domingo, 20 de agosto de 2017

PRINCIPAL ORIGEM DO TERRORISMO CONTEMPORÂNEO


Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara
Os principais atos de terror que acontecem em nossos dias têm sua origem num conflito milenar, ou seja, no embate entre o Oriente e o Ocidente.
Ao que parece, foram os antigos gregos que iniciaram essa disputa. Inicialmente, era uma contenda pelo domínio do mercado internacional entre os países do Mar Mediterrâneo. 
O poeta grego Homero, no século IX a. C., escreveu uma obra memorável intitulado "Ilíada", que tratava da "Guerra de Troia": a primeira grande disputa militar entre o Oriente o o Ocidente, ocorrida no século XII a. C.. 
Desse tempo até hoje, essa contenda somente tem aumentado.
Os Fenícios, grandes navegadores orientais, fundaram uma poderosa cidade no ocidente, que recebeu o nome de Cartago. Ela estava situada ao norte da África, onde hoje se situa Tunes, capital da Tunísia. Os romanos, nos séculos III e II a. C., travavam duas guerras de vida e morte contra essa cidade, denominadas de Guerras Púnicas. Venceram, destruíram a cidade e assassinaram a grande maioria de sua população.
No século VII, mais precisamente em 622 d. C., Maomé unificou os principais países árabes através da religião muçulmana. O conflito Oriente versus Ocidente, então, voltou a intensificar-se no século VIII, mais precisamente em 711, os árabes, conhecidos como mouros ou sarracenos, aliados a grupos minoritários de judeus, invadiram a Europa, liderados pelo general Gibral Tarik, pelo estreito que ficou conhecido como Gibraltar. Por 700 anos, dominaram a Espanha e Portugal. Foram contidos nos Pirineus pelos reis francos Pepino, o Breve, e seu filho Carlos Magno, que vieram a formar o Sacro Império Romano Germânico. Os europeus somente expulsaram os mouros definitivamente da Península Ibérica no final do século XV (1492). 
Surgiram, então, as cruzadas, as lutas pela conquista da Terra Santa, basicamente Jerusalém. Houve muitos acordos de paz, para que os cristãos pudessem visitar os lugares sagrados do cristianismo. Criou-se o reino de Jerusalém, e a Ordem dos Cavaleiros Templários que protegiam os peregrinos.
Paralelamente, foi-se criando o Império Otomano, comandado pelos turcos, que tomaram Constantinopla e a transformaram em Istambul. Em 1492, os turcos dominaram Constantinopla, cidade que se encontra, uma parte na Ásia, à margem oriental do Bósforo, e outra do lado europeu desse canal. Assim, Constantinopla, hoje Istambul, tem uma parte no Ocidente e outra no Oriente. Depois dessa conquista, tomaram a Grécia e chegaram até a Albânia. Somente foram contidos pelos europeus na cordilheira dos Bálcãs, ao norte da Albânia.
No século XX, o Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial, lutou ao lado dos povos gerânicos (Alemanha). Terminada a Primeira Guerra, gradativamente o Império Otomano se foi fracionado, com o apoio europeu para a rebelião de muitas regiões.
Os reinos da Europa, principalmente o Império Britânico e o Império Francês, a título de proteção, foram intervindo em diversos países do Oriente Médio, como a Argélia, o Líbano, a Síria, o Egito e outros.
Durante a Segunda Guerra Mundial, temendo o apoio árabe aos nazistas, os Aliados prometeram-lhes um império unificado em troca de apoio à sua causa. O que fizeram foi exatamente o contrário: valeram-se dos conflitos entre os diversos líderes muçulmanos, retalharam a região em inúmeros pequenos países. Mais do que isso, ao criarem a ONU, permitiram que os judeus, que estavam fora do Oriente há dois mil anos, desde a destruição de Jerusalém pelos generais romanos Vespasiano e Tito Flávio, permitiram que eles voltassem à Palestina. A região tornou-se ainda mais um ponto de conflitos.
Os inúmeros descendentes de árabes que hoje são cidadãos dos diversos países europeus, em grande parte, originam-se do tempo em que eram, por direito, cidadãos desses países. Portanto, são cidadãos europeus legítimos. Outros tantos migraram legalmente para a Europa. 
Outra causa que aumenta a proporção da população árabe no mundo europeu é o crescimento populacional em diferentes ritmos. Enquanto os europeus geram, por opção, pouquíssimos filhos, os árabes, pelo contrário, constituem famílias numerosas.
Um fator que leva ao desconforto de muitos árabes no mundo europeu é uma discriminação racial que eles sofrem nesse continente. Como muitos deles são considerados cidadãos de segunda categoria, facilmente aderem a propostas de grupos revolucionários e terroristas. 
Como sempre, todos os fenômenos sociais se repetem por influência de interesses particulares que não medem os resultados futuros. A saída hoje é profundamente difícil.