quarta-feira, 31 de julho de 2013

Programa do Jô...

No hotel, momentos antes da gravação...

Chegando no camarim...
 
Entrando no camarim...

À espera da chamada para gravação...

De volta ao hotel curtindo a caneca do Jô...
 
 

Amigos...


sábado, 27 de julho de 2013

Professor da Furg no Programa do Jô - Jornal Agora


O mestre e doutor em Linguística, Oscar Brisolara, será entrevistado por Jô Soares em programa a ser gravado na próxima terça-feira (30), quando falará sobre o seu livro recém-lançado “Sancta Lucrezia dei Cattanei”. 
A data de exibição ainda não está definida pela direção do programa.
Brisolara, que há mais de 20 anos reside em Rio Grande, se distinguiu por trinta anos nas áreas de Latim, Linguística, Literatura e Língua Portuguesa na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e atualmente atua no Instituto de Letras e Artes (ILA), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
O livro trata da vida da controvertida Lucrécia Bórgia, filha do papa Alexandre VI, que viveu no século 16. “Lucrécia viveu e sobreviveu em um universo machista e cruel.
 Eu a vejo como uma vencedora. Não podemos olhá-la com a perspectiva do nosso tempo presente, mas sempre à luz do modo de pensar e comportar-se do seu tempo. Por isso, eu a chamo de santa. Teve seus pecados, é certo, mas acabou redimindo-se e morreu no convento das Irmãs Clarissas, ligadas à ordem de São Francisco de Assis”, conta o autor.
No prefácio do livro, o escritor e jornalista Aldyr Garcia Schlee afirma: “o autor assume-se, assim, como um escritor pronto e acabado como seu próprio romance. 
Recuperando a memória de Lucrécia Bórgia, ele alcança já no seu primeiro livro, a condição de um escritor que sabe o que quer, sabe o que faz e sabe o legado de que é capaz no desenvolvimento de sua atividade literária”.

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=1&n=46514

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O VELHO, O MENINO E O BURRO – FÁBULA

Oscar Brisolara
A fábula é um gênero literário que surgiu muito antes da narrativa escrita. Era, a um tempo, uma forma de divertimento, uma vez que se contavam histórias, às vezes, hilariantes; enquanto também, funcionava como processo educativo. Todos os povos possuem essa antiga tradição de uma literatura oral que atravessou os tempos e trouxe lições de uma aprendizagem imemorável, anônima. Mesmo os primeiros fabulistas que as transcreveram para a memória dos homens, como o grego Esopo e o romano Fedro, afirmam nada haverem criado: apenas haviam escrito o que de há muito se narrava de geração a geração como sabedoria dos mais antigos. 

