quinta-feira, 20 de março de 2014

DEUTSCHE LITERATUR - LITERATURA ALEMÃ - FRIEDRICH SCHILLER

FRIEDRICH VON SCHILLER

                Johan Christoph Fiedrich von Shiller foi um poeta, dramaturgo e filósofo alemão, nascido em Marbach, no dia 10 de Novembro do ano de 1759. Era filho de um cirurgião militar.
                Começa seus estudos pela Faculdade de Direito que troca pelo curso de Medicina, em 1775. Durante esse período alimenta sua paixão pela literatura, lendo clássicos como Plutarco e Shakespeare, os poemas do crítico literário Klopstock, além de Goethe, Lessing, Kant e dos iluministas Voltaire e Rousseau. Também nessa época Schiller se fascina com o movimento Sturm und Drang, do qual será representante, tal como seu amigo Goethe. É durante esse período na Faculdade de Medicina que Schiller escreve sua peça Os Bandoleiros (Die Räuber).
                Viveu em várias cidades alemãs, período em que fez amizade com Herder, Schlegel, Wieland e Goethe, todos eles representantes do romantismo alemão e classicismo, e exerceu a cátedra de História da Universidade de Jena, a partir de 1799. 
                Destacou-se com trabalhos como: «Ensaio sobre a relação entre o animal e a natureza espiritual do homem» em 1785, «O teatro como uma instituição moral» em 1785, «A arte trágica» em 1791, «Pela graça e dignidade» em 1793, «Sobre o sublime» em 1793, «Cartas sobre a Educação Estética do Homem» em 1795 e «Da poesia ingênua e sentimental», em 1796. 
                Dedicou-se basicamente à dramaturgia, produzindo grandes peças teatro. Suas principais peças de teatro foram:
Os Bandoleiros (1781) Die Räuber
A Conjura de Fiesco (1782) Die Verschwörung des Fiesco zu Genua
Intriga e Amor (1783) Kabale und Liebe
Don Carlos (1787/88) Don Karlos
Maria Stuart (1800)
Turandot (1801)
A Donzela de Orleans (1801) Die Jungfrau von Orleans 
A Noiva de Messina (1803) Die Braut von Messina
Guilherme Tell (1803/4) Wilhelm Tell 
                Foi também importante poeta. Escreveu famosos poemas como:
Os Artistas (1788)
Deuses da Grécia (1788) Die Götter Griechenlands
Ode à Alegria (1785) Ode an die Freude
O Ideal e a vida (1795)
Xênias (em parceria com Goethe – 1797)
A Luva (1797)
O Canto do Sino (1799) Das Lied von der Glocke
                Dedicou-se também à filosofia. Escreveu os seguintes textos nessa área:
Cartas Filosóficas (1786)
Da Arte Trágica (1792)
Cartas de Augustenburg (1793)
Sobre a Graça e Dignidade (1793)
Do Patético (1793)
Do Sublime (1793)
Kalias ou Sobre a Beleza ( publicado postumamente, 1847)
Cartas sobre a Educação Estética do Homem (1795) Über die ästhetische Erziehung des Menschen
Poesia Ingênua e Sentimental (1796) Über naive und sentimentalische Dichtung
                Tinha um apreço especial pela história que perpassa toda sua obra. Textos históricos:
História da Separação dos Países Baixos (1788)
História da Guerra dos Trinta Anos (incompleta)(1791-1793)
                Schiller foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII. Morreu em Weimar, na Alemanha,  a 9 de Maio de 1805.
Antologia:

Ode à Alegria

Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce voo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
Alegremente, como seus sóis voem
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões, vocês estão ajoelhados diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!

An die Freude

O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern laßt uns angenehmere
anstimmen und freudenvollere.
Freude! Freude!
Freude, schöner Götterfunken
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.
Wem der große Wurf gelungen,
Eines Freundes Freund zu sein;
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer’s nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund!
Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott.
Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt’gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.
Seid umschlungen, Millionen!
Diesen Kuß der ganzen Welt!
Brüder, über’m Sternenzelt
Muß ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such’ ihn über’m Sternenzelt!
Über Sternen muß er wohnen.

PHANTASY -- TO LAURA

NAME, my Laura, name the whirl-compelling
Bodies to unite in one blest whole--
Name, my Laura, name the wondrous magic
By which Soul rejoins its kindred Soul!

See! it teaches yonder roving Planets
Round the sun to fly in endless race;
And as children play around their mother,
Checker'd circles round the orb to trace.

Every rolling star, by thirst tormented,
Drinks with joy its bright and golden rain--
Drinks refreshment from its fiery chalice,
As the limbs are nourish'd by the brain.

'Tis through Love that atom pairs with atom,
In a harmony eternal, sure;
And 'tis Love that links the spheres together--
Through her only, systems can endure.

Were she but effaced from Nature's clockwork,
Into dust would fly the mighty world;
O'er thy systems thou wouldst weep, great Newton,
When with giant force to Chaos hurl'd!

Blot the Goddess from the Spirit Order,
It would sink in death, and ne'er arise.
Were Love absent, spring would glad us never;
Were Love absent, none their God would prize!

What is that, which, when my Laura kisses,
Dyes my cheek with flames of purple hue,
Bids my bosom bound with swifter motion,
Like a fever wild my veins runs through?

Ev'ry nerve from out its barriers rises,
O'er its banks the blood begins to flow;
Body seeks to join itself to Body,
Spirits kindle in one blissful glow.

Powerful as in the dead creations
That eternal impulses obey,
O'er the web Arachnine-like of Nature,--
Living Nature,--Love exerts her sway.

Laura, see how Joyousness embraces
E'en the overflow of sorrows wild!
How e'en rigid desperation kindles
On the loving breast of Hope so mild.

Sisterly and blissful raptures softens
Gloomy Melancholy's fearful night,
And, deliver'd of its golden Children,
Lo, the eye pours forth its radiance bright!

Does not awful Sympathy rule over
E'en the realms that Evil calls its own?
For 'tis Hell our crimes are ever wooing,
While they bear a grudge 'gainst Heaven alone!

Shame, Repentance, pair Eumenides-like,
Weave round sin their fearful serpent-coils:
While around the eagle-wings of Greatness
Treach'rous danger winds its dreaded toils.

Ruin oft with Pride is wont to trifle,
Envy upon Fortune loves to cling;
On her brother, Death, with arms extended,
Lust, his sister, oft is wont to spring.

On the wings of Love the Future hastens
In the arms of ages past to lie;
And Saturnus, as he onwards speeds him,
Long hath sought his bride -- Eternity!

Soon Saturnus will his bride discover,--
So the mighty Oracle hath said;
Blazing Worlds will turn to marriage torches
When Eternity with Time shall wed!

Then a fairer, far more beauteous morning,
Laura, on our Love shall also shine,
Long as their blest bridal-night enduring:--
So rejoice thee, Laura -- Laura mine!


Die Pest, eine Fantasie

Gräßlich preisen Gottes Kraft
Pestilenzen würgende Seuchen,
Die mit der grausen Brüderschaft
Durchs öde Thal der Grabnacht schleichen.

Bang ergreifts das klopfende Herz,
Gichtrisch zuckt die starre Sehne,
Gräßlich lacht der Wahnsinn in das Angstgestöhne,
In heulende Triller ergeußt sich der Schmerz.
Raserei wälzt tobend sich im Bette –

Gift’ger Nebel wallt um ausgestorbne Städte
Menschen – hager – hohl und bleich –
Wimmeln in das finstre Reich.
Brütend liegt der Tod auf dumpfen Lüften,
Häuft sich Schäze in gestopften Grüften