sábado, 14 de novembro de 2015

CONFLITO ENTRE O ORIENTE E OCIDENTE - UMA DAS EXPLICAÇÕES PARA OS ATENTADOS CONTEMPORÂNEOS


Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Nada se move em razão de uma única causa. Os movimentos terroristas no mundo fundam-se em razões históricas diversas: umas ligadas a conflitos muito distantes e outras relacionadas com fatos eminentemente recentes. Ocidente e Oriente enfrentam-se desde antes dos antigos gregos. As guerras greco-pérsicas são um exemplo disso. O breve império de Alexandre foi uma revanche europeia. Seguiram-se os grandes impérios, o grego, mormente o romano, cujo domínio, no reinado de Trajano, estendeu-se até o sagrado Rio Ganges. Permearam todo o processo o desenvolvimento das religiões. No século VII (622), Maomé unifica os árabes. No século seguinte (711), os árabes sarracenos invadem a Europa, com Gibral Taric, que domina a Espanha e Portugal. Porém, as tropas sarracenas chegam às portas de Roma e somente não a tomam por intervenção dos imperadores francos. Ocorrem, então, as Cruzadas, surge a ordem dos templários.Acontecem as lutas com o benévolo Saladino, a criação do Reino Cristão de Jerusalém e sua extinção. Segue-se nova unificação árabe sob o domínio dos turcos com o poderoso Império Otomano, que tenta invadir a Europa, agora pelo Oeste. Os otomanos dominam a Grécia e chegam aos Bálcãs, dominando toda a Albânia, que ainda hoje é prioritariamente árabe. De 1453, até 1829, dominam essa região toda. Depois, ainda no século XIX, França e Inglaterra partilham os países árabes e o Oriente todo, criando o que eufemicamente se chamou de padroado ou protetorado, incluindo, nesses domínios, a subjugação da China e do sudeste asiático (Vietnam, Cambodja, Tailândia) pela França, e da Índia e Paquistão pela Inglaterra. Essa é uma abordagem superficial e rápida. Somem-se agora, a isso as atuais lutas entre norte-americanos e europeus contra os árabes, além das divisões das nações árabes do pós-guerra e teremos uma situação propícia a toda a violência. Ainda se podem acrescentar as pequenas guerras sob controle para atender os interesses da indústria bélica de todos os lados: americana, russa, europeia e, mais proximamente, chinesa e japonesa. Não se podem olvidar os enormes interesses dos banqueiros em tudo isso, cujos lucros homéricos se multiplicam nas guerras e se solidificam nas reconstruções. Não se pode esquecer que guerrilheiros também manipulam fortunas e compram equipamentos militares.