quarta-feira, 4 de junho de 2014

AS CEGONHAS DE ALCALÁ - UNIVERSITY OF ALCALA


TORRE NA UNIVERSIDADE DE ALCALÁ




         Quando, pela primeira vez, fui à Espanha, acreditava ainda que a cegonha fosse uma ave extinta, mais presente nos mitos do que na vida real. Para um menino nascido na área rural, que de lá passara a um internato a partir dos nove anos, criado, portanto sem as histórias infantis, a cegonha chegara tardiamente à minha vida através da escola

.UNIVERSIDAD DE ALCALÁ DE HENARES


         Certa vez, Cristina e eu tomamos um ônibus em Lisboa, com destino a Roma. Qual foi o meu encanto ao percorrer os mais de quinhentos quilômetros ao pé dos Pireneus e constatar as cegonhas reais em seus enormes ninhos sobre as azinheiras copadas que se distribuem ao longo de toda a Estremadura espanhola, pela Mancha, de Badajoz a Madrid.

COM SANCHO E QUIXOTE


         Lá estavam elas, garbosas, aos milhares, protegendo seus ninhos e conferindo um caráter medieval às lindas paisagens rurais espanholas, bordadas pelos gigantescos aerodínamos de produção de energia eólica.
     

MOINHOS MEDIEVAIS EM FUNCIONAMENTO

          O que encanta, nesses lugares é o contraste entre o antigo, muito antigo, e o moderno. Os velhos moinhos de vento que preocupavam Quixote ainda se encontram em ação ao lado dos moderníssimos aerodínamos, produtores de parte essencial da energia elétrica consumida na Espanha.

MODERNOS AERODÍNAMOS DE ENERGIA EÓLICA


      Porém, o que mais me surpreendeu foi encontrá-las nas áreas urbanas, convivendo com os humanos, fazendo seus ninhos sobre os telhados e protegidas por todos.


 











         Em 2012, Cristina e eu fomos apresentar um trabalho na Universidade de Alcalá, cidade universitária situada a apenas 40 quilômetros da capital, Madrid, metrópole de mais de cinco milhões de habitantes. Pois em Alcalá elas estão em toda a parte, nas torres, nos altos telhados dos velhos pavilhões universitários. É encantador.

 UNIVERSIDADE DE ALCALÁ EM 2012