sexta-feira, 18 de abril de 2014

GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ – O INVENTOR DE NOTÍCIAS - HOMENAGEM PÓSTUMA A NOSSO ILUSTRE NARRADOR LATINO-AMERICANO



         Garcia Márquez, por longos anos, trabalhou como jornalista. Amava as reportagens. Se não encontrasse algo interessante em uma comunidade para narrar aos leitores inventava, criava.
         Conta-se que fora enviado, em 1954, pelo jornal El Espectador em que trabalhava para cobrir um grande protesto em um pequeno lugarejo distante da capital chamado Quibdó, na província de Chocó, em plena floresta colombiana.
         Ao chegar ao local, descobre que haviam sido apenas boatos. Organiza então, em combinação com um jornalista do local, uma encenação de protestos. Criam cenas de revolta e de protestos.
         Envia para seu jornal fotografias de desfiles que teriam ocorrido por treze dias consecutivos sob chuva torrencial. Assim, em muitas ocasiões, inventa notícias de fatos jamais ocorridos.
         Por outro lado, quando o fato a ser noticiado carecia de interesse, exagerava para que a notícia fosse relevante.
         Conta-se que, em 1848, publica na sua coluna no jornal em que trabalhava uma série de comentários sobre César Guerra Valdés, que afirma ser um promissor poeta desconhecido em sua terra natal, que teria uma contribuição relevante na literatura latino-americana. Ocorre que nunca existiu nenhum poeta César Valdés.

         Essa espécie de brincadeira de muitos jornalistas com seus leitores, que esperam sempre fatos espetaculares, é mais comum do que se pensa, em quase todo o mundo. Está sendo mesmo objeto de teses de doutorado. O leitor não se contenta com os fatos da vida banal. Então, o jornalista inventa detalhes fortes para alimentar essa curiosidade.