quinta-feira, 23 de novembro de 2017

GILGAMESH E O GÊNESIS



A Epopeia de Gilgamesh e o Gênesis

Posted by Thoth3126 on 19/11/2017

Em meados do século XIX, após a descoberta na antiga cidade de Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanipal (668-627 a.C.), o mundo redescobriu as antigas grandes civilizações da Mesopotâmia em tábuas de argila contendo escritos em sinais mais tarde denominados cuneiformes.
Civilizações estas de que até então, o pouco que se conhecia estava contido nos livros da Bíblia, em informações “escassas e pouco reveladoras, uma vez que estavam diretamente relacionadas com a história do povo hebreu”.(CORREA, 200-, p. 2). …
Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch
A Epopéia de Gilgamesh e sua Influência na escrita do Livro bíblico do Gênesis. 
Eric Thomas Follmann – Núcleo de Estudos Históricos e Arqueológicos UNIANDRADE-Curitiba-PR Contato: ehfollmann@hotmail.com
“O passado das civilizações nada mais é que a história dos empréstimos que elas fizeram umas às outras ao longo dos séculos…” – FERNAND BRAUDEL

1. Da “corrida ao ouro bíblico” à nova historicidade das sagradas escrituras. 

… Tais descobertas deram início a uma espécie de “corrida ao ouro bíblico” que propunha evidenciar arqueologicamente as sagradas escrituras. Outras ruínas então, como as de Uruk, Ur (a cidade natal do patriarca bíblico Abraão) e Nipur, começaram ser escavadas e revelaram mais inscrições sobre o passado do Oriente Próximo.

Os trabalhos de escavação em Nipur

O trabalho de decifração destas tábuas foi realizado por vários pesquisadores, mas coube ao arqueólogo britânico George Smith, a primeira tradução contendo um trecho da Epopeia de Gilgamesh: o relato do dilúvio. Em 1872, Smith anuncia sua descoberta m um encontro da Sociedade de Arqueologia Bíblica causando um “forte impacto na Europa (…) por apresentar um texto pagão aparentemente antecipando a Arca de Noé”.(CORREA, 200-, p. 2).
Estas descobertas abalaram toda a comunidade científica e religiosa do século XIX, laicizando muitos dos objetivos iniciais, modificando métodos dos pesquisadores, e abrindo precedentes para o questionamento da veracidade dos textos bíblicos. Nas últimas quatro décadas, diferentes estudos estão sendo realizados sobre os temas levantados no século XIX, tanto pela comunidade científica como em grande parte pela comunidade religiosa, fazendo com que sejam discutidos os elementos mitológicos presentes na confecção dos livros que compõe o Pentateuco2, que vão desde a formação do mundo à existência histórica dos seus patriarcas.


A esquerda a Tábua IX que conta a Epopeia do Dilúvio bíblico

Há uma tentativa, nos dias atuais, por parte de arqueólogos e historiadores de remontar a bíblia separando o que é história do que são mitos e lendas. 
“Apesar das paixões suscitadas por este tema, nós acreditamos que uma reavaliação dos achados das escavações mais antigas e as contínuas descobertas feitas pelas novas escavações deixaram claro que os estudiosos devem agora abordar os problemas das origens bíblicas e da antiga sociedade israelita de uma nova perspectiva, completamente diferente da anterior. (…) A história do antigo Israel e o nascimento de suas escrituras sagradas a partir de uma nova perspectiva, uma perspectiva arqueológica.” (FINKELSTEIN; SILBERMAN, 2001, pp. V-VI, p. 1).

2. Da teogonia à teofania. 

Paralelamente às discussões bíblicas, as descobertas feitas pelas escavações remontam os três milênios que antecedem à Cristo, onde a região entre os rio Tigre e Eufrates viu a ascensão e queda de grandes civilizações como os sumérios, acádios, assírios e babilônicos.
Dos textos traduzidos, vários deles incompletos devido ao estado de conservação dos mesmos, pôde-se extrair muito da filosofia e da mitologia mesopotâmicas, onde podemos observar que “o Oriente antigo, antes da Bíblia, e mesmo abstraindo-se dela, não desconhecia a reflexão sobre o homem. (…) As questões fundamentais da existência, da felicidade e da infelicidade, da relação com as potências cósmicas e com o domínio misterioso dos deuses, do sentido da vida e das incertezas do destino, já tinham neles um lugar de grande importância”.(GRELOT, 1980, p. 13).
Neste universo de descobertas, os sumérios e os acadianos revelam-se fornecedores de costumes, rituais e modelos literários a todos os povos do Oriente Médio3. Suas lendas, se consideradas como o primeiro repositório das recordações históricas dos povos do oriente antigo, “se transformaram, se esquematizaram, se reagruparam, mudaram eventualmente de país, se ampliaram, às vezes, desmedidamente” (GRELOT, 1980, p. 13), onde cada cultura apropriou-se de um mito conforme a sua ótica4.

Não diferente desta regra, os israelitas inovaram ao excluir todo um panteão, centralizando sua fé num deusúnico, propondo uma desmitização do universo transformando as forças cósmicas ao que de fato são. A situação do homem diante de Deus modifica-se totalmente, “embora, na prática, a adaptação da mentalidade corrente dos israelitas a essa mudança radical se tenha processado lentamente e com dificuldade” (GRELOT, 1980, p. 15), mantendo grande parte do antigo modo de expressar religioso herdado dos sumérios e acádios.


Direita: Representação do herói Gilgamesh

Desta forma, Israel começa a escrever sua própria história, ora compilando fatos de seu próprio povo em grandiosas lendas, ora adaptando mitos antigos à sua realidade e aos seus propósitos. As histórias contidas na parte hebraica da bíblia, embora difíceis de serem datadas pelos anacronismos que ali apresentam5, foram compiladas e ordenadas “principalmente, no tempo do rei Josias (640-609 a.C.), para oferecer uma legitimação ideológica para ambições políticas e reformas religiosas específicas”.(FINKELSTEIN; SILBERMAN, 2001, p. 14).

3. A Epopéia de Gilgamesh e sua influência sobre demais literaturas do mundo antigo.

Considerada a mais antiga obra literária da humanidade, a Epopéia de Gilgamesh na sua forma “tardia” (século VII a.C.) como é difundida no Ocidente (TIGAY6 citado por ZILBERMAN (1998, p. 58)), não foge à regra das obras de origens mesopotâmicas: um compilado de lendas e poemas, cuja origem e veracidade perdem-se na difusão oral, adaptação cultural e textos fragmentados.

As narrativas contidas na epopéia deviam ser muito populares em sua época, pois são encontradas em várias versões escritas por vários povos e línguas diferentes, sendo que as primeiras versões da mesma, datam do Período Babilônico Antigo (2000-1600 a.C.), podendo ter surgido muito antes7, pois o herói desta epopéia é o lendário rei sumério Gilgamesh, quinto rei da primeira dinastia pós-diluviana de Uruk, que teria vivido no período protodinástico II (2750-2600 a.C.)8.

Devido à sua antiguidade e originalidade, muito se especula sobre a influência desta sobre textos mais difundidos e conhecidos pela humanidade, como os poemas épicos gregos Ilíada e Odisséia de Homero, escritos entre VIII e VII a.C.. Mas a polêmica é maior quando se comparados às narrativas do Pentateuco, a parte mais antiga do Velho Testamento, datadas do Primeiro Milênio a.C.. No caso desta última, o que legitima-nos a observar as influências, além de semelhanças impressionantes, o próprio contexto histórico e geográfico. Contexto este em que a origem dos hebreus e das grandes civilizações semitas são mescladas com a própria história do povo sumério. Históricos períodos de cativeiro, onde a aculturação era, além de inevitável pelas circunstâncias de sobrevivência, uma forma de dominação ideológica:

“O povo dominado era absorvido pelos nativos ao serem levados, havia a destruição total da nacionalidade, do culto, das instituições, nada ficando que pudesse ser lembrado a fim de que jamais alguém se encorajasse a agir em favor de uma reconstrução. Todo o elemento que representasse qualquer valor moral ou intelectual era desterrado e em seu lugar era posto outro povo trazido de outras regiões.” (LOPES, 200-, p. 2).

