da lua. Para esta lua Helena, e não para uma mulher, os gregos e os troianos lutaram em frente aos portões de Tróia.

Vários autores tentaram provar que Isis, Osiris, Typhon, Nephthys e Aroueris (Thoth ou Mercúrio) eram netos do grande patriarca judeu Noé pelo seu filho Ham. Mas, como a história de Noé e sua arca é uma alegoria cósmica quanto à repovoamento dos planetas no início de cada período mundial, isso só torna muito menos provável que fossem personagens históricos. De acordo com Robert Fludd, o sol tem três propriedades – vida , luz e calor. Estes três vivificam e vitalizam os três mundos – espiritual, intelectual e material. Portanto, é dito ” de uma luz, três luzes “, ou seja, os três primeiros maçons. 

Com toda a probabilidade, Osiris representa o terceiro aspecto, ou material, da atividade solar, Que por suas influências benéficas vitaliza e anima a flora e a fauna da terra. Osiris não é o sol, mas o sol simboliza o princípio vital que fecunda a natureza, que os antigos conheciam como Osiris. Seu símbolo, portanto, era um olho aberto, em homenagem ao Grande Olho do universo, o sol. Oposto ao princípio ativo (masculino) e radiante do fogo impregnador, e do movimento havia o princípio passivo (feminino) e receptivo da Natureza.

A ciência moderna provou que formas que variam em magnitude dos sistemas solares aos átomos são compostas de núcleos positivos e radiantes rodeados por corpos negativos que existem nas emanações da vida central. A partir desta alegoria, temos a história de Salomão e suas esposas, pois Salomão é o sol e suas esposas e concubinas são os planetas, as luas, cometas, asteróides e outros corpos receptivos dentro de sua casa – a mansão solar. Isis, representada na Canção de Salomão pela escrava negra de Jerusalém, é simbólica da natureza feminina receptiva e passiva – o princípio aquoso e maternal que cria todas as coisas por si mesmo após a impregnação ter sido alcançada pela fecundidade dos raios do sol, princípio ativo impregnando a Terra e gerando a vida (nota de Thoth.: como um espermatozoide fecundando um óvulo para gerar um corpo humano).

{“Verum sine mendacio, certum et verissimum: Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius” (É verdade, sem mentira, certo e muito verdadeiro: O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo).}

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THOTH e o controle do “DRAGÃO”, na mão direita AS TÁBUAS DE ESMERALDA, na mão esquerda o caduceu, símbolo do DNA, dos canais de energias IDA, PINGALA e SUSHUMNA.
FONTE

No mundo antigo, o ano tinha 360 dias. Os cinco dias extras foram reunidos pelo Deus da Inteligência Cósmica para servir como aniversários dos cinco deuses e deusas que são chamados de filhos e filhas de Ham. No primeiro desses dias especiais, nasceu Osiris (princípio masculino, positivo e ativo) e, no quarto dia, nasceu Isis. (princípio feminino, negativo e passivo. O número quatro mostra a relação que esta deusa tem com a terra e seus elementos). Seth, o Demônio egípcio ou o Espírito do Adversário, nasceu no terceiro dia. Seth é muitas vezes simbolizado por um crocodilo; Às vezes seu corpo é uma combinação de crocodilo e porco. Isis significa conhecimento e sabedoria, e de acordo com Plutarco, a palavra Seth significa insolência, rebeldia, orgulho. egotismo, egocentrismo, e o orgulho é o inimigo mortal da compreensão e da verdade. Esta parte da alegoria é revelada.

Depois de Osiris, aqui simbolizado como o sol, tornou-se o Rei do Egito e deu a seu povo a plena vantagem de sua luz intelectual, ele continuou seu caminho através dos céus, visitando os povos de outras nações e convertendo todos com quem ele entrou em contato. Plutarco afirma ainda que os gregos reconheceram em Osiris a mesma pessoa que reverenciaram sob os nomes de Dionysos e Bacchus. Enquanto ele estava longe de seu país, seu irmão, Seth, o Maligno, como Loki (irmão adotivo de Thor, filhos de Odin) da Escandinávia, conspirou contra o Deus Sol para destruí-lo. 

Reunindo setenta e duas pessoas como conspiradores companheiros, ele alcançou seu final nefasto de uma maneira muito sutil. Ele tinha uma maravilhosa caixa ornamentada feita justo do tamanho do corpo de Osiris. Ele a trouxe para um salão de banquetes onde os deuses e deusas se banqueteavam juntos. Todos admiravam o belo baú, e Seth prometeu dá-lo a alguém cujo corpo nele coubesse perfeitamente. Um após o outro os deuses presentes se deitaram na caixa, mas sempre com decepção se levantavam até que finalmente Osiris também tentou. 


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ISIS, Rainha dos céus.

