sábado, 1 de março de 2014

AS TRÊS GRAÇAS - RUBENS

AS TRÊS GRAÇAS

A reprodução da escultura que publiquei ontem, a pedido de uma aluna, representa um mito grego que exponho abaixo. Muitos escultores e pintores apresentaram a visão pessoal que tinham em seus imaginários. Anexo aqui o quadro do pintor belga Peter Rubens. Ele apresenta o modelo barroco de beleza, bem diverso dos de nossas revistas femininas.
Na mitologia grega, Graças ou Cárites (singular Cáris, do grego antigo Χάρις; no plural, Χάριτες, translit. Cárites, 'Graças') são as deusas do banquete, concórdia, encanto, gratidão, prosperidade famíliar e sorte, ou sejam, as graças. Eram as únicas filhas de Zeus e da deusa Eurínome, (segundo outras poucas versões de Hera, esposa divina). Dotadas de beleza e virtudes, eram acompanhantes de Afrodite, deusa do amor e beleza, e dançarinas das festas no Olimpo. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Ao que parece, seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação.
O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só cárite, Aglaia. Apesar das variações regionais, o trio mais freqüente é:
Tália - a que faz brotar flores;
Eufrosina - o sentido da alegria; esposa de Hypnos.
Aglaia - a claridade; esposa de Hefesto.
Embora pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento, as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico. Nas primeiras representações plásticas, elas apareciam vestidas. Mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas. Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como A primavera, de Botticelli (1445 – 1510), e As três Graças, de Rubens (1577 - 1640). A escultura de Antonio Canova, publicada aqui ontem, é deslumbrante.
AS TRÊS GRAÇAS - PETER PAUL RUBENS - MUSEO DEL PRADO