4. A semelhança entre as narrações. 

As semelhanças narrativas encontradas entre Epopéia de Gilgamesh e o Livro do Gênesis iniciam-se logo nos primeiros versículos da bíblia, ou seja, na criação do homem. O povo de Uruk, descontente com a arrogância e luxúria do rei Gilgamesh, exige dos seus deuses a criação de um homem que fosse o reflexo do rei, e tão poderoso quanto ele para que pudesse enfrentá-lo e redimi-lo. O deus Anu, ouvindo o lamento da população, ordenou a Aruru, deusa da criação, que fizesse Enkidu:

“A deusa então concebeu em sua mente uma imagem cuja essência era a mesma de Anu, o deus do firmamento (rei de Nibiru). Ela mergulhou as mãos na água e tomou um pedaço de barro; ela o deixou cair na selva, e assim foi criado o nobre Enkidu”.(SANDARS, 1992, p. 94).

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.(GENESIS, cap. 1, ver. 26).

“Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.(GENESIS, cap. 2, ver. 7).


Enkidu foi criado inocente, longe da malícia da civilização, vivendo entre as criaturas selvagens e compartilhando a natureza com elas:

“Ele era inocente a respeito do homem e nada conhecia do cultivo da terra. Enkidu comia grama nas colinas junto com as gazelas e rondava os poços de água com os animais da floresta; junto com os rebanhos de animais de caça, ele se alegrava com a água”.(SANDARS, 1992, p. 94).

“Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra e a todas as aves dos céus e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento”. (GENESIS, cap. 1, ver. 29-30).

O rei Gilgamesh, sabendo da existência de Enkidu, incumbe uma missão a uma das prostitutas sagradas do templo da deusa Ishtar (deusa do amor e da fertilidade): seduzir Enkidu e trazê-lo para dentro das muralhas de Uruk. Enkidu deixou-se seduzir pela rameira e perdeu sua inocência, além de seu poder selvagem, tornando-se conhecedor da malícia do homem. Arrependido, lamenta-se, mas a rameira consola-o enfatizando as vantagens desta nova vida que está por vir:

“Enkidu perdera sua força pois agora tinha o conhecimento dentro de si, e os pensamentos do homem ocupavam seu coração”.(SANDARS, 1992, p. 96).

“Olho para ti e vejo que agora és como um deus. Por que anseias por voltar a correr pelos campos como as feras do mato?” (SANDARS, 1992, p. 99).

“Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (GENESIS, cap. 2, ver. 5).


Nesta comparação com a tentação no Éden, não identificamos diretamente os fatos, mas sim, as idéias. A prostituta sagrada, condenada também em outros livros da bíblia, pode ser compilada como o fruto proibido, a serpente e a própria Eva, com o poder de seduzir o homem e tirar sua inocência com falsas promessas.

Enkidu, já na cidade de Uruk, enfrenta o rei Gilgamesh em combate. Vencendo-o, é reconhecido pelo rei como irmão, pois este jamais havia enfrentado alguém com tamanha força. Formando-se então uma grande amizade que protagoniza grandes aventuras e tragédias ao longo da epopéia. Gilgamesh e Enkidu partiram então para a floresta de cedros (provavelmente, o atual Líbano), onde enfrentaram o monstro Humbaba, a sentinela da floresta.

Este se irrita com Enkidu, por profanar a floresta sagrada dos cedros inferiorizando-o e humilhando-o com palavras semelhantes às palavras de Deus, ao condenar o homem por comer do fruto proibido. Novamente não vemos relação direta entre os fatos, mas uma linha comum de pensamento é verificada entre os textos onde, a profanação e a desobediência são punidas com a servidão:

“… tu, um mercenário, que depende do trabalho para obter teu pão!” (SANDARS, 1992, p. 119).

“… maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida”.(GENESIS, cap. 3, ver. 16).

“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado”.(GENESIS, cap. 3, ver. 19).

Os heróis, com a ajuda de Shamash (deus sol, protetor de Gilgamesh), matam o monstro Humbaba cortando-lhe a cabeça. Fato que irritou o poderoso Enlil (deus da terra, do vento e do ar universal), que exigiu a vida de um dos heróis pelo insulto.

A deusa Ishtar, vendo a força e beleza do herói, apaixona-se por Gilgamesh que a despreza, provocando a cólera da deusa. Então, Ishtar enviou a terra, um monstro com a missão de destruir o herói: o Touro Celeste. Mas a dupla de heróis novamente é vitoriosa. Então, Enkidu zomba da deusa derrotada atirando-lhe pedaços do touro mutilado. Enlil enfurecido com a atitude do mortal decide enfim qual dos dois heróis deverá morrer. Enkidu então adoece e, sucumbindo à doença, impulsiona o rei Gilgamesh a sua missão final: a busca da imortalidade. 

Representação de Gilgamesh (esquerda) e Enkidu (direita) e o touro alado.

A primeira semelhança encontrada pelos tradutores das tábuas em escrita cuneiforme é a mais impressionante. Foi a mola propulsora de toda a discussão sobre a veracidade dos textos bíblicos, pois a descrição do dilúvio não só é a mais bem conservada tábua de toda a epopéia, mas a mais rica em detalhes e semelhanças com a descrição no Gênesis. Além de que, outras narrativas do dilúvio foram encontradas em forma de poemas isolados e com outros personagens, como as tábuas de Atra-Hasis, a Epopéia de Erra, e os textos do rei Ziusudra9.

Na epopéia, Gilgamesh parte em busca da imortalidade, e para isso, precisa obter este segredo dos deuses com o imortal Utnapishtim (Noé do Gênesis). Para encontrar o imortal, Gilgamesh enfrentou uma longa jornada, cheia de perigos e provações. Ao encontrar Utnapishtim, ouve que este não poderá lhe tornar imortal, mas poderá revelar ao herói como se tornara um e conta do dia em que os deuses, desgostosos com a sua criação (a humanidade), resolveram eliminá-la da terra:

“Naqueles dias a terra fervilhava, os homens multiplicavam-se e o mundo bramia como um touro selvagem. Este tumulto despertou o grande deus. Enlil ouviu o alvoroço e disse aos deuses reunidos em conselho: ‘O alvoroço dos humanos é intolerável, e o sono já não é mais possível por causa da balbúrdia.’ Os deuses então concordaram em exterminar a raça humana”.(SANDARS, 1992, p. 149).

“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”.(GENESIS, cap. 6, ver. 5).

“A terra estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência”.(GENESIS, cap. 6, ver 11).

“Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis, e as aves do céu; porque me arrependo de havê-los feito”.(GENESIS, cap. 6, ver 7).

Ea/Enki (deus da água doce e da sabedoria, patrono das artes e protetor da humanidade), avisa Utnapishtim em um sonho das intenções de Enlil e orienta-o de como sobreviver à catástrofe que estaria por vir:

“… põe abaixo tua casa e constrói um barco. Abandona tuas posses e busca tua vida preservar; despreza os bens materiais e busca tua alma salvar. Põe abaixo tua casa, eu te digo, e constrói um barco. Eis as medidas da embarcação que deverás construir: que a boca extrema da nave tenha o mesmo tamanho que seu comprimento, que seu convés seja coberto, tal como a abóbada celeste cobre o abismo; leva então para o barco a semente de todas as criaturas vivas. (…) Eu carreguei o interior da nave com tudo o que eu tinha de ouro e de coisas vivas: minha família, meus parentes, os animais do campo – os domesticados e os selvagens – e todos os artesãos”.(SANDARS, 1992, p. 149-151).

“Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos, e a calafetarás com betume por dentro e por fora. Deste modo a farás: de trezentos côvados será o comprimento, de cinqüenta a largura, e a altura de trinta. Farás ao seu redor uma abertura de um côvado de alto; a porta da arca colocarás lateralmente; farás pavimentos na arca: um em baixo, um segundo e um terceiro”.(GENESIS, cap. 6, ver 14-16).

“… entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos. De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares contigo”.(GENESIS, cap. 6, ver. 18).


Enlil então envia uma tempestade de grandiosas proporções, fazendo com que toda a terra desaparecesse sobre as águas:

“Caiu a noite e o cavaleiro da tempestade mandou a chuva.(…) Por seis dias e seis noites os ventos sopraram; enxurradas, inundações e torrentes assolaram o mundo; a tempestade e o dilúvio explodiam em fúria como dois exércitos em guerra.” (SANDARS, 1992, p. 151-153).

“… nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as portas do céu se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites”.(GENESIS, cap. 7, ver. 11-12). E toda a humanidade foi exterminada:

“… agora eles (humanos) flutuam no oceano como ovas de peixe”. (SANDARS, 1992, p. 152).

“Assim foram exterminados todos os serem que havia sobre a face da terra …” (GENESIS, cap. 7, ver. 23).