Da obra Mosaize Historie der Hebreeuwse Kerke:

Diodoro escreve sobre ter visto uma inscrição famosa gravada em uma coluna em Nysa, na distante ARÁBIA, onde ÍSIS descrevia-se como segue:

“Eu sou Ísis, Rainha deste país (da Arábia). Eu fui instruída por Thoth. Ninguém pode destruir as leis que estabeleci. Eu sou a filha mais velha de Saturno (o Tempo), o mais antigo dos deuses criados.

“Eu sou a esposa e a irmã de Osiris, o Rei. Eu fui a primeira a ensinar aos mortais o uso do trigo. Eu sou a mãe de Hórus o Rei. Em minha honra foi a a cidade de Bubaste construída. Regozijai-vos, ó Egito, regozijai-vos, terra que me deu nascimento!” (Veja “Moral e Dogma”, de Albert Pike.)


No momento em que ele estava deitado dentro do baú, Seth e seus cúmplices pregaram sua tampa e selaram as rachaduras com chumbo derretido. Eles então lançaram a caixa no Nilo, abaixo do qual flutuava para o mar. Plutarco afirma que a data em que isso ocorreu foi o décimo sétimo dia do mês de Athyr, quando o sol estava na constelação de Escorpião. Isso é muito significativo, pois o Escorpião é o símbolo da traição. A hora em que Osiris entrou no baú teria sido a mesma estação em que Noé entrou na arca para escapar do Dilúvio.

Plutarco declara ainda que os Pans e os Satyrs (os espíritos da Natureza e elementais) descobriram pela primeira vez que Osiris havia sido assassinado. Estes levantaram imediatamente um alarme, e desse incidente se originou a palavra pânico, que significa susto ou espanto das multidões. Isis, depois de receber a notícia do assassinato de seu marido, que ela aprendeu com algumas crianças que haviam visto os assassinos sair com a caixa, vestiu-se de luto e começou a procurá-lo.

Finalmente Isis descobriu que o baú flutuava perto da costa de Byblos (na costa do atual Líbano, no Mar Mediterrâneo, bem longe do delta do rio Nilo). Lá tinha se alojado nos ramos de uma árvore, que em um curto espaço de tempo cresceu milagrosamente ao redor da caixa. Isso causou espanto ao rei daquele país, tanto que ele ordenou que a árvore fosse cortada e um pilar feito de seu baú para sustentar o telhado de seu palácio. 

ÍSIS ressuscitando Osíris

ÍSIS ressuscitando Osíris

Ísis, visitando Byblos, recuperou o corpo de seu marido, mas que novamente foi roubado por Seth, que cortou o corpo de Osíris em catorze partes, que ele espalhou por toda a terra. Ísis, em desespero, começou procurar, encontrar e reunir os restos cortados de seu marido, mas encontrou apenas treze peças. A décima quarta parte (o falo) não encontrada ela reproduziu em ouro, pois o original havia caído no rio Nilo e tinha sido comido por um peixe.

Seth foi mais tarde morto em batalha pelo filho de Osiris e Ísis, Hórus. Alguns egípcios acreditavam que as almas dos deuses eram levadas para o céu, onde brilhavam como estrelas. Supunha-se que a alma de Ísis brilhasse na Estrela da constelação de Canis Major (Cão Maior), chamada de Sírius (a estrela mais brilhante do céu da Terra), enquanto Seth se tornou a constelação do Urso. No entanto, é duvidoso que essa ideia tenha sido geralmente aceita. Osíris é considerado como a constelação do caçador, Órion.

Entre os egípcios, Ísis é muitas vezes representada com um tocado que consiste na cadeira do trono vazio de seu marido assassinado, Osiris, e essa estrutura peculiar foi aceita durante certas dinastias como seu hieróglifo. Os tocados dos egípcios têm grande importância simbólica ocultista e emblemática, pois representam os corpos áuricos das inteligências sobre-humanas, e são usados da mesma forma que os nimbus, halo e aurele que são usados na arte religiosa católica. Frank C. Higgins, um conhecido simbolista maçônico, observou com astúcia que as lâminas ornamentadas de certos deuses e faraós estão inclinadas para trás no mesmo ângulo que o eixo da Terra. 

As vestes, as insígnias, as jóias e os ornamentos dos hierofantes antigos simbolizavam as energias espirituais que irradiavam do seu corpo de luz através do corpo humano. A ciência moderna está redescobrindo alguns dos segredos perdidos da filosofia hermética. Uma delas é a capacidade de avaliar o desenvolvimento mental, as qualidades da alma e a saúde física de um indivíduo das flâmulas de força elétrica semi-visível que derramam da superfície da pele de todo ser humano em todos os momentos durante sua vida. (Para detalhes sobre um processo científico para tornar visíveis as emanações áuricas, veja The Human Atmosphere por Dr. Walter J. Kilner.)

