terça-feira, 7 de outubro de 2014

MITOLOGIA GREGA – AS PLÊIADES


Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara

Desde os primeiros estudos, há uma relação entre o mito das Plêiades e o mito do continente perdido, Atlântida. São elas, objeto de provocação dos artistas, quer na pintura, quer na escultura, como também na literatura.
A característica especial de que se revestem, confere-lhes seu caráter insólito, formando a cauda da constelação de Touro. O mito também é singular. São três, mas existe uma quarta, Mérope, a Plêiade fugitiva, que passa a ser conhecida como a Plêiade perdida. Teria fugido por ter-se juntado a um humano criminoso que foi condenado ao tártaro.
Plêiades (1885) do pintor simbolista Elihu Vedder.

Filhas de Atlas e Pleitone, por sua vez filha do Oceano, elas são sete: Electra, Maia, Taigete, Alcíone, Celeno, Asterope, e Mérope. Atlas era o titã que sustinha o mundo nas costas, teve muitas relações amorosas. Dentre suas amadas estava Pleitone, mãe das sete estrelas.
Segundo afirma o mito, Plêiade significa pomba. Os troianos relacionavam-nas com o continente perdido de Atlanta. Chamavam Atlas de Atlante e julgavam-se descendentes desse continente perdido.
Havia uma antiga tradição babilônia que afirmava existirem no ano primitivo lunar treze meses, um dedicado às Plêiades. De acordo com uma versão, elas eram virgens companheiras de Ártemis, deusa das florestas e da caça. Órion, famoso caçador, perseguiu-as sobre a terra toda, tendo elas se refugiado nos campos da Beócia. Os deuses, apiedando-se delas, transformaram-nas em pombas e as colocaram no céu em forma de estrelas.
Ainda de acordo com a mitologia, nenhuma era virgem. Todas tinham por amante alguma divindade, exceto Mérope que se uniu a um célebre criminoso, Sísifo. Envergonhou suas irmãs e tornou-se a Plêiade perdida, com menor brilho no céu.
Plêiade Perdida (1884),
de Bouguereau










Sísifo aparece na mitologia como o mais astuto dos humanos, o mais inescrupuloso. É famoso por mentir e enganar os próprios deuses. Mesmo condenado ao Tártaro, engana Plutão e Perséfone, fugindo diversas vezes para a terra.

Alguns especuladores afirmam que as Plêiades têm relação com o signo zodiacal de touro, cuja constelação inclui a brilhante Aldebaran, que foi utilizada por muitos ocultistas.