Com o passar dos dias, a tempestade ameniza-se e o dilúvio começa a serenar:

“Na alvorada do sétimo dia o temporal vindo do sul amainou; os mares se acalmaram, o dilúvio serenou”.(SANDARS, 1992, p. 153).

“Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas. Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a copiosa chuva do céu se deteve”. (GENESIS, cap. 8, ver. 1-2).

Após a calmaria do grande oceano que se formara, Utnapishtim solta uma pomba para ver se há terra firme para que então possa desembarcar:

“Na alvorada do sétimo dia eu soltei uma pomba e deixei que se fosse. Ela voou para longe; mas, não encontrando lugar para pousar, retornou. Então soltei uma andorinha, que voou para longe; mas, não encontrando lugar para pousar, retornou. Então soltei um corvo. A ave viu que as águas haviam abaixado; ela comeu, voou de uma lado para outro, grasnou e não mais voltou para o barco”.(SANDARS, 1992, p. 153).

“Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que fizera na arca, e soltou um corvo, o qual, tendo saído, ia e voltava, até que se secaram as águas sobre a terra. Depois soltou uma pomba para ver se as águas teriam já minguado da superfície da terra; mas a pomba, não achando onde pousar o pé, tornou a ele para a arca; porque as águas cobriam ainda a terra. Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca. Esperou ainda outros sete dias, e de novo soltou a pomba for a da arca. A tarde ela voltou a ele; trazia no bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. Então esperou ainda mais sete dias, e soltou a pomba; ela, porém, já não tornou a ele”.(GENESIS, cap. 8, ver. 6-12).


Após a bonança, já em terra firme e grato ao deus Ea por ter lhe salvo a vida, Utnapishtim prepara um sacrifício aos deuses: “Eu então abri todas as portas e janelas, expondo a nave aos quatro ventos. Preparei um sacrifício e derramei vinho sobre o topo da montanha em oferenda aos deuses”.(SANDARS, 1992, p. 153).

“Então Noé removeu a cobertura da arca, e olhou, e eis que o solo estava enxuto”.(GENESIS, cap. 8, ver 13).

“Levantou Noé um altar ao Senhor, e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar”.(GENESIS, cap 9, ver 20).

Enlil, furioso com Ea/ENKI por ter permitido que um humano sobrevivesse e conhecendo o segredo dos deuses, viu-se sem alternativa que não a de transformar Utnapishtim em um imortal, para que sua maldição de que nenhum mortal sobrevivesse se completasse. Gilgamesh desapontado por não ter tido sucesso em busca da imortalidade, prepara seu retorno para Uruk, mas é abordado pela esposa de Utnapishtim que, compadecida com o fracasso do herói, revela-lhe o segredo da imortalidade em que, nas profundezas do mar, havia uma planta maravilhosa, e quem a comesse, seria eternamente jovem. O herói então mergulha no mar profundo, ferindo-se, mas obtendo a tão desejado segredo.

Tomado de rara compaixão, Gilgamesh decide não comer sozinho o maravilhoso fruto, mas sim dividi-lo com os anciãos da cidade de Uruk. No retorno para casa, Gilgamesh é surpreendido por uma serpente marinha que lhe rouba a flor, perdendo para sempre o segredo da imortalidade:

“Se conseguires pegá-la (a planta sagrada), terás então em teu poder aquilo que restaura ao homem sua juventude perdida. (…) Vem ver esta maravilhosa planta. Suas virtudes podem devolver ao homem toda a sua força perdida. (…) mas nas profundezas do poço havia uma serpente, e aserpente sentiu o doce cheiro que emanava da flor. Ela saiu da água e a arrebatou”.(SANDARS, 1992, p. 160).


Apesar dos fins da ação de comer o fruto sejam diferentes (a morte e a imortalidade), podemos fazer uma analogia da função da serpente em roubar a imortalidade do homem: sendo tirando-lhe a oportunidade da vida eterna pela sua obtenção, como na Epopéia de Gilgamesh; sendo condenando-lhe a morte pela cessão do fruto ao homem, como no livro do Gênesis. Gilgamesh então ficou desolado e abatido, pois além de fracassar em sua missão, perdera para sempre o irmão Enkidu, restando-lhe apenas, melancolicamente esperar o dia de sua morte chegar.

No livro do Gênesis, não encontramos somente semelhanças com a Epopéia de Gilgamesh, mas com outros textos antigos, como o sumeriano Mito de Dilmum onde o deus Enki, o senhor das águas profundas e do abismo que suporta a terra; e Nintu, a virgem pura, deusa que presidia aos partos; habitavam sozinhos num mundo cheio de delícias sem que nada existisse além do par divino, caracterizando uma descrição muito semelhante do que seria e onde seria o jardim Éden:

“E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. (…) E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia, repartindo-se em quatro braços. (…) O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto é o Eufrates”. (GENESIS, cap. 2, ver. 8-14).

5. Considerações finais. 

É impossível afirmar a influência direta da Epopéia de Gilgamesh sobre a escrita do livro do Gênesis, pois tanto um como o outro poderiam ter sido influenciados por histórias ainda mais antigas e difundidas no Oriente, ao mesmo tempo em que é inegável que o mundo situado entre o Mediterrâneo e os Montes Zargos, onde havia intensa circulação de mercadores de diferentes etnias e religiões variadas, era pequeno demais para descartar qualquer influência cultural entre eles.

Os hebreus, possivelmente muito antes de seus períodos de cativeiro na Babilônia e Assíria (esse cativeiro foi apenas “uma volta às origens do próprio povo hebreu” pois o primeiro patriarca hebraico, Abraão, era natural de UR, tendo recebido ordens de “deus” para se mudar para Canaã, a Terra Prometida nos primórdios da história hebraica, que se inicia em 3.760 AC!!), já tiveram contato com as lendas e mitos sumério-acadianos e que por várias razões, os utilizaram na formulação de suas próprias lendas, o que sugere que seu deus, JEOVÁ, toma por empréstimo características de deuses como Anu, Enlil e EA/ENKI, seja criando a terra e o homem, seja julgando-os por seus atos, seja compadecendo-se de seu povo e os protegendo.

Acima: A Região da Mesopotâmia no destaque as cidades criadas pelos “deuses” de Nibiru, os Annunaki e Nephilins. O Jardim do Éden extraterrestre, entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje é o IRAQUE… o local da criação do homem por EA/EnKi e onde viveu GILGAMESH.

Acreditamos ser impossível obter conclusões definitivas sobre as influências de um texto sobre o outro, ou principalmente, da formação de um pensamento religioso sem a existência do pensamento antecessor, sem que se faça juízo de valores como é recomendado a um historiador, mas ao se estudar o contexto em que o Gênesis é idealizado e escrito, tomando aqui, palavras de Finkelstein e Silberman, observa-se que “a saga histórica contida na Bíblia (…) não foi uma revelação miraculosa, mas um brilhante produto da imaginação humana”.10

Para saber mais, leitura adicional: 

Notas: 

1SANDARS, N. K. A epopéia de Gilgamesh. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 11-12.

2Os 5 primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

3GRELOT, P. Homem quem és? São Paulo: Edições Paulinas, 1980, p. 14.

4CHARTIER, Roger. Textos, impressão, leituras. In: HUNT, Lynn. A nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 211-238.

5FINKELSTEIN, Israel; SILBERMAN, Neil Asher. The Bible Unearthed. Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. New York: The Free Press, 2001, p. 38.

6TIGAY, Jeffrey. On the evolution of the Gilgamesh epic. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1982, p. 11.

7ZILBERMAN, Regina. Nos princípios da epopéia: Gilgamesh. In: BAKOS, Margaret Marchiori; POZZER, Katia Maria Paim. JORNADA DE ESTUDOS DO ORIENTE ANTIGO: LÍNGUAS ESCRITAS E IMAGINÁRIAS, 3., 1997, Porto Alegre.Anais … trabalho 4. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, p. 58.

8BOUZON, Emanuel. Ensaios babilônicos: sociedade, economia e cultura na Babilônia pré-cristã. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, p. 126.

9CHARPIN, Dominique. El mundo de la biblia: Mesopotamia y la biblia. Valencia: EDICEP, 1984, p. 9.

10FINKELSTEIN; SILBERMAN. The Bible … 2001. p. 13. 

Referências Bibliográficas:

BÍBLIA, V. T. Gênesis. Português. A bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969. Cap. 1-9. 

BÍBLIA, V. T. Gênesis. Português. A bíblia de Jerusalém. Tradução Theodoro Henrique Maurer Jr.. São Paulo: Edições Paulinas, 1985. Cap. 1-9. 