Ísis às vezes é simbolizada pela cabeça de uma vaca; ocasionalmente, todo o animal é o símbolo dela. Os primeiros deuses dos escandinavos foram lambidos de blocos de gelo pela Mãe Vaca (Audhumla), que simbolizava o princípio do nutrimento natural e a fecundidade devido ao seu leite. Ocasionalmente, Ísis é representada como um pássaro. Ela costuma carregar em uma mão a cruz ansata (Anhk), o símbolo da vida eterna e, na outra, o cetro florido, simbólico de sua autoridade.

A Constelação de Cão Maior e sua principal estrela, a mais brilhante nos céus da Terra, SÍRIUS, que fica distante 8,57 anos luz de nosso sistema solar.

O deus egípcio Thoth, mais tarde o grego Hermes Trismegistus (e mais tarde ainda, Mercúrio, em Roma), o criador da civilização egípcia e também o fundador da escola de sabedoria do Egíto, o sábio do mundo (muito) antigo, ensinou aos hierofantes e filósofos da antiguidade os segredos preservados até hoje em mitos, rituais, símbolos e lendas (e nas Tábuas de Esmeralda de Thoth). Essas alegorias e figuras emblemáticas escondem a formulação secreta para a regeneração espiritual, mental, moral e física comumente conhecida como a Química Mística da Alma (alquimia). . 

Essas verdades sublimes eram comunicadas aos poucos iniciados das Escolas do Mistério, mas eram escondidas do profano, da massa ignorante presa na satisfação de suas necessidades meramente materiais (o pessoal do PÃO e CIRCO). O último, incapaz de entender os princípios filosóficos abstratos, adorava os ídolos esculpidos dos deuses em qualquer material concreto que eram emblemáticos dessas verdades secretas, sem nunca entende-las

A sabedoria e o sigilo do sagrado no Egito também estão resumidos na Esfinge, que preservou seu segredo dos buscadores de mais de mil gerações. Os mistérios do Hermetismo, as grandes verdades espirituais escondidas prudentemente do mundo pela ignorância das massas e as chaves das doutrinas secretas dos antigos hierofantes são todas simbolizadas pela Ísis Virgem. Velada da cabeça aos pés, ela revela sua sabedoria apenas aos poucos iniciados testados pela sabedoria que ganharam o direito de entrar em sua presença sagrada, e levantar da figura velada da Natureza seu manto de obscuridade e enfrentar (compreender) a Realidade Divina (do feminino sagrado).

{“Por trás do véu de caos existe ainda outro e outro desse tipo. Seja sincero, não lisonjeie e nem amaldiçoe  falsamente o divino, e posso, então, garantir-lhes que uma vez na vida lhes será oferecida uma oportunidade de saber tudo o que existe para saber e, assim, trazer a vocês a paz espiritual. Se vocês estiverem desconfortáveis dentro da vestimenta (O CORPO HUMANO DE BARRO) de peregrinação (como a maior parte dos de sua raça), tenham paciência e esperem, pois foi profetizado: os grandes mistérios serão revelados a todos no dia em que o sumo sacerdote de Ra chegar ao meio-dia e gritar: “Venham todos, aprendam e conheçam, pois “ÍSIS está sem VÉU“.  Eu Sou Benagabra de Delment}

As explicações nestas páginas dos símbolos peculiares da Ísis Virgem são baseadas (a menos que seja indicado de outra forma) em seleções de uma tradução livre do quarto livro de Bibliotèque des Philosophes Hermétiques, intitulado “The Hermetical Signification of the Symbols and Attributes of Isis”, com interpolações pelo compilador para amplificar e esclarecer o texto.

As estátuas de Ísis eram decoradas com o sol, a lua e as estrelas, e muitos emblemas pertencentes à mãe Terra, sobre os quais se acreditava que Ísis governava (como o espírito guardião da natureza que personificava). Várias imagens da deusa foram encontradas em que as marcas de sua dignidade e posição ainda estavam intactas. De acordo com os filósofos antigos, ela personificou a Natureza (cósmica) Universal, a mãe de todas as produções (a criadora, a mãe de todos os SÓIS, Galáxias, planetas, etc…). A deidade era geralmente representada como uma mulher parcialmente nua, muitas vezes grávida, às vezes coberta vagamente com uma peça de cor verde ou preta, ou de quatro tons diferentes entremeados: preto, branco, amarelo e vermelho.

