sábado, 1 de abril de 2017

COMPRA DO ALASCA - GRANDE NEGÓCIO DOS USA

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A compra do Alasca pelos EUA, da Rússia, foi um dos melhores negócios da história
Posted by Thoth3126 on 01/04/2017
Em 1867, uma autoridade dos EUA se viu alvo de piadas impiedosas por ter incentivado e autorizado uma compra considerada extravagante, em sua época, com recursos públicos da união. Os Estados Unidos tinham acabado de pagar US$ 7,2 milhões (atualizado seria a bagatela de apenas US$ 110 milhões) ao governo (manipulado) imperial russo pelo território do Alasca, uma imensidão isolada que não parecia ter utilidade econômica alguma, naquele tempo e momento da história humana.
Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch
Porque a compra do território do hoje Alasca pelos EUA foi um dos melhores negócios da história

Os críticos zombavam da “loucura de Seward”. Era assim que eles chamavam a compra do Alasca, associando-a com o então secretário de Estado do governo federal dos EUA, William Seward, que tinha feito o negócio.
Nesta quinta, dia 30 de março, faz 150 anos que os Estados Unidos compraram esse vasto e rico território de recursos minerais, especialmente PETRÓLEO. O tempo acabou dando razão à Seward: a aquisição se mostrou um dos negócios mais rentáveis da história da humanidade em todos os tempos. Foi uma aquisição territorial ( com o incrível tamanho de 1.723.336,57 de km quadrados de terras) de vastas extensões de terra, rica em recursos naturais, sem usar o meio da Guerra, apenas como um mero e simples negócio.

Anchorage é a mais meridional grande cidade e também a mais populosa do Alasca. Segundo o censo nacional de 2010, sua população é de 291 826 habitantes, e 374 553 na região metropolitana. A cidade constitui mais de 40% de toda a população do estado.
Foi uma espetacular pechincha

Se for levada em conta a inflação do período, os US$ 7,2 milhões pagos pelos Estados Unidos em 1867 ao czar Alexandre 2º equivalem a cerca de US$ 110 milhões (R$ 358 milhões de reais) atualizados aos preços de hoje. Ou seja, pagou-se uma verdadeira pechincha pelo que hoje é o maior Estado dos EUA.

A compra do Alasca adicionou mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados aos territórios dos EUA. Com isso, se analisarmos apenas o preço do quilômetro quadrado de terras hoje naquele Estado, estima-se que o território vale 150 vezes mais do que o governo em Washington pagou por ele.

Mas o Alasca é muito mais que um pedaço de terra gelada. É também um enorme depósito de recursos naturais: menos de 20 anos depois de o negócio ser fechado, instalou-se uma grande corrida por ouro na região do rio Yukon, em Kondikle. Além disso, em meados do século 20, as grandes empresas petroleiras encontraram enormes reservas de petróleo e gás no norte do Estado que, desde então, tem sido exploradas de maneira intensa e rendem bilhões de dólares.

O Alasca se transformou numa poderosa economia. Tem uma população que se aproxima de 1 milhão de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 44 bilhões anuais. Em outras palavras, produz EM APENAS UM ANO mais de 400 vezes o que a Rússia ganhou ao vender esse vasto território.

Aurora Boreal no território do Alasca
Poder militar

O Alasca sempre foi considerado estratégico do ponto de vista militar pelo governo dos EUA. Acredita-se que, entre as razões pelas quais a Rússia vendeu a terra, estaria o receio de que o Reino Unido tivesse ambições expansionistas. Naquela época, os britânicos eram uma superpotência mundial e já controlavam o Canadá.

Mal imaginaria o czar que, quase um século depois, em 1945, com o início da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, o Alasca se tornaria um posto militar de valor inestimável – permitia que tropas, radares e aviões norte americanos estivessem praticamente na porta da Rússia, pois o território é uma fronteira natural com a Rússia.

Logo, vista com as lentes da modernidade, a venda feita em 1867 pelos russos pode ser encarada como um dos maiores erros comerciais e uma falha estratégica monumental.
Consolo

Mas essa não foi a única compra de terras a favorecer os EUA no século XIX. Em 1803, décadas antes da aquisição do Alasca, os americanos compraram da França a área conhecida então como Louisiana. Era um território ainda maior que o Alasca, com 2,1 milhões de quilômetros quadrados que compreendem hoje 15 Estados dos EUA – vai da cidade de Nova Orleans, no sul, até Montana, no noroeste do país.

O custo da compra de Louisiana foi de US$ 15 milhões, o equivalente hoje a aproximadamente US$ 300 milhões hoje. No século XIX, os EUA conseguiram um aumento territorial expressivo mediante o pagamento de quantias irrisórias para potências europeias. Mas uma coisa é verdade: naquela época, era difícil prever a expansão econômica que o país iria contabilizar décadas mais tarde. No Alasca, este ano, comemorou-se efusivamente o 150º aniversário do negócio assinado por Seward em 1867. E ele acabou entrando para história não como um louco, como previam seus contemporâneos, mas como o arquiteto de um dos maiores negócios de compras de terras de todos os tempos.

O Alasca (em inglês Alaska e em russo Аляска) é um dos 50 estados dos Estados Unidos e o maior em extensão territorial, sendo maior do que os estados americanos de Texas, Califórnia e Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos em termos de extensão territorial). É também o estado mais escassamente povoado dos Estados Unidos, com uma densidade populacional de apenas 0,42 hab/km², a menor entre todos os 50 estados.

Tem menos habitantes do que qualquer estado americano com exceção do Wyoming, Dakota do Norte e Vermont. Se fosse um país independente, o Alasca seria o 17° maior país do mundo em extensão territorial. Relativamente isolado do restante do país, é considerado parte dos Estados do Pacífico. Nos dias atuais, a discussão sobre a sua independência tem ganhado força. É certo também que algumas ameaças de mísseis do extremo oriente só podem atingir os Estados Unidos pelo Alasca.

O Alasca é o estado mais setentrional e ocidental dos Estados Unidos. É também considerado por alguns como o estado mais oriental do país, uma vez que duas das ilhas do Arquipélago dos Aleutas estão localizadas no Hemisfério Oriental. A maior parte da população do Alasca vive na região sul e sudeste do estado. Muito do Alasca é escassamente povoado. Por causa disso, o seu cognome oficial é The Last Frontier (“A Última Fronteira”). O Alasca é uma península e faz fronteira somente com o Canadá, através do território de Yukon e da província de Colúmbia Britânica.


É um dos dois estados americanos que não fazem parte da área contínua dos Estados Unidos, os 48 estados localizados entre o Canadá e o México. O segundo estado é o Havaí. O nome Alasca provém da palavra Alakshak, que significa “grande terra” ou “grande península” em aleúte, um idioma esquimó-aleutiano falado em partes do seu território; essa palavra foi depois traduzido em russo Аляска para acabar na língua inglesa. 

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