BOUZON, Emanuel. Ensaios babilônicos: sociedade, economia e cultura na Babilônia pré-cristã. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998. 

CHARPIN, Dominique. El mundo de la biblia: Mesopotamia y la biblia. Valencia: EDICEP, 1984. 

CHARTIER, Roger. Textos, impressão, leituras. In: HUNT, Lynn. A nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 

FINKELSTEIN, Israel; SILBERMAN, Neil Asher. The Bible Unearthed. Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. New York: The Free Press, 2001.

GRELOT, P. Homem quem és? São Paulo: Edições Paulinas, 1980.

SANDARS, N. K. A epopéia de Gilgamesh. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 

ZILBERMAN, Regina. Nos princípios da epopéia: Gilgamesh. In: BAKOS, Margaret Marchiori; POZZER, Katia Maria Paim. JORNADA DE ESTUDOS DO ORIENTE ANTIGO: LÍNGUAS ESCRITAS E IMAGINÁRIAS, 3., 1997, Porto Alegre.Anais … trabalho 4. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998. 

Referências Eletrônicas: 


-CLOUGH, Brenda W. A short discussion of the influence of the Gilgamesh Epic on the bible. Disponível emhttp://www.sff.net/people/Brenda/gilgam.htm, 1999. Acesso em: 27 jul. 2003.

-CORREA, Maria Isabelle Palma Gomes. Mitos Cosmogônicos: Suméria e Babilônia. Disponível em http://www.galeon.com/projetochronos/chronosantiga/isabelle/Sum_indx.html, 200-. Acesso em: 18 ago. 2003. 

-LOPES, Fabiano Luis Bueno. Exílio e retorno dos judeus na Babilônia. Disponível em http://www.galeon.com/projetochronos/chronosantiga/fabiano/fab_ind.htm, 200-. Acesso em: 18 ago. 2003. 

-SUBLETT, Kenneth. Epic of Gilgamesh. Disponível em http://www.piney.com, 2003. Acesso em: 27 jul. 2003.

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

QUEREM CONTROLAR A SUA MENTE

A Guerra pelo controle da sua mente

Posted by Thoth3126 on 23/11/2017

A BATALHA PELO CONTROLE DA SUA MENTE

Quando ao primeiro ser humano foi dado o livre arbítrio pela Fonte Criadora, a batalha pela mente humana começou. O livre arbítrio permitiu que os seres humanos aprendessem a viver na Criação escolhendo entre o bem e o mal. Para viverem em harmonia e equilíbrio com todas as coisas, tiveram de escolher seguir as Leis de Deus e da Criação. Escolher o contrário levaria ao desequilíbrio e a desarmonia.
Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Patrick H. Bellringer – A BATALHA PELO CONTROLE DA SUA MENTE

Ao longo dos últimos 206 milhões de anos que nós, seres humanos, vivemos em nosso planeta Terra, tivemos muitas vidas e fizemos muitas escolhas. Milhares de coisas e inúmeras pessoas influenciaram nosso pensamento. Usando o LIVRE ARBÍTRIO nós escolhemos trilhar o caminho do lado negro para explorar todos os aspectos da escuridão. Escolhemos também percorrer o caminho da Luz para descobrir as muitas facetas e cores do lado da Luz.


Ao fazê-lo, desenvolvemos grande sabedoria. Nós todos fomos a vítima e o vitimizador, o herói e o vilão. Nós temos feito de tudo para aprender nossas lições de evolução da nossa alma, a fim de aprender a seguir corretamente as Leis de Deus e da Criação. A batalha pela nossa mente tem acontecido durante eons de tempo, e atingiu sua maior intensidade em nossos dias atuais. O lado negro está determinado a vencer, a qualquer custo! 
É inconcebível que tantos meios possam ser empregados contra nós hoje na batalha pelo controle de nossa mente e existência. O uso milenário da nutrição para o controle da mente foi ampliado ao seu máximo hoje. Historicamente, a queda da civilização babilônica é atribuída à má nutrição. Os Reis Babilônicos usavam escravos para suprir suas necessidades domésticas. Os escravos que preparavam o alimento para a nobreza do Palácio Real usaram conhecimento e sabedoria para derrotar seus captores.

Eles trituravam o trigo em farinha separando o amido do casco e do germe de trigo. O amido que eles transformavam em pão, como é feito hoje, era dado à Realeza, enquanto a casca e o germe de trigo contendo vitaminas e minerais, os escravos mantinham para sua própria alimentação. Ao longo do tempo a família real sofreu demência e, finalmente, insanidade por falta de vitamina do complexo B, e o reino caiu. O mesmo está sendo feito hoje através dos nossos alimentos com a doença de Alzheimer (contaminação por alumínio) como uma das conseqüências.

O uso do LIVRE ARBÍTRIO nos dá poder de escolher entre o certo e o errado
Há mais de dez mil produtos químicos sendo usados como aditivos alimentares em nossos alimentos processados industrialmente hoje. Além disso, os herbicidas, inseticidas e fertilizantes usados no cultivo de nossos alimentos e os hormônios, antibióticos e outros produtos químicos que entram na cadeia alimentar durante a produção de nossos produtos lácteos, ovos e carne.
Muitos destes produtos químicos têm efeitos adversos sobre o funcionamento do nosso cérebro. A cafeína e o açúcar em nosso café, chá e bebidas carbonatadas alteram a forma de como pensamos. O mesmo vale para a cloração e fluoração de nossa água potável. Mesmo o ar que respiramos é poluído com produtos químicos que afetam nossos processos de pensamento.
Muitas drogas farmacêuticas usadas tão amplamente pela indústria hoje afetam a maneira que nós pensamos. O uso de estimulantes, depressivos e pílulas para dormir está em um ponto mais alto de todos os tempos, porque as pessoas necessitam deles para controlar seu pensamento. Parece não haver fim para os novos tipos de drogas sociais formuladas para aumentar a diversão e emoção da nossa vida social hoje.
O modo antiquíssimo, é claro, é o álcool, onde 90% das pessoas dos bons e velhos Estados Unidos da América são usuários, embora tenha sido provado por décadas que o álcool altera o funcionamento cerebral imediato e, em última instância, a capacidade mental. Outras drogas sociais como cocaína, tabaco, maconha e metanfetaminas também alteram o funcionamento do cérebro humano. Por livre arbítrio escolhemos usá-los para alterar o uso do nosso próprio livre-arbítrio!
Tenho indicado algumas dessas coisas que, basicamente, entram no corpo humano através dos sistemas digestivo, respiratório e circulatório para distorcer o funcionamento do nosso cérebro. Vamos agora considerar TÉCNICAS DE CONTROLE DA MENTE que geralmente usam os sentidos de ouvir, ver e sentir ou uma combinação de todos os nossos cinco sentidos para controlar as nossas mentes.

A forma mais antiga de controle da mente em nosso planeta é a religião. A religião enganou a humanidade e a levou a acreditar em muitos deuses falsos, imorais e falsos valores. Quantos de vocês fizeram a peregrinação para Meca com a promessa da obtenção da vida eterna? Quantos de vocês fizeram sacrifícios de animais aos deuses com a promessa de seus pecados serem perdoados?
Quantos de vocês têm adorado ídolos, entoado cânticos, fazer orações ou usado incensos na esperança de encontrar a verdadeira paz interior? Quantos de vocês se ajoelharam diante de um altar para alguém perdoar seus pecados e chamá-los de “salvos”? Quantos de vocês realizaram o batismo por procuração para “salvar” alguém? Quantos de vós abriram a vossa alma para um sacerdote e pagaram-lhe dinheiro para perdoar os vossos pecados? Quantos de vocês sabem que a religião é uma forma poderosa de controle da mente usada amplamente pelo lado negro porque ela é um instrumento tão eficaz de controle da mente?
A maioria das pessoas não sabe qual é o seu propósito de estar aqui, muito menos conhecem o verdadeiro Deus Criador e o poder dentro do qual Ele lhes deu o dom da vida- tudo por causa da mente controlada pelas mentiras da religião. O planeta Terra é o centro da Criação? Somos os únicos seres humanos no universo? O Criador Deus julga o mundo e mata aqueles que Ele assim escolhe? Eu acho que não!
Hoje, os meios de comunicação de massa estão sendo usados extensivamente como um meio de controle mental do povo. Uma técnica socialmente aceitável é a publicidade. Publicidade na TV, por exemplo, é feita para influenciar a forma como você pensa para você responder de uma certa maneira. Você tem sua mente controlada para comprar um determinado produto, aceitar um determinado serviço ou reagir de uma determinada maneira. Publicidade vende!
Através do controle de nosso pensamento, a publicidade vende alimentos nocivos, moda inútil e cara, drogas, promiscuidade sexual, esportes e competitividade inúteis e qualquer outro lixo para tornar os ricos, mais ricos e os pobres, mais pobres. Em meio à agitação da publicidade muitas vezes existe a mensagem subliminar codificada que programa a mente subconsciente. Esta é uma prática comum na publicidade da TV e no rádio, bem como durante a programação regular.
A mídia controlada é outro meio de influenciar o pensamento e causar as reações necessárias aceitáveis aos planos do lado negro. Desinformação e mentiras absolutas são comumente usadas hoje para esconder a verdade e para confundir as pessoas. Isto é verdade nos Estados Unidos mais do que em qualquer outro país do mundo.
As pessoas estão sendo informadas apenas sobre o que o governo quer que eles saibam, e quando as pessoas são informadas com mentiras pelo tempo suficiente, eles acreditam que elas são a verdade. Há poucas notícias transmitidas “ao vivo” ou notícias programadas censuradas pelo governo e apresentadas como “programas de notícias” para programar as pessoas na maneira desejada de pensar e reagir.