 
 Pois conta-se que, nesses tempos de antanho, vinham por uma estrada poeirenta, um velho montado a um burro e um menino os seguia andando todos vagarosamente, naquela época em que para nada se tinha pressa. Porém, um forte lavrador que preparava seu campo para o plantio do trigo à beira desse caminho tortuoso entre a colina e o vale, ao vê-los, afirma: - Que barbaridade! 
O velho preguiçoso no lombo do jumento, enquanto a pobre criança caleja os pés nos seixos do caminho. O pobre ancião, ouvindo as razões do agricultor e sentindo-se envergonhado do próprio procedimento, desceu do animal, suspendeu sofregamente a criança e a depôs no dorso do forte jumento. 
Assim prosseguiram novamente, caminho afora. Quando já haviam dobrado a prega do cerro, espraiou-se diante deles um murmurante riacho em cuja margem uma alegre senhora lavava as roupas dos seus meninos, cantando as tradicionais toadas do destino triste daqueles que a vida não doirou com o encanto de um castelo, ou o poder de um palácio. 
Os pequenos corriam pelas areias ardentes e refrescavam os pés, de quando em quando, no frescor das águas que serpenteavam por entre troncos e rochas. Pois a sonhadora lavadeira, ao ver os transeuntes que se aproximavam, olhou o velho, com os pés cobertos do pó que o vento carregava de um lado para o outro e marcas de suor seco nas faces em queimadas do sol, exclamou: - Quanta injustiça no mundo.
 Esse menino, na flor da idade, montado na cavalgadura, enquanto o pobre ancião, já alquebrado dos anos de trabalho, enfrenta o caminho duro, calejando os pés cansados... - O menino, ouvindo a censura da mulher, saltou depressa do lombo da besta. Confabularam brevemente sobre quem deveria ocupar o assento no animal e chegaram à conclusão de que, afinal, o bicho era robusto e bem poderia carregar a ambos pelo resto do caminho. 
E assim se foram, contemplando a paisagem que se estendia diante de seus olhos, rodeando colinas, cortando regatos, e perderam-se, estrada a fora, por tempo sem conta. Quando chegaram diante de um moinho, estava lá um moço robusto, descarregando uma carroça repleta de sacos de trigo poeirento e pesado, que jogava sob a mó. A imensa roda de água, cujos encaixes de madeira rodavam pelo tombar da corrente de água gelada, girava lentamente a pedra superior da mó que ia lentamente esmagando os grãos macios e no fundo de sucessivas peneiras acumulava-se uma colina espessa de branca farinha.
 Ora, ao ver o moleiro que paravam à beira do lago do moinho, avô e neto, no lombo do animal suado da caminhada, estando o burro a sugar largos sorvos de água refrescante e sadia, censurou: - Este mundo está certamente mal arranjado. Esses dois preguiçosos, nas costas do coitado do animal, que além de enfrentar a aspereza do caminho e ardor do sol, tem também de arcar com o peso de seus corpos robustos e sadios. Para que receberam eles, da mãe natureza, pernas e forças para enfrentar com elas seu próprio destino? 
E os dois seguiram, descendo a encosta diante do burro, cortando os pés naquele caminho escaldante à hora do sol a pino, temendo que alguém os aconselhasse a carregar o jumento. Quem vive a seguir somente a opinião alheia, sem convicções próprias, nunca terá uma direção segura. 
Que se fará hoje, quando passeatas e protestos criticam a tudo e a todos, seja qual for a direção que se tomar?

sábado, 20 de julho de 2013

FADO – ESTILO MUSICAL TIPICAMENTE PORTUGUÊS

    Lisboa à noite - Chiado - 



      O nome fado provém, segundo alguns estudos, do latim, palavra que significa destino. Teria ligação com os mouros, povo de origem árabe oriundo do norte de África, que dominou a Península Ibérica por mais de setecentos anos, a partir do reinado carolíngio de Carlos Magno, no século VIII da era cristã. 

      Há alusões a uma possível origem irlandesa ou escandinava do termo. Não existem estudos conclusivos ainda sobre a origem desse estilo musical tão português e tão popular ainda hoje.O fado desenvolveu-se por quase todo o território português, mas foi em Lisboa e Coimbra que teve maior influência. Os principais restaurantes de Lisboa apresentam shows de música tradicional portuguesa que incluem sempre apresentações de fado. 

      Em Coimbra, está ligado às tradições acadêmicas da mundialmente renomada universidade local. Os fadistas daí são homens e têm as suas origens nos estudantes de todo o país que levavam as suas guitarras para Coimbra e, como ainda hoje se assiste, e tanto os cantores como os músicos usam o traje acadêmico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. 

      Nessa cidade, tradicional centro universitário europeu, que reúne jovens estudantes de todas as partes do mundo, o ambiente mais tradicional, em que ocorrem espetáculos de fado a céu aberto, é a praça que se situa junto ao secular Mosteiro da Sé Velha. Cultiva-se também aí a tradição antiga da realização de serenatas, que ocorrem junto às janelas das pretendidas.

 Amália Rodrigues foi a grande fadista portuguesa do século passado, falecida em 1999. Gravou, com sua voz encantadora e interpretação primorosa, fados conhecidíssimos, e ficou conhecida como a voz de Portugal. Hoje, há uma renovação do fado especialmente com uma nova cantora do gênero, Mariza (Mariza dos Reis Nunes), nascida em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique, que é uma cantadista de fados, como ela se diz. 

      No período da guerra das colônias a família migrou para Lisboa, onde o pai da cantora abriu um restaurante no bairro da Mouraria. O pai, apaixonado pelo gênero, desenvolveu na filha o gosto pelo fado. Hoje é uma das mais apreciadas fadistas de Lisboa e caracteriza-se por cantar poemas e sonetos da magnífica poeta portuguesa Florbela Espanca, de imorredoura fama no país e no mundo. 


