quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CORRE-SE O RISCO DE UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?


Conflito Rússia x EUA-OTAN na Síria se deteriora
Posted by Thoth3126 on 03/10/2016

EUA suspendem diálogo com Rússia na Síria

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (03/10) a suspensão dos contatos bilaterais com a Rússia nos temas referentes à Síria, e determinaram a retirada de seus militares que se preparavam para coordenar com Moscou ataques.
O motivo é a contínua ofensiva russo-síria em Aleppo. Moscou alega que a administração Obama ‘fez de tudo’ para destruir a confiança entre a Rússia e os EUA
Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch
Apoio da Rússia à ofensiva do regime de Assad contra “rebeldes” em Aleppo leva americanos a cancelarem cooperação militar com Moscou na guerra civil. Com decisão, cessar-fogo fica ainda mais distante. 
“Os EUA suspenderam sua participação em canais bilaterais com a Rússia, estabelecidos para sustentar o fim das hostilidades. Esta não é uma decisão tomada superficialmente”, afirmou John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado, em comunicado.

Uma cidade devastada: alvo contínuo de bombas, Aleppo vive drama humanitário
Segundo Kirby, militares russos e americanos continuarão a usar um canal de comunicação apenas para assegurar que suas forças não cruzem caminho durante “operações antiterroristas na Síria”. Mas foram convocados de volta aos EUA militares enviados a Genebra para a implementação de um centro de controle operacional conjunto.
Também estão suspensas, a partir desta segunda, as discussões com a Rússia para reavivar o acordo de 9 de setembro, alcançado entre o secretário de Estado John Kerry e o chanceler russo, Sergei Lavrov, para um cessar-fogo na Síria. A trégua colapsou menos de uma semana após entrar em vigor.
O governo russo não demorou a se manifestar. Em comunicado, o Ministério do Exterior afirmou que, ao tomar tal decisão, os EUA tentam empurrar para os russos a culpa pela situação na Síria. Moscou acusou ainda os americanos de não cumprirem sua parte no cessar-fogo.


No último dia 22 de setembro, o Exército do presidente Bashar al-Assad, respaldado por aviões russos, lançou uma nova e agressiva ofensiva contra os rebeldes em Aleppo, em meio a condenações internacionais – especialmente dos EUA.
A Rússia está enviando cada vez mais aviões de guerra à Síria para intensificar sua campanha de ataques aéreos, desafiando as forças da coalizão do Ocidente. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, descreveram os bombardeios russos e sírios na cidade de Aleppo como “bárbaros”.
Damasco e Moscou rejeitaram o cessar-fogo ao lançar a ofensiva, possivelmente a maior e mais decisiva batalha da guerra civil síria, que já está em seu sexto ano. Países ocidentais acusam a Rússia de crimes de guerra, dizendo que seus aviões alvejam deliberadamente civis, hospitais e remessas humanitárias em Aleppo.


Nesta segunda-feira, pelo menos seis pessoas morreram no bombardeio a um hospital no leste de Aleppo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG que monitora o conflito. Os aviões usados para fazer os disparos não foram identificados. {RPR/ap/rtr}
Moscou: Administração Obama ‘fez tudo’ para destruir a confiança entre a Rússia e os EUA
A chancelaria russa se pronunciou hoje (3) sobre o estado das relações entre Moscou e Washington. A administração do presidente norte-americano Barack Obama fez o máximo que pôde para destruir a atmosfera de confiança entre a Rússia e os Estados Unidos, disse o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado nesta segunda-feira (3). “A administração Obama fez de tudo para destruir o ambiente de confiança que poderia promover a cooperação [bilateral]”, disse o ministério. 

Como exemplo da afirmação, a chancelaria russa citou a chamada Lei Magnitsky, que iniciou “uma pressão em forma de sanções sem precedente no nosso país com base em pretextos forçados”.
O Kremlin em Moscou, sede do governo de Vladimir Putin

Desde 2014, as relações entre a Rússia e o Ocidente deterioraram-se em meio à crise na Ucrânia. Bruxelas, Washington e seus aliados impuseram várias rodadas de sanções contra Moscou após a reintegração da Crimeia ao território da Federação Russa — processo decidido por meio de referendo democrático da população local, com base no princípio de autodeterminação dos povos — e após acusações não comprovadas sobre a alegada ingerência de Moscou no conflito ucraniano. 
A Rússia tem repetidamente refutado todas as acusações, advertindo que a política de sanções do ocidente é contraproducente e mina a estabilidade regional e global.
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