Vários tipos de música estão sendo amplamente utilizadas hoje para controlar o pensamento das pessoas. Os jovens são a área-alvo da música pop. O ritmo, a lírica e o intervalo de frequência são combinados para gerar um efeito desejado no cérebro. Assim, a música pode e controla a forma como as pessoas pensam e agem. A propagação deliberada de esportes, e especialmente de esportes profissionais, é outra ferramenta para controlar milhões de pessoas, que assistem eventos de esportes “ao vivo” ou participam assistindo os eventos na TV através de atletas que são programados para serem extremamente competitivos e violentos. Os controladores mundanos do lado negro brincam sobre esportes profissionais como sendo as “guerras de pequenos povos”, que os preparam para as “guerras reais das grandes nações”.

Filmes, vídeos e especialmente videogames com violência para crianças moldam e programam o pensamento para valores, moralidade e resultados desejados, como aceitação e incentivação da violência, matança e sexo lúgubre como normas. Os militares baseiam-se nesta programação mental para produzir soldados grandes assassinos e fanáticos do sexo fora de seus soldados. É bem sabido que qualquer coisa cabe na guerra.
Um sutil mas muito eficaz meio de controle da mente é feito através da educação. Muitas vezes os alunos são ensinados a pensar de uma certa maneira e ser aceito por seus professores e colegas, para “passar” no curso. É raro hoje quando os alunos são realmente ensinados e autorizados a pensar por si mesmos. Estamos produzindo muitos estudantes robóticos, que só respondem aos comandos de controle mental. Eles produzem bons escravos industriais e bons soldados e bons “robôs”, mas muito pobres professores, administradores, estadistas e destroem o pais.
Durante muitos anos, técnicas mais sofisticadas de controle mental foram desenvolvidas e usadas deliberadamente pelo lado negro para controlar as pessoas. O MK-ULTRA e o HAARP são dois desses sistemas que têm sido usados para obter o controle de grandes setores da população por meios eletrônicos. As ondas de baixa freqüência (ondas LF), de freqüência muito baixa (VLF) e de freqüência extremamente baixa (ELF) são usadas para combinar e/ou distorcer as ondas cerebrais humanas.
Na década de 1970 os militares dos EUA desenvolveram um programa de controle mental chamado MK-Ultra usando uma combinação de meios químicos e elétricos. Um bombardeio do MK-Ultra foi o Projeto Monarch (cujo maior expoente foi a satanista Marilyn Monroe), que produziu escravas sexuais femininas, mulas de drogas e prostitutas presidenciais para elementos do governo dos EUA. O cérebro humano pode ser condicionado e programado, e mais tarde ativado por palavras-chave, ou pode ser controlado por meios eletrônicos usando as mesmas freqüências que as ondas cerebrais humanas. Pensamentos e imagens podem ser colocados no cérebro humano para produzir respostas pré-determinadas.
A clonagem também utiliza o controle da mente para produzir as respostas desejadas do clone. O cérebro do clone é carregado com as informações necessárias para fornecer a memória necessária para o clone agir de forma aceitável. Por favor, entenda que a clonagem humana é muito real e tem sido amplamente utilizada desde a década de 1970 pelo lado negro para substituir milhares de integrantes governamentais e pessoas em todo o mundo para atingir seus propósitos. Os cérebros desses “robôs humanos” são facilmente controlados por meios eletrônicos.


Um projeto de controle mental desenvolvido há muitos anos para controlar o pensamento das pessoas de todo o nosso planeta é chamado Project Blue Beam. Usando uma rede de cerca de trinta satélites ao redor do planeta, imagens holográficas seriam retratadas nas nuvens. Ao mesmo tempo, as mensagens seriam projetadas eletronicamente nos cérebros das pessoas para corresponderem aos hologramas que elas estavam vendo no céu. Este plano foi desenvolvido pelo governo dos EUA em cooperação com Billy Graham e outros líderes religiosos mundiais. O Projeto Blue Beam “criaria” uma segunda vinda falsa de “Jesus Cristo”. Os cristãos veriam e ouviriam “Jesus” retornando nas nuvens. Os muçulmanos iam ver e ouvir Alah. Os budistas veriam e ouviriam Buda, etc.
O objetivo do projeto Blue Beam era fazer com que muitas pessoas, através do controle da mente, embarquem em espaçonaves espaciais do governo oculto das trevas para “o céu”, para serem levadas e despejadas na terra do nunca. Cada vez que o Project Blue Beam foi testado, os satélites foram misteriosamente desligados pela Hierarquia Espiritual que auxilia o planeta. O resultado foi imagens de Satanás e de outros seres temerosos que apareceram no céu, e mensagens estranhas foram ouvidas por algumas pessoas. 
A última tecnologia para o controle mental das pessoas da Terra está sendo testada. O sistema extremamente novo de controle de mente final (UMC) ainda não está operando na perfeição. Este sistema é invisível a olho nu. Ele opera separadamente da tecnologia de CHEMTRAIL. Esta além do MK-ULTRA e do HAARP e de todas as outras tecnologias de controle mental já usadas na Terra. O UMC está além da tecnologia do sistema de grade magnética do nosso planeta, mas usa “energia” para alterar o livre arbítrio humano. O UMC foi estabelecido em todo o nosso planeta e agora está sendo testado pelo lado negro. Seu plano é controlar todo o planeta. Este é seu último esforço para instalar a completa tomada de controle de nosso mundo. Meus amigos, tenho uma boa notícia para vocês e uma má notícia para eles. Não vai funcionar, porque temos o poder de pensamento criativo para pará-lo! Nosso poder de oração pode vaporizar toda a má tecnologia do lado negro em um instante!
Há muitos sinais hoje do teste do projeto UMC, se nós observarmos. Famílias estão lutando entre si, quando nunca o fizeram antes deste tempo. Mais tarde eles se envergonham e se perguntam “O que estávamos pensando?” Outras pessoas fazem coisas muito estranhas, e parecem estar realmente “confusas”. Há muitos mais acidentes de todos os tipos. Há muitas crianças mais indisciplinadas. Há muitos mais motoristas “loucos”, e muito mais “loucuras de estrada” está ocorrendo. Na medida que o projeto UMC é testado, as pessoas em várias partes do nosso mundo mostram reações selvagens e fazem coisas estranhas e até mesmo prejudiciais, na medida que o seu livre arbítrio está sendo alterado. Esta é a última tentativa do lado negro de vencer a batalha pelo controle de nossas mentes.
Considerando todas as forças que estão sendo usadas contra nós hoje na batalha pela nossa mente, é uma maravilha que qualquer um de nós ainda tenha algum livre-arbítrio. É verdade que a maioria de nós foi estupidificada a um sistema de DNA de duas hélices desde o tempo da Atlântida, e com tudo o que foi colocado sobre nós pelo lado negro no nosso sistema de duas hélices está agora em perigo. Contudo, a Luz prevalecerá!
Os defensores da verdade mantiveram a Verdade viva, e os escritos nos foram fornecidos pelos Reinos da Luz para nosso discernimento. Sabemos agora que, por meio do poder de nosso Espírito de Deus interior, temos o poder de superar todas as formas de controle da mente que estão sendo postas contra nós. Mesmo que os povos estejam experimentando o controle da mente em uma grande escala hoje e por isso há uma grande confusão, nós agora sabemos pará-la e determinar nosso futuro para nós. A resposta está no poder do pensamento, também conhecido como o poder da oração.
Quantos de vocês não têm pensado em orar para que seu livre-arbítrio não seja tocado por ninguém? Muitos pensam que têm livre arbítrio, mas não percebem que se entregaram ao controle mental. As vidas robóticas, insalubres e muitas vezes imorais que vivem é prova de que isso é assim. Mesmo as pessoas “religiosas” são tão negligentes em exigir a paz. Muitos foram incapazes de quebrar sua programação religiosa. Eles rezam apenas por seu pequeno grupo e não pelo bem de todo o mundo.