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ÍSIS a mãe CÓSMICA de todos os sóis….o Triângulo com o vértice para baixo, símbolo sagrado do feminino, da deusa …

Mas o que mais me deslumbrava excessivamente, era uma túnica muito negra, fulgida com um esplendor escuro, e que, espalhando-se e passando por seu lado direito, e subindo para o ombro esquerdo, subia protuberante como o centro de um escudo, A parte pendente da túnica caindo em muitas dobras, e tendo pequenos nós de franja, fluindo graciosamente nas extremidades. Estrelas brilhantes foram dispersas através da borda bordada da túnica e através de toda a sua superfície: e a lua cheia, brilhando no meio das estrelas, soprava labaredas flamejantes. No entanto, uma coroa, inteiramente composta de flores e frutos de todo tipo, aderia com conexão indivisível ao limite dessa túnica conspícua, em todos os seus movimentos ondulantes. 

O que ela carregava em suas mãos também consistia em coisas de natureza muito diferente. Por sua mão direita, de fato, carregava um chocalho de bronze através da lâmina estreita dobrada como um cinto, com algumas hastes que passavam, produzia um som triplo acentuado, através do movimento vibratório de seu braço. Um vaso oblongo, na forma de um barco, pendia de sua mão esquerda, na alça da qual, naquela parte em que era conspícua, uma bela serpente áspide erguia a cabeça ereta e o pescoço em grande parte intumescido. E os calçados tecidos das folhas da palmeira vitoriosa cobriam seus pés imortais. 

A cor verde alude à vegetação que cobre a face da terra e, portanto, representa a túnica da natureza. O negro representa a morte e a corrupção da matéria como sendo o caminho para uma nova vida e uma nova geração. [“Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3] O branco, o amarelo e o vermelho significam as três principais cores da medicina universal alquímica, hermética, depois que o negrume da sua putrefação acabou.

Os antigos davam o nome de Ísis a um dos seus medicamentos ocultos; portanto, a descrição aqui dada relaciona-se um pouco com a química. Sua cobertura negra também significa que a lua, ou a umidade lunar – o mercúrio universal e a substância operativa da Natureza na terminologia alquímica – não tem luz própria, mas recebe sua luz, seu fogo e sua força vitalizante do sol. Ísis era a imagem ou representante das Grandes Obras dos sábios: a Pedra Filosofal, o Elixir da Vida e a Medicina Universal.

Uma serpente entrelaçada entre as folhas de azeitona em sua cabeça, devorando sua própria cauda, denota que a unctuosidade aurífera estava suja com o veneno da corrupção terrestre que o cercou e deve ser mortificado e purificado por sete circulações planetárias ou purificações chamadas águias voadoras (terminologia alquímica) Para torná-lo medicinal para a restauração da saúde. (Aqui as emanações do sol são reconhecidas como um remédio para a cura de doenças humanas.) As sete circulações planetárias são representadas pelas circunvoluções da loja maçônica; pela marcha dos sacerdotes judeus sete vezes ao redor dos muros de Jericó e dos sacerdotes maometanos sete vezes ao redor da Kaabba, o cubo negro em Meca. Da coroa de ouro se projetam três cornucópias de abundância, significando a plenitude dos dons da Natureza procedentes de uma raiz que tem sua origem nos céus (a cabeça de Ísis).


O SISTRUM.

O SISTRUM.

Para aquela parte do universo que está sujeita à geração e a corrupção ela está contida na esfera da Lua; e quaisquer movimentos ou mudanças podem acontecer nela, são todos efetuados pelas diferentes combinações dos quatro elementos primários, fogo, terra, água e ar (todos originados do invisível Aether) – além disso, na parte superior da superfície convexa do sistrum estão esculpidas as efígies de um gato com um rosto humano (como a Esfinge), como na parte inferior dele, sob aquelas cordas móveis, está gravada de um lado o rosto de Ísis e, por outro, o de Nephthys – pelos rostos representando simbolicamente geração e corrupção (Que, como já foi observado, não é senão o movimento e a transmutação dos quatro elementos uns nos outros), ” (De Plutarch’s Isis e Osiris .)


Outros hieróglifos vistos em conexão com Isis não são menos curiosos do que aqueles já descritos, mas é impossível enumerar tudo, pois muitos símbolos foram usados indistintamente pelos hermetistas egípcios. A deusa geralmente usava na cabeça um chapéu feito de galhos de ciprestes, para significar o luto pelo marido (Osíris) morto e também pela morte física que ela fazia passar cada criatura para receber uma nova vida na posteridade ou uma ressurreição periódica. A cabeça de Isis às vezes é ornamentada com uma coroa de ouro ou uma guirlanda de folhas de oliveira, como marcas visíveis de sua soberania como rainha do mundo e mãe de todo o universo. A coroa de ouro significa também a suntuosidade ou a gordura sulfúrgica dos fogos solares e vitais que ela dispensa a cada indivíduo por uma circulação contínua dos elementos, esta circulação é simbolizada pelo chocalho musical que ela carrega em sua mão. Este sistrum é também o símbolo da pureza.

