terça-feira, 18 de agosto de 2015

A PAIXÃO DO POETA SONHADOR LORD BYRON – A ENCANTADA LUCRÉZIA BÓRGIA

Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Lord Byron
Que o renomado escritor inglês Lord Byron era um apaixonado, sua própria biografia o afirma. Apaixonava-se por causas como o fez com a libertação do povo grego do domínio otomano, causa, aliás, que lhe trouxe a morte. Pegou em armas para defender a Grécia e morreu em combate.
Apaixonava-se também por pessoas, como o fez com Lucrézia Bórgia, a minha Lucrezia dei Cattanei. Tamanha era a paixão do poeta inglês pela princesa italiana que levou o jovem a passar temporadas em Roma. O fato de ele ter vivido trezentos anos depois da jovem romana não foi nenhum empecilho para que essa paixão fosse avassaladora.
Lucrézia Bórgia

Tamanha era a paixão do lorde que o levava a ficar horas inteiras apreciando a “scalinata dei Borgia”, uma residência em que Lucrézia vivera há séculos, sonhando com as passagens da elegante moça pela sacada frontal do prédio.
Conta-se também que o inglês enamorado teria conseguido alguns fios de cabelo de sua paixão, Lucrézia Bórgia, filha do papa Alexandre VI, cujo nome civil de Rodrigo Bórgia.
Naquela época havia uma forma de namoro conhecida como amor cortês. Esse, geralmente, não passava da forma literária. Assim parece que era o amor entre Lucrézia Bórgia e Pietro Bembo, um escritor do tempo dos Bórgia na corte de Roma.
Pietro Bembo





Capelli di Lucezia


Acontece que durante o longo período em que trocaram cartas, Pietro vivia em Milão e Lucrézia, em Ferrara, cidades distantes uma da outra, para os meios de transporte do início do século XVI. Lucrezia enviou uma mecha de cabelos loiros cacheados a Pietro Bembo. Esses cabelos encontram-se até hoje, 500 anos depois, na Biblioteca Ambrosiana de Milão, lugar que tive o prazer de visitar. Foi parte dessa mecha que o guarda vendeu a Lord Byron. Veja-se até onde vai uma paixão.
Lettera di Lucrezia a Pietro