Porque tantas pessoas hoje estão desanimadas e não sabem que suas orações são importantes, vou novamente falar de oração e como usá-la para fazer a diferença em sua vida e na vida dos outros. O poder de oração libera o controle que o lado negro tem sobre nossos processos de pensamento. O poder de oração pode corrigir nosso desequilíbrio nutricional, nosso desequilíbrio químico, nosso desequilíbrio de energia e nos tornar inteiros. Tudo o que precisamos fazer é perguntar através de nossos pensamentos para que isso aconteça, acredite que é possível, e será assim. Tal é o poder da Criação.
Todos devem ser despertados para o fato de que eles podem ter pensamentos errados, que seus processos de pensamento podem ser controlados e influenciados negativamente. Eles devem pedir ao Deus Criador para limpar seus pensamentos de qualquer manipulação pelo lado negro, e retomar seu poder para controlar suas vidas. Ofereço aqui uma simples oração para esse propósito.
Querido Deus Criador. Peço que todo o controle da mente e toda a manipulação do poder sobre o meu livre-arbítrio pelo LADO NEGRO sejam imediatamente interrompidos e removidos de mim total e permanentemente. Eu peço para ter o pensamento claro, e para ter discernimento para entender toda a Verdade. Eu retiro o controle sobre meu poder de pensamento, e peço-lhe orientação para usar o poder mental para dirigir a minha vida para o bem. Obrigado. Está feito.
Todas as orações sinceras são importantes para o Deus Criador. Muitas pessoas não acreditam que suas orações são importantes ou que elas são ouvidas pela Hierarquia Espiritual ou o Deus Criador. Eles estão tão errados! A energia de sua oração leva seus pensamentos imediatamente até às Portas do Céu. Os seres da Luz instantaneamente apresentam sua oração ao Deus Criador, que está constantemente e amorosamente vigiando toda a Sua Criação. Ele vê, ouve e sabe tudo. A energia de sua oração é multiplicada e instantaneamente adicionada ao grande mar de energia de oração para realizar seu pedido. Sua oração é respondida na sabedoria e no tempo do Deus Criador para o seu melhor bem e o bem de todos.
Por favor, entenda que o Deus Criador não está no céu ou em algum lugar. Ele está em toda parte. Ele está dentro de você e de sua criação, e apenas em pensamento afastado. Ele nos lembra que não há nada sem um sistema de crenças do bem.Todos nós devemos orar para o melhoramento e evolução da humanidade, pois isso estimula a energia dos outros a despertar para o que é certo e para a bondade.
É muito importante neste momento que rezemos pela paz para todo o nosso planeta, e para a melhoria de toda a humanidade. Demasiadas vezes oramos apenas por nós mesmos e pelo nosso pequeno círculo de familiares e amigos, e negligenciamos incluir todos. Ofereço aqui uma simples oração pela paz.
Querido Deus Criador, através do meu Espírito interior e da Minha Poderosa Presença EU SOU Eu peço que a paz seja trazida imediatamente a todo o nosso planeta, a Terra, e a todo o seu povo. Peço que toda a guerra no nosso planeta seja agora permanentemente interrompida, que toda a violência e a destruição cessem, e que a compaixão e o amor reinem supremos nos corações de todas as pessoas na Terra. Eu dou permissão para que os Seres da Luz ajudem a fazer isto assim. Que assim seja! 
Para aqueles que realmente desejam orar por si mesmos e/ou pelos outros, mas não sabem como fazê-lo ou o que dizer ao Deus Criador, sugiro uma solução simples. Todos os seres vivos em todas as dimensões da Criação estão em vários níveis de crescimento da alma. Todos precisam orar, e todos precisam orar um pelo outro. Nós, na terceira dimensão, oramos por nós mesmos, e também pedimos aos outros em 3D que orem por nós. Por que não pedimos também aos Seres da Luz e aos Mestres Ascensionados que orem ao Deus Criador por nós? Cristo disse a seus discípulos que ele oraria ao Deus Criador para eles terem o Espírito da Verdade.


Não é possível que o Arcanjo Gabriel tenha uma melhor compreensão da minha situação do que eu no momento, e saiba melhor como orar ao Deus Criador por mim, e ter maior poder de oração para chamar a atenção do “Grande Chefe”? Muitas pessoas não pedem a Mãe Maria e outras pessoas de dimensões mais altas que orem por elas? Isto não é para sugerir que eu deixe de lado a minha responsabilidade de orar, e ter atitudes corretas, mas para pedir a outras pessoas de outras dimensões para ajudar. O trabalho em equipe sempre gera maiores resultados.
Tomemos este conceito de oração um passo adiante. Você pode ter pedido aos Seres da Luz e aos Mestres Ascensionados que orem por você, mas você já pediu diretamente ao Deus Criador para orar por você ou por seu planeta? Você provavelmente está pensando que Bellringer está agora sob controle mental e precisa de ajuda. Eu pergunto: “O que é oração?” Perguntei a Deus Criador, “O que é oração?” Sua resposta foi: “A oração é uma petição (pedido), e um processo de pensamento, para torná-lo efetivo.”
Aqui está uma segunda pergunta. “Qual é o significado” de um processo de pensamento para torná-lo efetivo?”
Acreditando que seu pedido é possível.
Acreditando que seu pedido será respondido.
Usando seu poder de pensamento para criar a resposta à sua solicitação;
nenhuma das acima.
1, 2, 3.

A resposta certa, meus amigos, é 1, 2, 3. Pedir ao Criador Deus para orar por você e por seu pedido é muito sábio. É tudo muito simples. Pedimos ao Criador Deus para orar pela paz do nosso mundo. O Deus Criador declara nosso pedido de paz e então usa Seu “processo de pensamento para torná-lo assim”. Esse é o poder da Criação. No princípio a Fonte do Criador pensou, e a Criação começou. Nossos pensamentos têm grande poder, mas os pensamentos do Criador Deus têm maior poder. Juntos, podemos criar mudanças milagrosas para o bem, mas o Criador nunca usurpa nosso livre-arbítrio. Ele não age em nosso nome em nosso planeta livre sem nosso pedido de fazê-lo.
Lembro que a oração mais simples é apenas duas palavras: “Deus, ajuda!” Nosso chamado aos Reinos Iluminados sempre exige uma resposta. Instantaneamente os Anjos respondem. Instantaneamente nossa situação é conhecida, nossas necessidades são avaliadas e a ajuda é dada como necessário. Lembro-me de uma senhora dirigindo ao longo de uma estrada rural em Missouri num lindo dia. Quando ela se aproximou da crista de uma colina, um fazendeiro com um trator e um vagão carregado de feno de repente se dirigiu para a estrada à frente dela. Ela não podia evitar de bater na carroça. Ela pisou no freio e gritou: “Deus, ajuda!” A próxima coisa que ela percebeu era que ela ainda estava dirigindo pela estrada. Quando ela olhou em seu espelho retrovisor, o trator e a carreta de feno estavam atrás dela. Os Anjos haviam aumentado instantaneamente suas freqüências para uma dimensão mais alta, e seu carro passara pela carga de feno e, motorista e trator, deixando-a completamente incólume.
Para recapitular o que eu acabei de discutir, existem três níveis de poder de oração. Em geral, operamos no nível um quando oramos através do nosso poder de oração ao Deus Criador pela paz para o nosso mundo. Passamos ao nível dois quando pedimos aos Anjos da Luz e aos Mestres Ascensionados e outros Seres de Luz mais elevados que orem ao Deus Criador pela paz para o nosso mundo. O terceiro nível de poder de oração é ativado quando pedimos ao Deus Criador para orar pela paz para o nosso mundo.
Você já pensou na oração pelo Deus Criador? Você diz que soa bobo. Mas não é. Pense sobre isso. Em cada dimensão superior há maior perfeição até chegar à Ilha do Paraíso e à Fonte do Criador, onde tudo está em perfeição. Deus Criador da Luz não é perfeição, mas Ele é muito mais perfeito do que Sananda, e Sananda é muito mais perfeito do que nós. Deus Criador criou nosso Universo Nebadon e estamos conectados a Ele por meio de nosso Espírito de Deus dentro de nós mesmos (A ALMA). Ele nos conhece melhor do que nós próprios. Ele conhece nossos pensamentos e sentimentos. Ele sente nossa alegria e nossa dor. Ele ri quando rimos e chora quando choramos. Ele sente solidão quando não falamos com Ele.