Nesta figura, os naturalistas pagãos representam todos os poderes vitais dos três reinos e famílias de natureza sublunar – mineral, vegetal e animal (homem considerado como um animal). Em um de seus ouvidos estava a lua e no outro o sol, para indicar que estes dois eram os agentes ativo e passivo, ou os princípios pai e mãe de todos os objetos naturais; e que Isis, ela própria a Natureza, faz uso desses dois luminares para comunicar seus poderes a todo os reinos, o mineral, vegetal, animal e humano. Na parte de trás do seu pescoço estavam os personagens dos planetas e os simbolos do zodíaco que ajudavam os planetas em suas funções. Isto significava que as influências celestiais dirigiam os destinos dos princípios e fecundidade de todas as coisas, porque eram os governadores de todos os corpos subliminares,

Isis segura na mão direita um pequeno veleiro com o fuso de uma roda giratória para o seu mastro. Do topo do mastro projeta uma jarra de água, seu punho em forma de serpente inchada com veneno. Isso indica que Isis dirige o castigo da vida, cheio de problemas e misérias, no oceano tempestuoso do tempo. O fuso simboliza o fato de ela girar e cortar o fio da vida. Estes emblemas significam ainda que Isis abunda em umidade, através da qual ela nutre todos os corpos naturais, preservando-os do calor do sol, humidificando-os com umidade nutritiva da atmosfera. A umidade suporta a vegetação, mas essa umidade sutil (o éter vital) é sempre mais ou menos infectada por algum veneno que decorre da corrupção ou decaimento. Deve ser purificado ao ser posto em contato com o fogo de limpeza invisível da natureza.

A serpente muda sua pele anualmente e, assim, renovada (simbólica da ressurreição da vida espiritual a partir da natureza material). Essa renovação da Terra ocorre a cada inverno e primavera, quando o espírito vivificante do sol retorna aos países do Hemisfério Norte,

A Virgem simbólica carrega em sua mão esquerda um sistrum e um prato ou um quadrado de metal, que quando atingido dá a nota-chave da Natureza (Fa); Às vezes também um ramo de oliveira, para indicar a harmonia que ela preserva entre as coisas naturais com seu poder de regeneração. Pelo processo de morte e corrupção ela dá vida a todas as criaturas de diversas formas através de períodos de mudança perpétua. O címbalo é feito em quadrado em vez da forma triangular usual para simbolizar que todas as coisas são transmutadas e regeneradas de acordo com a harmonia dos quatro elementos.

O Dr. Sigismund Bacstrom acreditava que, se um médico pudesse estabelecer harmonia entre os elementos da terra, do fogo, do ar e da água, e uni-los em uma pedra (a Pedra Filosofal) simbolizada pela estrela de seis pontas ou dois triângulos entrelaçados, ele faria Possuir o meio de curar todas as doenças. O Dr. Bacstrom afirmou ainda que não havia dúvida em sua mente de que o fogo universal (omnipresente) da Natureza Universal “produz tudo e é tudo em tudo”. Por atração, repulsão, movimento, calor, sublimação, evaporação, exsudação, inspiração, coagulação e fixação, o Fogo Universal (o Espírito, a causa) manipula a matéria (efeito) e se manifesta ao longo da criação universal. Qualquer indivíduo que possa entender esses princípios e adaptá-los aos três departamentos da Natureza se torna um verdadeiro filósofo.

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Do peito direito de Isis, projetava um cacho de uvas e do esquerdo uma espiga de milho ou um feixe de trigo de cor dourada. Estes indicam que a Natureza é a fonte de nutrição para a vida mineral, vegetal, animal e humana, alimentando tudo de si mesma. A cor dourada no trigo (milho) indica que na luz solar ou no ouro espiritual está escondido o primeiro germe que fecunda toda a vida.

No cinto que circunda a parte superior do corpo da estátua aparecem uma série de emblemas misteriosos. O cinto é unido na frente por quatro placas de ouro (os elementos), colocados na forma de um quadrado. Isto significava que Isis, ou Natureza, a primeira questão (terminologia alquímica), era a essência dos quatro elementos (vida, luz, calor e força), que a quintessência gerava todas as coisas. Numerosas estrelas são representadas neste cinto, indicando assim sua influência na escuridão, bem como a influência do sol na geração da luz material e da própria vida. Isis é a Virgem imortalizada na constelação de Virgem, onde a Mãe do Mundo é colocada com a serpente sob seus pés e uma coroa de doze estrelas em sua cabeça. Em seus braços, ela carrega um feixe de grãos e às vezes o jovem Deus do Sol.