Caravelas


Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar! já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.
Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!
Se eu sempre fui assim este mar morto:
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!
Caravelas doiradas a bailar...
Ai quem me dera as que eu deitei ao mar!
As que eu lancei à vida, e não voltaram!...
 Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade" 



Desejos Vãos

 Eu queria ser o Mar de altivo porte
 Que ri e canta, a vastidão imensa!
 Eu queria ser a Pedra que não pensa,
 A pedra do caminho, rude e forte! 

 Eu queria ser o Sol, a luz imensa,
 O bem do que é humilde e não tem sorte!
 Eu queria ser a árvore tosca e densa 
 Que ri do mundo vão e até a morte! 

 Mas o Mar também chora de tristeza ... 
 As árvores também, como quem reza,
 Abrem, aos Céus, os braços, como um crente! 

 E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
 Tem lágrimas de sangue na agonia! 
 E as Pedras ... essas ... pisa-as toda a gente! ...
 Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"


O cantor Fagner também gravou um soneto de Florbela Espanca, Fanatismo, mas aí já não é mais um fado.


Fanatismo

Florbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."



                                        

sexta-feira, 19 de julho de 2013

João Paulo II

João Paulo II é desses homens carismáticos, que aparecem de tempos em tempos na história para mitigar o sofrimento dos pobres e elevar os espíritos sensíveis ao apelo do Alto. Já em seu retrato de infância, está espelhada nas faces suaves a doçura angelical que iria distribuir pelo mundo nas longas peregrinações que cobriram todos os continentes e a maioria das nações. 
Seus gestos pacíficos trouxeram trégua para a guerra fria, que angustiava os corações dos povos, semeando a paz e o amor sobre esta terra que fora regada por um século, com o sangue de mais de cem milhões de corpos por campos sem conta, pela ambição de alguns poucos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

São Longuinho


Perguntado um dia sobre a origem de São Longuinho, se seria um santo de fato ou uma brincadeira, recordei os estudos das antigas hagiografias, ou seja, vidas de santos.
São Longuinho não faz parte dos santos canônicos, isto é, os canonizados pela Igreja, mas é cultuado em muitos países, mormente em Portugal, especialmente na cidade de Braga. Também existem devotos desse santo em muitas cidades brasileiras.
Há uma tradição de que seria o soldado romano encarregado de terminar com a vida dos executados na sexta-feira para que o sábado, sagrado para os judeus, não fosse profanado por qualquer atividade. Passando pelos crucificados, quebrava-lhes as pernas para que se sufocassem sob o peso do corpo que ficava pendente apenas pelos braços.
Quando chegou a Jesus, percebendo que já estava morto, apenas perfurou-lhe o peito com a lança para certificar-se da sua morte. Algumas gotículas de líquido teriam caído do corpo do trespassado nos olhos do soldado que sofria de grave doença ocular. Milagrosamente teria sarado, em razão de que se teria convertido aos seguidores de Jesus, mais tarde tendo sido martirizado em razão de sua fé vindo a tornar-se então santo, São Longuinho.
Eu prefiro o nome LONGINO (longinus, em latim) que se origina da palavra grega λονγχή, que significa lança, daí Longino, ou lanceiro.

 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Momentos da sessão de autógrafos na FEARG FECIS

Carlos Perez, Cláudio Gabiatti, Oscar Brisolara e Luís Fernando Marozo

Oscar e Maria Cristina Brisolara com Luiz Carlos Balinhas 

Graça, Oscar Brisolara e Cláudio Gabiatti

 Luiz Augusto Andreoli de Moraes e João Francisco Troina Reguffe com convidados

  Luiz Augusto Andreoli de Moraes e João Francisco Troina Reguffe em palestra

Marcos Costa Filho e Carlos Perez

 Marcos Costa Filho e Dalva Leal

 Oscar Brisolara e sua Sancta Lucrezia dei Cattanei na FEARG FECIS

Oscar Brisolara e Luiz Fernando Marozo

 Oscar Brisolara,  Luís Fernando Maroso, Cláudio Gabiatti e Leandro Posadas

 Oscar Brisolara autografando na FEARG FECIS


                               Programa FURG Livraria Arte e Cultura para todos
                                                              na 35° FEARG FECIS 2013