Como um pai que vê uma criança crescer e aprender, o Deus Criador assiste nosso progresso em nosso desenvolvimento e nossa realização em nossas lições de crescimento da alma. O objetivo principal de toda a Criação é que toda a Criação volte para a Fonte, para a Fonte do Criador, na perfeição de acordo com as Leis de Deus e da Criação. Então a Criação terá completa harmonia e equilíbrio. Este é o significado da Lei da Unidade. Orar “pelo” Criador Deus é entender que todos nós estamos conectados, que estamos todos participando da jornada de volta à totalidade, que todos somos Um!
É tempo de unir nosso poder de oração para mudar o nosso mundo para o bem. Façamos uma oração mais poderosa pela paz agora em nosso planeta, nossa Terra.
Através de nosso Espírito de Deus dentro de nossa Poderosa Presença EU SOU, pedimos a Deus Criador por paz neste tempo na Terra. Pedimos um fim imediato a toda guerra, violência, destruição e morte para sempre em nosso planeta. Pedimos que todas as trevas sejam removidas agora, e que o programa NESARA seja anunciado imediatamente para inaugurar nossa Idade de Ouro de Paz.
Pedimos a todas as “Hostes dos Céus” para orarem conosco ao Criador Deus pela paz agora em nosso planeta, a Terra. Também pedimos ao Deus Criador que Ele ore pela paz agora em nosso planeta. Pedimos que todo o nosso poder de oração seja agora combinado para criar o nosso Céu na Terra, hoje. Nós damos permissão para as “Hostes dos Céus” e para o Deus Criador para nos ajudar a fazer isso assim. Que assim seja! Está feito! 
O que está acontecendo no nosso planeta ocorre uma vez na vida; Não, uma vez no tempo da terra; Não, uma vez em uma experiência do universo para trazer o paraíso a um planeta. A Nova Ordem Mundial (New World Order) está jogando todas as “suas cartas” para vencer, portanto, devemos combater seu ataque com o maior poder que temos – as orações ao Deus Criador. Muitas pessoas não sabem que existem Mestres que têm o poder de mover a Criação. Vamos pedir a eles e a todos os Reinos da Luz pela sua ajuda. 
NESARA é o projeto inicial para trazer a paz em todo o nosso universo. Todas as coisas boas estão prestes a acontecer. Saiba que Deus Criador está trabalhando na programação. Ele estava no projeto Nesara desde o início, e Ele vai ver isso até o fim. O mal desaparecerá e morrerá, quando orarmos uns pelos outros, pela paz e para que o mal deixar de existir na Terra. A Nova Ordem Mundial (New World Order) não tem poder sobre nós com seu controle mental, se usarmos nosso poder de oração para fazê-los murchar e morrer.

Tendo vencido a “Batalha pelo controle da sua Mente”, que você possa caminhar humildemente, mas orgulhosamente no poder de seu próprio Espírito de Deus, o caminho da Verdade, sabedoria e paz. Vamos ter paz, agora !. AHO!

Os Escritos de Bellringer e informação sobre NESARA está na – http://www.fourwinds10.com

– O contato Jornal / Spectrum Newspaper Archive site / Phoenix Journal é na – http://www.phoenixarchives.com e http://www.fourwinds10.com

Patrick H. Bellringer – Bellringer@fourwinds10.com

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS, PORTUGAL E O BRASIL


A História de Portugal, dos Cavaleiros Templários e a descoberta do Brasil.


Posted by Thoth3126 on 20/11/2017


Desde o seu surgimento como estado, Portugal lutou muito para existir, enquanto um país soberano, contra vários adversários.
Primeiro foram os invasores muçulmanos vindos do norte da África desde o início do século VIII, que em 711 invadem a Península Ibérica, derrotam os Visigodos na batalha de Guadalete e em poucos anos ocupam todo o território, à exceção de uma zona a norte, as Astúrias e o país Basco.
Por Thoth3126@protonmail.ch

Brasil, Portugal e os Cavaleiros Templários

… Foi aí que se refugiaram os nobres visigodos, e foi daí que partiu a Reconquista Cristã das terras perdidas aos muçulmanos na Península Ibérica. Os Cristãos foram se organizando em vários reinos, o primeiro foi o das Astúrias, que mais tarde deu origem ao reino de Leão e Castela e depois se formou o reino de Navarra e Aragão.

Um mapa com a evolução das fronteiras dos territórios na Península Ibérica ao longo da luta pela reconquista das terras aos muçulmanos, 790-1300. Em VERDE os territórios dominados pelos muçulmanos.
{Nota Thoth: Os visigodos foram um de dois ramos em que se dividiram os godos, um povo germânico originário do leste europeu, sendo o outro os ostrogodos. Ambos pontuaram entre os bárbaros que penetraram o Império Romano tardio no período das migrações. Após a queda do Império Romano do Ocidente, os visigodos tiveram um papel importante na Europa nos 250 anos que se seguiram, particularmente na península Ibérica, onde substituíram o domínio romano na Hispânia, reinando de 418 até 711, data da invasão muçulmana. Os vestígios visigóticos em Portugal e Espanha incluem várias igrejas e descobertas arqueológicas crescentes, mas destaca-se também a notável quantidade de nomes próprios e apelidos que deixaram nestas e noutras línguas românicas. Os visigodos foram o único povo a fundar cidades na Europa ocidental após a queda do Império Romano e antes do pontuar dos carolíngios na França. Contudo o maior legado dos visigodos foi o direito visigótico, com o Liber iudiciorum, código legal que formou a base da legislação usada na generalidade da Ibéria cristã medieval durante séculos após o seu reinado, até ao século XV, já no fim da Idade Média.}

A indumentária, joias e armas dos Visigodos

Houve recuos e avanços na luta pela Reconquista e só quando os muçulmanos se dividiram é que os Cristãos ganharam terreno na península Ibérica, mas os muçulmanos pediram a ajuda aos Almorávidas e foi então que D. Afonso VI, rei de Leão e Castela foi obrigado a pedir ajuda aos franceses. 
Então a Borgonha na França envia o Conde Dom Henrique para combater os mouros em 1094. Com os seus méritos de cavaleiro em batalha, D. Henrique ganha de D. Afonso VI o Condado Portucalense após casar-se com sua filha. Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, constituído m 1095 em feudo do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique Conde de Borgonha, bisneto do rei francês que veio auxiliá-lo na luta pela reconquista de terras aos mouros, tendo também recebido a mão de sua filha, a infanta D. Teresa de Leão.

Este último condado era muito maior em extensão, já que abarcava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do sul da Galiza. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal tornou-se assim o mais antigo Estado-nação da Europa.
Com o passar dos anos o Condado Portucalense deixa de ser um mero apêndice da Espanha para se tornar um estado soberano com dinastia real própria, com fronteiras bem definidas, claras divisões administrativas, um exército leal ao rei e com o reconhecimento e apoio do Santo Papa (algo fundamental naqueles tempos), sua própria moeda, e um idioma próprio com características bem distintas do resto da Europa, e que viria a criar um vasto tesouro literário para o qual contribuiriam gênios como Antero de Quental, Luís de Camões, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e muitos outros.
A primeira crônica escrita pelos portugueses sobre o Brasil (a conhecida carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal) é um exemplo das possibilidades que o idioma português é capaz de produzir em mãos hábeis comandada por mentes observadoras.
Existe um capítulo fundamental na extensa e aguerrida formação da história de Portugal que é pouco conhecida de nós brasileiros e pouco reconhecida pelos acadêmicos. A relevância da Ordem dos Cavaleiros Templários (os monges guerreiros) na história de Portugal. Os Templários foi uma Ordem de Cavalaria de guerreiros da elite da nobreza europeia, tendo seus altos escalões sido formados e preenchidos pelas principais casas da aristocracia da Europa.
A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim “Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici“), mais conhecida como Ordem dos Templários, Ordem do Templo ou Cavaleiros Templários, foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria, mas com certeza a mais importante de todos os tempos.