A estátua de Ísis era colocada em um pedestal de pedra escura, ornamentada com cabeças de carneiros. Os pés dela pisavam uma série de répteis venenosos. Isso indica que a Natureza tem poder para libertar a acidez ou o sal de todos os corrosivos e superar todas as impurezas da corrupção terrestre que aderem aos corpos. As cabeças dos carneiros indicam que o tempo mais auspicioso para a geração de vida é durante o período em que o sol passa pelo signo de Áries (o começo da primavera no hemisfério norte). As serpentes sob seus pés indicam que a Natureza está inclinada a preservar a vida e curar doenças, expulsando impurezas e corrupção e a necessidade de se ter autodomínio em relação ao animal no ser humano. Nesse sentido, os axiomas conhecidos pelos antigos filósofos são verificados; nomeadamente:

“A natureza contém a natureza, a natureza se alegra em sua própria natureza, a natureza supera a natureza; a natureza não pode ser alterada, a não ser em sua própria natureza”.

[o parágrafo continua] Portanto, ao contemplar a estátua de Isis, não devemos perder de vista o sentido oculto de suas alegorias; de outra forma, a Virgem continuará a ser um enigma inexplicável e indecifrável.

De um anel dourado no braço esquerdo, desce uma linha, ao fim da qual é suspensa uma caixa profunda cheia de carvões e incenso flamejantes. Isis, ou a Natureza personificada, traz consigo o fogo sagrado, religiosamente sendo preservado queimando em um templo especial pelas sacerdotisas virgens vestais. Este fogo é a chama genuína e imortal da Natureza – etérea, essencial, o criador da vida. O óleo inconsumível; o bálsamo da vida, muito louvado pelo sábio e muitas vezes referido nas Escrituras, é frequentemente simbolizado como o combustível dessa chama imortal. Do braço direito da figura também desce um fio, ao fim do qual é fixado um par de escalas, para denotar a exatidão da Natureza em seus pesos e medidas. Ísis é muitas vezes representada como o símbolo da justiça, porque a Natureza é eternamente consistente.


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De Lenoir’s La Franche-Maconnerie .

Isis é mostrado com seu filho Hórus em seus braços. Ela é coroada com a esfera lunar, ornamentada com os chifres de um touro. Hórus como ele é conhecido, era filho de Isis e Osiris. Ele era o deus do tempo (do ano), das horas, dos dias e da extensão da vida reconhecida como existência mortal. Com toda a probabilidade, os quatro filhos de Hórus representam os quatro reinos da natureza. Foi Hórus que finalmente vingou o assassinato de seu pai, Osiris, matando Seth, seu tio e símbolo do Mal.


A Virgem Mundial às vezes é mostrada em pé entre dois grandes pilares – o Jachin (princípio ativo, masculino, polaridade positiva) e Boaz (princípio passivo, feminino, polaridade negativa) do Templo de Salomão – que simbolizam o fato de a Natureza criar e atingir a produtividade por meio da união das polaridades opostas mas complementares. Como a sabedoria (sophia) personificada, Isis está entre os pilares dos opostos, demonstrando que a compreensão sempre é encontrada no ponto de equilíbrio e que a verdade é muitas vezes crucificada entre os “dois ladrões” de aparente contradição.

O brilho de ouro em seus cabelos escuros indica que, enquanto ela é lunar, seu poder é devido aos raios do sol, de onde ela assegura sua pele corada. Como a lua é vestida na luz refletida do sol, Isis, como a virgem do Apocalipse, está vestida com a glória da luminosidade solar. Apuleius afirma que enquanto ele estava dormindo, viu a venerável deusa Isis saindo do oceano. Os antigos perceberam que as formas primárias de vida saíram da água (pela ordem, decrescente, do mais espiritual para o material: Aether, fogo, ar, água e finalmente terra…), e a ciência moderna concorda com essa visão. HG Wells, em seu Esboço da História, descrevendo a vida primitiva na terra, afirma: “Mas, embora o oceano e a água intermareal já estufassem com a vida, a terra acima da linha da maré alta ainda era, até onde podemos adivinhar, uma região selvagem das pedras sem vestígios de vida”. 

No próximo capítulo, ele acrescenta: “Onde quer que a linha de terra corresse, havia vida, e a vida continuava por dentro e com a água como sua casa, seu meio e sua necessidade fundamental” (o próprio corpo humano se desenvolve “dentro da agua” durante nove meses, até nascer). Os antigos acreditavam que os espermas universais procedessem de vapor quente, úmido mas ardente. A Ísis velada, cujas próprias revestimentos representam o vapor, é simbólica dessa umidade, que é o veículo ou o veículo para a vida espermática do sol, representada por uma criança em seus braços. Porque o sol, a lua e as estrelas (outros sóis, mais distantes) no cenário parecem afundar no mar e também porque a água recebe seus raios em si mesma, acreditava-se que o mar era o caldo de cultivo para o esperma dos seres vivos. Este esperma é gerado a partir da combinação das influências dos corpos celestes; Portanto, Isis às vezes é representada como grávida. 

