terça-feira, 31 de março de 2015

SHEKINAH - O ASPECTO FEMININO DA DIVINDADE - SHEKHINAH - ASPECT OF THE DEITY FEM

Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Catedral de St. Killian, em Würzburg , Alemanha
"A Presença Shekinah (Divina) - o aspecto feminino da Divindade - existe em todas as ordenações criadoras de todas as dimensões, e é o Poder pelo qual somos reespacializados para participar do "nascimento virgem" de nosso eu divino embrionário." (J.J. Hurtak)
Shekinah é a transliteração em português do substantivo hebraico שכינה, cujo sentido é habitação ou assentamento. Em sua forma denotativa, simboliza a divina presença. Este termo deriva de um verbo hebraico, que acumulava o sentido de para resolver, habitam, ou, simplesmente, habitar. A mesma raiz está presente em nomes que se referem à confecção dos ninhos, pelos pássaros.
Desse modo, no pensamento judaico clássico, Shekinah refere-se a uma habitação, assumindo, muitas vezes, o sentido de presença divina, significando especificamente que, com a shekinah, a presença de Deus é mais facilmente perceptível.
Certos teólogos ligados ao cristianismo associam a shekinah ao substantivo de origem grega (Παρουσία) parusia, cujo sentido é presença ou chegada, empregado na teologia como aquilo que há de acontecer nos últimos dias, ou o fim a que nos destinamos todos os humanos, também designada como segunda vinda de Cristo e, popularmente, identificada com o próprio fim do mundo.
Como o termo é feminino, desde sua origem, associa-se também aos atributos femininos da presença de Deus. A feminilidade aqui é entendida como a força que modela e sustenta toda a criação.
Identificar-se-ia com a força maternal que sustenta as transformações do universo. Seu símbolo mais acabado seria a Estrela da Manhã.
Shekinah é a preseça do Deus paixão e compaixão, capaz de compreender nossas alegrias e paixões, entender mesmo as fraquezas humanas. Segundo uma tradição do povo judeu, essa divindade habitava o templo de Jerusalém. Quando esse templo foi destruído ela passou a habitar o espírito humano.
Hoje, ela continua habitando aqueles que têm fé. Comprende as fraquezas e quedas dos fracos e está sempre ao lado deles, com sua sensibilidade feminina, condoendo-se de suas dores e males, e auxiliando-os na retomada do caminho do bem.