terça-feira, 19 de abril de 2016

DUZENTOS ANOS DA FAMÍLIA BRIZOLARA NO SUL DO BRASIL E URUGUAI

Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Pois foi exatamente no ano de 1816 que o patriarca da família Brizolara pisou pela primeira vez nas terras do Brasil. Pietro Brizolara, vindo de Gênova, estabeleceu-se em Pelotas, no Rio Grande do Sul.
 Filho de Simone (Simão) Brizolara e de Maddalena Brizolara, nascido na cidade italiana de Gênova, migrou para o sul do Brasil, tendo deixado uma numerosa descendência. Desposou Ana Francisca da Silveira em 26 de novembro de 1816.




Dessa união resultaram os seguintes filhos:
1)                   - Francisca, nascida em 1822 em Pelotas, enterrada em Pinheiro Machado (antes Cacimbinhas) aproximadamente em 1898, casada com Manuel da Rosa Machado Filho (1811-1892);
2)                   - José Pedro, nascido em 25/12/1830 em Pelotas, falecido em 26/01/1872 em Pelotas, casado com Luiza Amélia da Silveira (ca.1835-1872);
3)                   - Pedro, nascido em 04/10/1831 em Pelotas, falecido em 28/01/1899 em Jaguari, Taquarembó, Uruguai, casado em 06/005/1859 com Delfina Rosa da Rosa ou Delfina Rosa Madruga (nac. possivelmente em 1840, falecida depois de 1905 em Taquarembó, Uruguai);
4)                   - Joaquim Pedro, (nascido em Piratini em 1840), casado com Josefa da Rosa (nascida possivelmente em 1846, irmã de Delfina Rosa de Rosa (ou Madruga), esposa de Pedro Brizolara).
5)                   - Madalena Teodora, da qual somente se sabe que se casou com João Cândido da Rosa, irmão de Manuel da Rosa Machado Filho (esposo de Francisca Brizolara), pelo certificado profissional de um de seus filhos, Celso.
Observação: Louvo-me de modo especial em dados fornecidos pelo primo uruguaio Andrés Sebastián Brizolara Texeira, que vive em Montevidéu e cujas pesquisas me parecem muito cuidadosas e coerentes. Há muitas árvores genealógicas da família Brizolara do sul do Brasil e Uruguai, mas que conflituam entre si em alguns aspectos. Afirmou-me Andrés que não possui todas as fontes sobre os filhos de Pietro Brizolara.
Sigo, daqui em diante, apenas a linhagem que conduz diretamente a meu pai, deixando de mencionar  os descendentes de linha paralela que vieram a forma outras tantas famílias em sucessivos ramos. Prossigo, em sequência, com meus filhos e netos.

Itália, Gênova :
Simone (Simão) Brisolara x Maddalena Brizolara

Brasil , Pelotas :
1)   Primeira Geração Brizolara no Brasil
Pietro Brizolara x Ana Francisca da Silveira Brizolara

2)   Segunda Geração
José Pedro Brizolara x Luíza Amélia da Silveira Brizolara

3)   Terceira Geração
Pedro José Brizolara x Maria da Glória Brizolara de Brizolara

4)   Quarta Geração
Vicente Pedro Brizolara x Maria Altina Cruz Brizolara

5)   Quinta Geração
Heliodoro Brizolara x Laudelina Farias Brizolara

6)   Sexta Geração
Valcir Brisolara x Noêmia Pegoraro Brisolara

7)   Sétima Geração
Oscar Luiz Brisolara x Carmen Vera Machado Bassols (Brisolara)
Maria Cristina Freitas Brisolara
8)   Oitava Geração
Clarice, René, Simone, Luciene, Lisiane Brisolara

9)           Nona Geração
      Larissa, Rafael, Eduardo

Com meus netos, inicia-se a nona geração da família Brizolara em minha linhagem. Nossa família, originária de Gênova, como se viu, possui muitos descendentes nos Estados Unidos, havendo descendentes dela em todas as regiões da América do Norte. Todos eles têm a mesma origem genovesa.
Pietro Brizolara vem a ser meu pentavô, se me permitem o neologismo. Embora costume-se dizer que depois de tetravô usam-se os ordinais da quinto avô e assim por diante, nada impede que se forme esse neologismo. Num momento em que a informática facilita a recuperação de dados, essas sequências vão-se tornando cada vez maiores.
Voltando à história da família Brizolara, há uma associação dos membros dela  nos USA e um livro de genealogia intitulado Brizolara Family. Já, aqui no Brasil, há, especialmente na Bahia, um grupo da família Brizolara, que se concentra de modo especial na região de Serrinha e cidades vizinhas. Esses também, por informações dos amigos que lá tenho, são oriundos de Gênova.
Em São Paulo, fixou-se por vários anos Luigi Brizolara, um escultor responsável por inúmeros monumentos especialmente situados junto ao MASP e ao Cemitério da Consolação. Uma de suas obras mais importantes em bronze é o Mausoléu da família Matarazzo. Porém, Luigi, retornou a Gênova, onde faleceu.
A uma distância de pouco mais de trinta quilômetros de Gênova há um vilarejo que tem o nome de Brizolara. Situa-se no interior da Ligúria, próximo à fronteira com o Piemonte.
Para registrar nossa história, elaborei uma árvore genealógica da família, que principia com o genovês Simone Brizolara e contempla a grande maioria dos seus descendentes e a hospedei no site MyHeritage, um órgão internacional que registra genealogias de todas as partes do mundo.
Portanto, um fato importante para todos os membros da família Brizolara do Sul da América do Sul é que aqui nos instalamos há precisos duzentos.
Pedro, filho de Pietro e Ana Francisca, nascido em 04/10/1831 em Pelotas, falecido em 28/01/1899 em Jaguari, Taquarembó, como se pode perceber, transferiu-se para o Uruguai, e deu origem a numerosos membros de nossa família nesse país, em diferentes localidades. Esta é uma pequena pesquisa que aborda um grupo familiar enorme que parece ter uma unidade universal.