segunda-feira, 29 de junho de 2015

UMBERTO ECO LANÇA NOVO LIVRO - NÚMERO ZERO

Acabo de receber feliz, da minha amada Cristina, o novo lançamento do escritor italiano Umberto Eco. O tema inusitado do livro, cujo título é "Número Zero", é o jornalismo, ou o que há de negativo no jornalismo. "Um grupo de redatores, reunidos ao acaso, , prepara um jornal informativo;seu objetivo é chantagear, difamar, prestar ser viços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. E, nas sombras, a Gládio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terrroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça - um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão confessados por seus autores.
Um cadáver entra em cena de repente na rua mais estreita e mais mal-afamada de Milão. Uma delicada história de amor se desenrola entre dois personagens, dois perdedores por natureza: um ghost-writer fracassado e uma mulher perturbadora, que, para ajudar a família, largou a faculdade e se especializou em cobrir casos amorosos de celebridades, mas ainda chora quando ouve o segundo movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven.
Uumberto Eco - 83 anos
Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes, enquanto os dois poersonagens acreditam que o pesadelo terminou. Uma aventura amarga e grotesca que se desdobra na Europa do fim da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje."
Umberto Eco, nascido em Alexandria, Egito, em 1932, é professor aposentado da Universidade de Bolonha, norte da Itália. Publicou livros teóricos, de modo especial na área da semiótica, Inicia sua carreira de ficcionista na década de 1980, com a famosa narrativa poilicial, cujo entrecho se desenvolve na Idade Média, intitulada "O Nome da Rosa", que se tornaria um best-seller do ramo, tendo sido levada também para o cinema.