sexta-feira, 20 de maio de 2016

O FILHO DE LUÍS XVI E MARIA ANTONIETA TERIA SOBREVIVIDO À REVOLUÇÃO FRANCESA - AFIRMA-SE AGORA


Maria Antonieta e seus filhos
Novos dados sobre a morte do filho de Luís XVI e Maria Antonieta




Maria Antonieta, rainha da França à época da Revolução Francesa, tinha quatro filhos do então rei Luis XVI: a filha mais velha Marie-Thérèse que a época da sua execução em 1793, tinha quinze anos; um filho que tinha morrido ainda criança; um filho que adoeceu e faleceu em 1789 e o último, Louis Charles, que nessa época tinha por volta de oito anos e era considerado o substituto do pai.
Em 1814, Napoleão foi deposto por uma coligação de reinos da Europa, e restaurada a monarquia francesa  mais precisamente no dia 6 de abril de 1814, durando até as revoltas populares da Revolução de Julho de 1830,
Luis XVIII, manteve o título de Conde da Provença como irmão mais novo do rei Luís XVI até ascender ao trono francês. A Convenção Nacional aboliu a monarquia em 21 de setembro de 1792 e depôs o rei, mais tarde executado na guilhotina. Quando o jovem filho de Luís XVI, Louis Charles foi dado como morto na prisão em junho de 1795, Luís tornou-se o herdeiro imediato e sucedeu o sobrinho como rei titular da França.
"Depois de, em Abril, se ter pensado que estava resolvido o mistério da morte do filho do rei Luís XVI, surgiram novos dados sobre o caso. Edmond de Bourbon diz-se descendente da família real francesa e garante que Louis-Charles está sepultado na Alemanha.
Quando todos já julgavam desvendado um dos maiores mistérios da história europeia, surgiu esta semana um novo desafio à ciência moderna, lançado por um suposto herdeiro da coroa francesa, sobre o destino do filho do rei Luís XVI.
O enigma que envolve o menino Louis-Charles, filho do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, executados na guilhotina, parecia ter sido esclarecido em Abril, quando cientistas afirmaram que testes de DNA haviam provado que ele morrera numa obscura prisão de Paris, em 1795.
Afinal, garante Charles-Louis-Edmond de Bourbon, Louis-Charles escapou das garras da Revolução Francesa.
«Eles analisaram o coração errado nos testes», alega Edmond de Bourbon, descendente de um dos muitos herdeiros da realeza que apareceram por toda a Europa nas décadas seguintes à execução de Luís XVI, em 1793.
Há três meses, cientistas da Bélgica e da Alemanha realizaram testes com o suposto coração de Louis-Charles, a fim de compará-lo com amostras de DNA de membros ainda vivos e de outros, já mortos, de sua família. Os cientistas chegaram a analisar um chumaço do cabelo da rainha Maria Antonieta.
Aos 71 anos, Edmond de Bourbon continua a insistir que Louis-Charles sobreviveu à prisão e fugiu para a Alemanha, onde teria mudado seu nome para Carl Wilhelm Naundorff.
De Borubon conta que apelou recentemente a autoridades holandesas para que permitam a abertura da sepultura de Naundorff, na cidade de Delft. Desta forma, seus restos seriam submetidos a exames de DNA, os quais comprovariam que ele realmente era filho dos reis decapitados.
Naundorff, ou Louis-Charles, morreu em 1845, após passar anos tentando provar que tinha direito ao trono.
Então com oito anos, Louis-Charles tornou-se rei automaticamente quanto Luís XVI foi guilhotinado.
Na época da Revolução Francesa, o menino foi mantido na temível Prisão do Templo, onde a ordem era impedir que qualquer monarquista tentasse libertá-lo.
Louis-Charles era tratado como um animal engaiolado. A sua morte foi anunciada em 1795, devido a uma doença cujos sintomas são hoje reconhecidos como os da tuberculose.
Ainda na prisão, médicos realizaram uma necropsia e o coração do menino foi removido.
Há versões, entretanto, de que o corpo não era de Luís XVII. O infante teria sido resgatado da prisão por simpatizantes, ainda vivo, e o corpo de um outro menino teria sido posto em seu lugar."
(Disponível em http://www.tsf.pt/arquivo/2000/ciencia/interior/novos-dados-sobre-a-morte-do-filho-de-luis-xvi-718720.html).