Freqüentemente, a estátua de Ísis era acompanhada pela figura de um grande touro preto e branco. O touro  representa Osiris como princípio ativo, fecundador, o touro do zodíaco, ou Apis, um animal sagrado para Osiris por causa de suas simbologia do mundo material, o corpo físico. Daí a presença do animal era um lembrete dos trabalhos pacientemente realizados pela Natureza para que todas as criaturas pudessem ser criadas e ter saúde. Harpócrates, o deus do Silêncio, colocando os dedos na boca, muitas vezes acompanha a estátua de Ísis. Ele adverte a todos para manter os segredos do sábio daqueles incapazes de compreendê-los e conhecê-los.

Os druidas da Grã-Bretanha e da Gália tinham um profundo conhecimento sobre os mistérios (do feminino) de Ísis e adoravam-na sob o símbolo da Lua. Godfrey Higgins considera um erro considerar Ísis como sinônimo da lua. A lua foi escolhida para Isis por causa de seu domínio sobre a água. Os druidas consideravam o sol ser o pai e a lua a mãe de todas as coisas. Por meio desses símbolos, eles adoravam a Natureza Universal.

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A figura de Isis às vezes é usada para representar as artes ocultas e mágicas, como necromancia, invocação, feitiçaria e taumaturgia. Em um dos muitos mitos a respeito dela, Ísis disse ter conjurado o deus das eternidades, Ra, para lhe contar seu nome secreto e sagrado, o que ele fez. Este nome é equivalente à palavra perdida da maçonaria. Por meio desta palavra, um mágico poderia exigir a obediência das divindades invisíveis e inferiores. Os sacerdotes de Ísis tornaram-se adeptos no uso das forças criativas (elementais) invisíveis da natureza. Eles entenderam o hipnotismo, o mesmerismo e outras práticas similares antes do mundo moderno sonhar com a sua possibilidade. Plutarco descreve os requisitos de um seguidor de Ísis desta maneira:

“Pois, não é o comprimento da barba, ou a textura das vestes que faz um filósofo, um hierofante, assim nem as aparas freqüentes, nem o mero vestido [de] uma roupa de linho que constitui um devoto(a) de Ísis (do feminino), mas ele(a) sozinho é um verdadeiro servo ou seguidor desta deusa, que, depois de ter ouvido e feito familiaridade com a história das ações desses deuses, busca no oculto as verdades que ela escondeu debaixo deles e examina a todo segundo os ditames da razão e da filosofia”.

Durante a Idade Média, os trovadores da Europa preservaram, em segredo, nas suas canções as lendas desta deusa egípcia. Eles compuseram sonetos para a mulher mais “bonita” de todo o mundo. Embora poucos tenham descoberto sua identidade, ela era Sophia, a Virgem da Sabedoria, a quem todos os hierofantes do mundo cortejaram, especialmente os iniciados da Ordem dos Cavaleiros Templários. Ísis representa o mistério da geração do feminino, da maternidade, que os antigos reconheceram como a prova mais aparente da sabedoria onisciente da natureza e do poder de deus que ofuscava. Para o buscador moderno ela é o epítome do Grande Desconhecido, e somente aqueles que descobrem seus mistérios e sabedoria serão capazes de resolver os mistérios da vida, da morte, da geração e da regeneração.

A MUMIFICAÇÃO NO EGÍTO

Servius, comentando sobre o A Eneida de Virgílio, observa que “os sábios egípcios cuidavam de embalsamar os corpos de seus mortos e depositá-los em catacumbas, a fim de que a alma possa ser preservada por muito tempo em conexão com o corpo, e pode não ser em breve alienada, enquanto os romanos, com um design oposto, comprometeram os restos de seus mortos para a pilha de funeral, com a intenção de que a centelha vital possa ser imediatamente restaurada ao elemento geral ou retornar à sua natureza intocada”. (Da análise de Prichard da mitologia egípcia .)

Não há registros completos disponíveis que dêem a doutrina secreta dos egípcios quanto à relação existente entre o espírito, a consciência e o corpo que habitava. No entanto, é razoavelmente certo que Pitágoras, que havia sido iniciado nos templos egípcios, quando promulgou a doutrina da metempsicose, reafirmou, em parte pelo menos, os ensinamentos dos iniciados egípcios. A suposição popular de que os egípcios mumificavam seus mortos para preservar a forma de uma ressurreição física é insustentável à luz do conhecimento moderno em relação à sua filosofia de morte. No quarto livro de On Abstinence from Animal Food, Porphyrio descreve um costume egípcio de purificar os mortos, removendo o conteúdo (os orgãos) da cavidade abdominal, que eles colocavam em um baú separado.