A Igreja de Santa Maria dos Olivais, também referida como Igreja de Santa Maria do Olival, localiza-se na margem esquerda do rio Nabão, na cidade de Tomar, distrito de Santarém, em Portugal. O primitivo templo foi fundado por volta de 1160 por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, no local onde anteriormente se erguia um mosteiro da Ordem beneditina, mandado edificar no século VII por São Frutuoso, Arcebispo de Braga. Esta zona integrava a antiga cidade romana de Sélio, fato confirmado por escavações levadas a cabo nas imediações desta igreja, e que puseram a descoberto alicerces e estruturas dos antigos edifícios e arruamentos. Erguida no século XII, foi a sede da Ordem dos Templários no país, tendo servido como panteão dos mestres da Ordem. Diante da extinção da Ordem, esta igreja tornou-se a cabeça da Ordem de Cristo, tornando-se na matriz de todas as igrejas do Império Português, com honras de Sé Catedral. 
A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a conquista da Terra Santa. Os seus membros faziam votos de pobreza e castidade e da fé em Cristo para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.
O nome da ordem é em decorrência do local onde originalmente se estabeleceram (no Monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, destruído em 70 d.C pelas legiões romanas de Tito Vespasiano, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa). Os Templários entraram em Portugal ainda no tempo de D. Teresa, que lhes doou a povoação de Fonte Arcada, Penafiel, em 1126.

Igreja do Castelo dos Templários de Tomar. A sua planta circular evoca a Igreja dos Templários em Jerusalém.
Um ano depois, a viúva do conde D. Henrique entregou-lhes o Castelo de Soure sob compromisso de colaborarem na conquista de terras aos mouros. Em 1145 receberam o Castelo de Longroiva e dois anos decorridos ajudaram D. Afonso Henriques na conquista de Santarém e ficaram responsáveis pelo território entre o Mondego e o Tejo, a montante de Santarém.

Os Templários Portugueses a partir de 1160 ficaram sediados na cidade de Tomar.

Através da bula papal Regnans in coelis em 12 de agosto de 1308, o Papa Clemente V dá conhecimento aos monarcas cristãos do processo movido contra os Templários, e pela bula Callidi serpentis vigil (dezembro de 1310) decretou a prisão e a extinção dos mesmos. 
Em Portugal, a partir de 1310 e da bula papal o rei D. Dinis buscou evitar a transferência dos bens da ordem extinta pela igreja para os Hospitalários e sutilmente apoiou todos os Cavaleiros Templários que buscaram refúgio em seu reino. Posteriormente, a 15 de março de 1319, pela bula papal Ad ae exquibus o Papa João XXII instituiu a Ordo Militiae Jesu Christi (Ordem da Milícia de Jesus Cristo) à qual foram atribuídos os bens da extinta ordem dos Templários no país.

A primeira sede dos Cavaleiros Templários, a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, o Monte do Templo. Os Cruzados chamaram-lhe de o Templo de Salomão, na medida em que foi construído em cima das ruínas do Templo original dos hebreus, e foi a partir desse local que os cavaleiros tomaram seu nome de Templários.
Além de possuir riquezas (até hoje ainda procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma grande esquadra de navios. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para deslocamentos e negócios com várias nações.
Devido ao grande número de membros da Ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). Os cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso possibilitou-lhes refugiarem-se em outros países. Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros foram para a Escócia, Suíça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram seus nomes e se instalaram em países diferentes, para evitar uma perseguição do rei francês e da Igreja.


O desaparecimento da esquadra da ordem é outro grande mistério. No dia seguinte ao aprisionamento dos cavaleiros franceses, toda a esquadra zarpou dos portos franceses durante a noite, desaparecendo sem deixar registros, para nunca mais ser vista. Por “coincidência” nessa mesma data (1307), o Rei Português D. Dinis nomeava o primeiro almirante Português de que existe memória, apesar de Portugal não ter armada.
Por outro lado, D. Dinis evitava entregar os cavaleiros Templários e os bens dos mesmos à Igreja e conseguiu criar uma nova ordem de cavalaria, a nova Ordem dos Cavaleiros de Cristo em 1318 com base na Ordem Templária, adotando para símbolo uma adaptação da cruz orbicular Templária, levantando a dúvida de que ele estava protegendo os Cavaleiros Templários e podemos supor que foi com a honra intacta que todos eles ingressaram na nova ordem criada por dom Dinis, rei de Portugal.
Na verdade, não há consenso entre os historiadores sobre a composição da nova ordem de cavaleiros e monges guerreiros, para alguns, os templários portugueses (presentes no país desde os tempos do fundador dos Templários, Hugo de Payns) teriam apenas trocado de nome. De qualquer maneira, a Ordem dos Cavaleiros de Cristo herdou todas as propriedades e fortalezas de sua antecessora, assim como os votos de pobreza, castidade e obediência (agora ao rei de Portugal).

Caravela Templária, da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, que se fizeram ao Mar quando o tempo chegou: em 08 de Março de 1500*, para (re)descobrirem o Brasil.
Novas mudanças liberaram os cavaleiros de seu voto de castidade e pobreza, permitindo que navegadores como Cristovão Colombo, Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama se tornassem membros da Ordem de Cristo. Os navios que aportaram no Brasil pela primeira vez traziam em suas velas o emblema da Cruz da Ordem de Cristo, aparentemente uma versão modificada da antiga cruz templária.
Ao longo do século seguinte, os consideráveis recursos militares, econômicos, e principalmente o conhecimento de rotas e correntes marítimas, da construção de navios transoceânicos, a posse de mapas, e o CONHECIMENTO DE TERRAS EXISTENTES À OESTE DE PORTUGAL que os líderes da ordem dos Cavaleiros Templários detinham quando passaram a ser comandados pelo rei Dom Dinis, foram direcionados para a expansão marítima portuguesa, que estava ganhando impulso. A Ordem de Cristo ganharia soberania sobre os territórios que conquistasse na África, bem como direito a 5% do valor das mercadorias vindas da região.
Os ex-templários, agora Cavaleiros da Ordem de Cristo, estabeleceram escolas náuticas e construíram estaleiros, sigilosamente construíam navios e confeccionavam mapas geográficos costeiros e náuticos, com correntes marinhas, ilhas, ilhotas e abrolhos, estudavam a navegação pelos astros, os ventos, a atmosfera, e a dirigibilidade das velas; determinavam como deviam ser construídos os cais e ancoradouros; compilaram o que hoje se chamaria uma minuciosa oceanografia. Sempre almejando derrotar os mouros e lançar-se ao grande mar em busca de “novas” terras que eles já sabiam que existiam.

Portugal vive assim quatro séculos, de 1200 a 1600 mergulhado em febril projeto de expansão marinha. Desbrava e conquista muitos locais, a Ilha da Madeira e os Açores e mais locais no litoral na África, ali fincando fortes e postos avançados para comércio e evangelização dos povos nativos.
Assim igrejinhas brancas são erguidas nos cimos dos morros para serem vistas de longe, de quem chega pelo mar. Novas colônias são implantadas. No início do século XVII Portugal já é o quinto país mais poderoso do mundo.

Pedro Álvares Cabral era um membro nobilíssimo da Ordem dos Cavaleiros de Cristo.Em segredo ele era um Cavaleiro Templário que quando chegou à Terras de Vera Cruz, mais tarde Santa Cruz e por fim Brasil, nas praias da Bahia ele trazia em suas mãos, em um gesto reverente e respeitoso, a bandeira da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, sucessora dos Cavaleiros Templários, que foi hasteada na praia.

Não era a bandeira do Reino de Portugal, mas a da Ordem dos Cavaleiros de Cristo. O mesmo gesto o navegante sob a bandeira espanhola, Cristovão Colombo teve ao descer nas novas terras das ilhas que descobrira quando chegou à America do Norte, também desfraldando a bandeira dos Cavaleiros Templários … 

“E CRISTO, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele também os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os humildes, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” – Mateus 5:1-10 

O lema dos Templário: “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam” (Salmo. 115:1 – Vulgata Latina) que significa “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (tradução Almeida).
(*) A data da partida de Cabral, em 08 DE MARÇO tem conexão com a suástica, símbolo sagrado da ÍNDIA (apropriado pelos nazistas da Alemanha, que possuíam vasto conhecimento oculto) e cuja origem esta no movimento das Constelaçoes da Ursa Maior e Menor, cuja principal estrela, Polaris, era a estrela guia dos antigos navegantes, pois marcava (e ainda nos dias de hoje) o polo norte celeste …
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