quarta-feira, 22 de julho de 2015

DAS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO – CLUBE DE BILDERBERG


Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Praga - República Checa
O Clube de Bilderberg, também conhecido como Conferência de Bilderberg ou Grupo de Bilderberg é um dos mais comentados grupos, que, segundo muitos comentários de há bastante tempo, seria responsável pelo planejamento da economia e da política mundiais. Há mesmo que acuse seus membros de programarem conspirações bancárias, industriais e comerciais, visando a controlar a economia e a política mundiais.
O nome Bilderberg origina-se do local da primeira conferência do Clube, realizada em 1954, em um resort situado na Holanda, mais precisamente na vila de Oosterbeek, no ducado de Gueldres, conhecido como Hotel de Bilderberg. Há efervescentes boatos sobre esse grupo, acreditando muitos que congregue uma sociedade secreta.
A última conferência, a 62ª, teria acontecido entre os dias 29 de maio e 1º de junho, na Dinamarca, em Copenhagen, no luxuoso Hotel Marriott. Outras tantas ocorreram em diversas cidades da Europa ou dos Estados Unidos.
O fundador do grupo teria sido o líder político polonês Józef Retinger Hieronim, PhD em Literatura pela Sorbonne aos 20 anos, que teria sido o idealizador do que veio a se tornar a União Europeia, depois de ter participado como conselheiro de diversos governos em diferentes países.
O objetivo de seu fundador seria formar um poderoso grupo internacional que colocasse do mesmo lado a Europa Ocidental e os Estados Unidos da América. Dessa forma, foram escolhidos líderes liberais e conservadores que representassem os principais países que viriam a compor a União Europeia e outros tantos representantes da América do Norte.
Essas são as versões mais ou menos oficiais a respeito do grupo. Porém, sobre ele pairam as mais variadas acusações, desde a pressão política e econômica em defesa de interesses particulares de empresas e países membros da entidade, chegando mesmo à participação criminosa na manipulação da economia mundial.
Dessas acusações fazem parte a lavagem de dinheiro originário de atividades ilegais, como tráfico internacional de armamentos, drogas; participação de entidades secretas como Mossad e Cia que teriam recebido quantias enormes para depor políticos indesejáveis aos interesses do grupo em todas as partes do mundo; patrocínio e contratação de assassinos para eliminar concorrentes poderosos, por toda parte; atuação no controle dos preços internacionais, com manobras sobre os valores de comodities como petróleo, alimentos fundamentais, minérios como o aço; ação sobre o processo de valoração de obras de arte, cujo valor está muito mais ao sabor da subjetividade de renomados críticos; controle de atividade sobre moda; controle internacional sobre preciosidades como pedrarias e metais raros, cuja oferta é sempre altamente moderada para que o preço do mercado se mantenha sempre exageradamente elevado; definição dos centros controladores de cada produto, para que não haja concorrência predatória para os interesses do grupo; por outro lado, a manutenção de preços baixos de produtos originários de países pobres, promovendo a monocultura em cada um dos produtores, dependentes de financiamentos dos poderosos, e tantas outras acusações que seria impossível listá-las todas.
Uma das acusações fundamentais feitas ao Clube seria a criação de uma política internacional tão poderosa que estaria mesmo acima do poder dos estados e países constituídos, de tal modo que os governantes seriam meros fantoches, cujas ações dependeriam fundamentalmente das decisões do poderoso sistema, porém os mandantes oficiais carregariam o ônus do efeito negativo sobre as populações de toda parte de políticas que lhes fugiriam completamente do controle.
“Os principais objetivos são todos muito mundanos: um Governo Mundial controlado por um Banco Central Mundial. As famílias de banqueiros internacionais que fornecem grande parte do capital para a criação do Banco Mundial Central criando assim riqueza virtualmente ilimitada para as futuras gerações de banqueiros internacionais. Esta riqueza seria mais do que suficiente para satisfazer a ganância, as ambições de poder e necessidades políticas de interesses bancários internacionais no controle da humanidade. O Grupo BILDERBERG já se tornou, de acordo com o escritor Daniel Estudin governo mundial paralelo na sombra (e das trevas).” ( Citação disponível em http://thoth3126.com.br/grupo-bilderberg-misterios-e-controle-alienigena/).
Até que ponto vai a verdade sobre o que se afirma sobre esse poderoso Clube, ninguém jamais conseguiu comprovar. Acontece que não se pode ser tão crédulo ao ponto de negar a existência de poderes e forças que atuam na clandestinidade e no segredo, porém é necessária uma prudente filtragem para descartar certas afirmativas verdadeiramente inconcebíveis. Difícil está em estabelecer o ponto de equilíbrio da verdade.