Então, literalmente, os primeiros cristãos interpretaram suas Escrituras que preservaram os corpos de seus mortos, colocando-os em água salgada, para que, no dia da ressurreição, o espírito dos mortos pudesse voltar a entrar em um corpo completo e perfeitamente preservado. Acreditando que as incisões necessárias ao processo de embalsamamento e a remoção dos órgãos internos impedirão o retorno do espírito ao seu corpo, os cristãos enterraram seus mortos sem recorrer aos métodos de mumificação mais elaborados empregados pelos egípcios.

Em seu trabalho sobre a magia egípcia, os riscos do SSDD são as seguintes especulações sobre os propósitos esotéricos por trás da prática da mumificação. “Há toda uma razão para se supor”, diz ele, “que apenas aqueles que receberam algum grau de iniciação foram mumificados, pois é certo que, aos olhos dos egípcios, a mumificação efetivamente impedia a reencarnação. A reencarnação era necessária para almas imperfeitas, para aqueles que não conseguiram passar os testes da iniciação, mas para aqueles que tinham a vontade e a capacidade de entrar no Adytum secreto, raramente havia necessidade para a libertação da alma que se diz ser efetuada pela destruição da corpo.

Durante o período de sua criação, a mumificação foi limitada ao faraó e a outras pessoas de posição real, como presumivelmente compartilharam os atributos do grande Osiris, o rei divino e mumificado do submundo egípcio.

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Osiris é muitas vezes representado com o par inferior, de seu corpo fechado em um sarcófago de múmia ou envolvido com bandagens de funeral. O espírito do homem consiste em três partes distintas, apenas uma das quais encarna na forma física. O corpo humano era (e É) considerado um túmulo ou sepulcro desse espírito encarnado. Portanto, Osiris, um símbolo do ego encarnado, foi representado com a metade inferior de seu corpo mumificado para indicar que ele era o espírito vivo do homem incluído na forma material simbolizada pelo caso da múmia.

Há um romance entre o princípio ativo de deus e o princípio passivo da Natureza. Da união destes dois princípios é produzida a criação racional. O homem é uma criatura composta. De seu Pai (princípio ativo, masculino, positivo) ele herda seu Espírito Divino, o fogo da aspiração – essa parte imortal de si mesmo que se eleva triunfante do útero da mortalidade: a parte que permanece depois que os organismos naturais se desintegraram ou foram regenerados. De sua Mãe (o princípio passivo, feminino e negativo) ele herda seu corpo – a parte sobre a qual as leis da Natureza têm controle: a humanidade, a personalidade mortal, seus apetites, vícios, seus sentimentos e suas emoções. Os egípcios também acreditavam que Osíris era o rio Nilo e que Isis (sua esposa-irmã) era o leito do rio e a terra contígua, que, quando inundada pelo rio, dava seus frutos e próspera colheita e abundância de todos os tipos de grãos.

No Egito antigo a data correspondente a 26 de julho era o evento astronômico que marcava o inicio da celebração de um novo ano e o princípio das cheias do Rio Nilo, um fato fundamental na existência do Egito, que fertilizaria a terra e traria a abundância de alimentos pela fertilização das terras às margens do rio Nilo em função das cheias.

Esta data TAMBÉM corresponde à subida, o resurgimento da estrela SÍRIUS, a principal estrela da Constelação do Cão Maior (Canis Major), e a mais brilhante nos céus da terra, minutos antes do nascer do Sol no amanhecer do dia 26 de julho, fenômeno conhecido como o nascimento HELÍACO DE SÍRIUS, e que ocorre anualmente EM TODAS AS MANHÃS DO DIA 26 de Julho.

Este auspicioso alinhamento anual de SÍRIUS (Sothis para os gregos) com o nosso Sol (Hélios) – que marca também o início do novo ano do calendário Maia de 13 luas – assegura a propagação de luz e da abundância sobre a Terra ”E TAMBÉM INICIA O ANO NOVO na civilização do EGITO antigo”. 

ÍSIS atrás do trono de Osíris

Esquerda: ÍSIS atrás do trono de Osíris, segurando o ANKH, o símbolo da vida. 

Durante sete dias (uma semana, de 26 de julho a 02 de agosto), a divindade principal homenageada era ÍSIS, a principal deusa do panteão egípcio, a esposa e irmã do Faraó e o verdadeiro poder (o poder da deusa, o princípio feminino) por trás de seu trono e cuja representação nos céus é a própria estrela SÍRIUS (representada na nossa bandeira, simbolizando o Estado do Mato Grosso, no Centro-Oeste, uma região que gera abundantes colheitas de grãos anualmente). O Faraó era representado nos céus pela constelação de ÓRION (Princípio Masculino). 

Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu e o segundo sistema solar mais próximo do nosso, SÍRIUS é, há muito tempo, vista como elo de ligação, o acesso a um estado de consciência mais elevado que auxiliaria na aceleração da evolução do nosso planeta e da humanidade cuja energia fundamental está associada ao Princípio Feminino do Divino, à energia da deusa: ÍSIS. 


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